Tag poema
Existem desejos que não podem ser realizados
existem misterios que não podem ser desvendados
você é meu misterio que dança com veus escuros sobre mim
se pudesse senti o que eu escrevo
saberia que escrevo com fogo o teu nome
e com o vento te beijo, porque posso voar na velocidade da luz de cada verso,
porque moro na tinta que olha
na letra que morre
e no espirito que sente
que é a vida que carrego em mim
sem ti não é nada...
minha rainha te quero
venha voar comigo sobre o abismo
de minha face que esconde um olhar sem fim,
porque olho o infinito dos teus olhos
e tudo que vejo é a sombra do meu reflexo
que reflete apenas o vazio de sua alma por mim...
como pode eu ser abismo se meu vazio está em você
como pode o dia ser separado da noite se meu dia só é completo em com você...
(Cicero Laurindo)
Mineiro é o tipo de brasileiro, com um exagero no tempero. É o tipo de gente, que melhor hospeda parente, da-lhe logo um abraço, um pão de queijo e um beijo.
Sempre fui fascinado pelos inícios, dentro deles cabem todas as apresentações, colisões estrelares e palpites almáticos. O recomeço da semana é uma oportunidade genuína de inaugurar algo bom. É como um abraço de Deus sussurrando baixinho: Vai, seguimos juntos! Feliz caminho.
Arvoredo
Folha, raiz arvoredo
Qual segredo
Guarda dos corações
Dos namorados,
Dos apaixonados?
Ou será guardião de ilusões
De corpos que se unem
De bocas que se beijam
De supiros e desejos?
Secreta ao passarinho
Aquele seu olhar
Que reflete carinho
No seu jeito a me cativar.
Ama - me doce, sereno
Sinta em meu peito o suspiro
Enlaça - me em seus braços
Me faz mulher!
Me faz amor!
Diz - me:
- Eu te amo!
Ai de ti pequeno coração
Envolto neste rio de emoção
Fazer - me crer
Fazer - me perder
E depois voar feito passarinho
A buscar amor em outro ninho!
Verdes matas
Verdes matas
Azul sem anil
São as colinas
Deste país varonil!
Tem o céu poluição
Nos lagos ebulição
Valor de capital
Política, coisa e tal.
Se faço enredo
Digo sem medo
Não guardo segredo
Faço condenação!
Quero vales verdejante
Ver o além do horizonte
Correr por de traz dos montes
Sem medo dos assaltantes!
Isso é tudo o que acredito
Embora o poder e a ganância
Destrua em abundância
Nosso futuro de esperança!
Mas ainda tenho fé
Neste coração criança,
Trago ainda na lembrança
A planta e a fruta no pé!
Mordia sem receio
Conhecia o semeio
Mesmo o grão e o centeio,
A manga e o café!
Hoje não sabemos mais
O quê com a natureza se faz
Tudo tem um agro a mais
Não é igual tempos atrás!
O fruto não tem mais gosto
O verde não é tão verde
O ar não é mais puro
Hoje até sinto desgosto!
De ver um berço assim
Talvez progresso sim
Mas o país progride
Se a natureza não agride!
Brinde ao dia
Brindemos juntos ao dia
Cantemos uma canção
Digamos à todos: bom dia,
Sem distinção de ninguém!
Estenda suas mãos
Façamos um círculo
O maior do planeta
E que nosso gesto
Vá se alastrando
Envolvendo o mundo
Então em um segundo
Ouviremos em cadeia:
- Bom dia!
Em todas os dialetos.
Caminhemos
Vamos seguir juntos
E agora abrace
Sem saber a quem
Simplesmente abrace
Diga:
- Paz!
Haverá então neste intante
Um universo inteiro
De um dia de paz!
Porque se hoje podemos
Olhar nos olhos de quem amamos,
Se podemos dizer bom dia,
Se podemos abraçar
Então tudo valeu e valerá a pena!
Chuva
Ah! Chuva maravilhosa
Quero sentir seu gosto
Quero abrir os braços
Refrescar - me do calor
Estar juntos, descalços
Correr para o seu abraço
E viver só de amor!
Sem receio e sem medo
Sentir - me solta os cabelos
Saciar meu desejo
Ouvir juras de amor!
Vem, segura minha cintura
E vem sorrir junto a mim!
Vem se molhar na chuva
Sem medo de ser feliz
Nesta liberdade sem fim!
Olhar para o mesmo rumo
Seguir a mesma estrada
Resenhar nosso futuro
Juntos numa longa jornada!
Vamos cantar uma canção
Desenhar um coração
Escrever com pedrinhas
O seu nome e o meu
Unidos sob os olhos de Orfeu.
Vamos correr pelos campos
Gritar juntos: amor
Depois entre ramos
Sentir no corpo o mesmo ardor!
Mudanças
Mudanças e transformações quero
Luto todos os dia juntos de vós
Trago certa: Deus ouve nossa voz
Nossas súplicas, nosso desespero!
Nossa sociedade em abandono
Peço nos dias em minha prece
Mais justiça, paz e igualdade
Minha esperança em vão cresce?
Mudos e surdos é a nossa nação
Ao nada fazer em nossa volta
Isso tudo causa que nos revolta,
Violência, insegurança, drogas
As mãos sujas da corrupção
Desesperança, vidas, crianças!
II
Olhar doce,inocente sem pecado
Vitimas! Homem animal maldito
Aqueles loucos, sem alma, senil
Abominavel abuso no seio infantil!
Sociedade de caos e de terror
Terrível colapso, mundo de dor
Sofreguidão de mãe, de povo
Clamamos um mundo novo!
Nova consciência, nova política
Corrupção hoje não faz sentido
Aspecto de mundo globalizado
Se olhamos de canto ou de lado
Lá está o corrupto malvado
Com a face na tela retratado!
Aposentadoria
Se contribui
Se contribuo
Tenho direito!
Que negócio é esse?
Não é porque se está inativo
não há contribuição, já houve a contribuição!
Agora o que se fez com a arrecadação?
Tinha que estar no banco da Nação,
Porém, há tanta corrupção
Que não sobra um tostão!
Não há que reformar
Há que se parar de roubar!
Pois, cada um que trabalha
Ou trabalhou, muito já contribuiu,
E não é pouco não!
Então vem aí
Mais uma embromação!
Um Brasil sobre mim
Quando eu nasci o Brasil aqui estava,
fui crescendo nas palavras brasileiras
e as palavras japonesas se misturava,
todavia, na escola hasteei bandeiras!
A posição de sentido a Pátria e a Nação
meu caminho do be a ba da linguagem
aos poucos conquistando meu coração
a língua japonesa em casa se permitem!
Assim aprendi escrever dois idiomas,
até ao ponto onde um não tinha escola
e o aprendizado ficou preso em redomas!
Às vezes, ainda busco - as com carinho,
a escrita e a leitura por vezes esquecida
por ora encontro - as pelo meu caminho!
II
Um dia sai daqui e fui pra terra de meu pai!
Lá a minha feição era apenas uma capa,
porque eles lá vêem todos brasileiros daqui,
mesmo que tenha na face o olhar de "japa"!
Eu tenho um Brasil inteiro sobre a cabeça,
e um Japão em pedaços dentro de mim,
às tradições do meu pai era a lembrança
e as de minha mãe uma revolta sem fim!
Deste fato se perguntaria qualquer um:
- Por que foi que eu nasci neste país?
Nunca me perguntei e nem se sabe algum!
Porque de fato isso não tem importância
pois, em se tratando de nativo e raíz
o mundo é de uma única eminência:
III
- DEUS!
Credes sobre o mundo todos os seus,
independentemente de religiões
em que há crenças em grilhões!
O universo é um só,
mas, o homem separou - o em partes.
Às partes são umas boas, outras de dó
do Brasil eu gosto muito, embora haja partes!
Partes de riqueza da natureza rica e farta,
a outra de egoísmo, corrupção e pó...
Ah! Se o Brasil sobre mim desperta!
Não haveria lugar mais lindo!
porque o povo aqui tem tudo que presta,
mas, ainda, não sabem valorizar o seu mundo!
A metáfora de um dom
Depois da pedra no meio do caminho
Catei-a do chão treinando meu carinho,
Caminhei com seu peso sofrendo de dor,
Até que encontrei um extenso rio de amor,
Assentei a pedra no chão e descansei!
Se não fosse aquela pedra encontrada,
Sentar-me- ia na terra toda molhada,
Haja visto o sereno do dia na invernada!
A metáfora de uma vida é meu dom;
A pedra é artefato da minha poesia...
Eu caminho ainda olhando o chão!
Hoje ao invés de encontrar as pedras,
Encontro muitas flores, Deus e cortesia...
Estão, espalho flores pelas estradas!
Assento da alma
Ah! Esse meu encanto pelo infinito,
Que, às vezes, parece tudo esquisito;
Outras vezes, enche-me os olhos...
Perco-me no canto de um pássaro!
Se o passarinho contasse seu canto
Você iria rir do seu ingênuo intento;
É por isso que ele canta sozinho...
Sem contar da letra que compõe!
Sua afinação não consegue o cantor
Exceto, que saiba a sinfonia do amor
Daí, perco-me entre os sons que ecoa!
E a alma da gente parece que voa,
Fica leve feito balão e se ri atoa,
Depois, alguma coisa se assenta!
1° de Março
Seria uma data qualquer
se, sua ela não fosse.
É o motivo dela ser especial.
Nas primeiras horas do alvorecer,
trará a ele razão, mais doce,
bem mais que a outro dia banal
Porque neste, você nasceu...
Um presente aos que a rodeiam.
Um mimo, alguem para se amar...
E assim... você aconteceu.
Naquele momento, de repente,
ao vir à luz, veio a iluminar.
Um álibi a cada ano tenho
para lhe cobrir de carinho.
Espero esta data ao calendário.
E hoje, que ela chegou, venho,
com o coração e um versinho,
para dizer: Feliz aniversário!
Agradeço a generosidade da vida comigo e por tudo que tenho aprendido.
Não posso ter todas as pessoas que amo ao meu lado, porque sei que alguma precisam partir para dar espaço as novas que estão por vir.
Aprendi a valorizar as pequenas alegrias que enchem meu coração de amor e luz.
Sei que nem sempre vou conseguir fazer as pazes mas aprendi que todos os dias devo tentar manter a paz.
Estou a um passo
De me deixar levar
Pelas loucuras
Que os livros me trás.
Toda pessoa normal
Em sã consciência
Acaba por se perder
Dentro de um livro
Crio asas
Vôo por todo o céu.
Sou pirata
Enfrento as ondas
Debaixo de um belo chapéu
Viajo o mundo
Conheço pessoas
Me apaixono.
Esqueço
Que a realidade me define.
Sou o vento
Sou o tempo
O esquecimento
A virtude
Quem me conhece
Me ama pelo o que sou
E me quer sempre perto
Quem não me ama
Não me conhece
Nunca tentou realmente
Me ver como sou
Sou apenas um detalhe
Mas um detalhe
Que se mostra com Intenso
Brilho... 🌠
Arqueologias
Envelhecemos, e teus projetos
aos sonhos retornam.
Aquela casa de campo,
quantos iriam visitá-la?
O filho inconcebido,
como mesmo irias nomeá-lo?
A viagem à Europa,
este país, que naquele.
Envelhecemos, no entanto,
e tudo à volta rui.
A cidade irreal,
envolta em névoa, tua.
Envelhecemos, e teus sonhos
em sonhos permanecem.
O mundo é um Cassino de Sonhos.
E por não termos outro lugar para frequentar,
Devemos escolher bem nossas fichas
Para decidir em qual sonho apostar.
Haverá sempre um apelo
Para que se compreenda
Os motivos ao qual a vida
Nos leva a vivenciar.
Pessoas se fazem de santas
Bondade onde não existe.
Ouvem atrás das portas
E sorriem com a desgraça alheia.
O mundo sobrecarrega
As costas com o tempo, pesa
E a vida que poderia ser fácil
Se desespera.
Encontros são desfeitos
O rumo traçado toma uma via
De tropeços.
E o que era saudável
Adoece, por falta de consenso.
Foi a um ano atrás que ela cometeu aquele erro
Me chamo pra sair me
Deu um abraço e um beijo.
O derrubar de uma cadeira e o balanço de uma corda não são mais uma opção,agora tenho ela como minha salvação.
Mas eu sei que estou deixando ela muito infeliz,por causa da minha amargura e tristeza mas por algum motivo ela não me deixa.
Sei que ela acha que sou um fardo que tem que ser superado,mas depois de pensar percebo que é minha imaginação.
Mas mesmo assim esse pensamento não sai de mim,mas amanhã vou terminar oque ela começou, sinto um vazio constante uma tremenda dor.
Nostalgia Musical
Eu sou o roqueiro
Que não rebola no funk
Sou o forrozeiro
Que não curte batidão
Sou como um vaqueiro
Que não ouve pisadinha
Eu tô mais para rapper
Que adora Baião
Pois meu gosto musical
É muito mais nostalgia
Do que toda essa poesia
Que recito com um violão.
O relógio marca
O ponteiro descarta
E a vida passa
Sem a gente perceber
São muitos momentos
Desejos
E o tempo não ajuda
Corre em disparada
Como se estivesse atrasado.
Com os minutos contados
E assim passamos a viver
Um dia de cada vez
Dezoito horas por dia
É o que temos para sobreviver
Tolo, aquele que acredita nas 24 horas
Pois o tempo comeu as horas
E o que nos resta
É correr contra o tempo
E fazer por merecer.
O tempo é cruel
Castiga sem dó
Se houver oportunidade
Agarre... Pois se passar, passou.
Nem sempre temos a sorte
Dele voltar a nos perceber.
Sinto falta da época,
Que andar na rua, era sossego.
Que brincar, era com brinquedo.
E amar, era momento (eterno)
Sinto falta
Das conversas, as risadas sem medo.
Das piadas sem preconceitos.
Do caminhar de qualquer jeito
Sinto falta
De cantar sem entender
De pular sem perceber
De amar sem corresponder
Sinto falta
De um mundo imperfeito
Mas que no fundo, todos tinham respeito
E não viviam com medo de viver
Essa história é de um tempo
Em que a tecnologia não havia
Corrompido vida.
Pois hoje se corrompe até
mesmo o feto antes de nascer.
A VERDADE NUA E CRUA
Corri, me escondi
Sonhei, ainda estou aqui!
Andando em círculos
Em uma rua escura
Rostos estranhos
Sorrisos maliciosos.
Procuro uma saída,
Não encontro.
Portas que se abrem
Que não chegam a lugar algum
Escadas longas,
Pessoas que ferem sem tocar.
Desespero, loucura
Um lapso de verdade
E o tumulto se acumula.
Novos rostos
Pessoas desconhecidas
Ninguém me vê
Ninguém me sente.
A verdade é nua e crua
Um corpo aparece.
E uma vida é destruída.
Aves sem rua
Pássaros que voaram em meu pensamento
por um instante os comparei com a família
talvez a minha, talvez a sua ou uma homilia
de minha filosofia exasperada de vil talento!
Se cada pássaro representasse um membro:
- Qual deles seria você e por que seria você?
Então se bem que cada um de ti me lembro...
poderia ser fidedigna ao dizer o que pode sê?
O pai, a mãe, o irmão e a irmã neste vôo...
Será que seria condizente a comparação
se aborreço, se amo, se condeno ou predôo?
O que tenho de cada um feito na liberdade?
Seria o espelho reflexo das gotas que caem,
ou a torrente força da cachoeira de verdade?
II
Qual seria a verdade de cada um neste vago?
E se a extensão das asas fosse o mundo todo...
Qual seria a importância de sua vida neste algo?
Que papel representa no universo e no mundo?
Você já parou para pensar se leva ou é levado?
Se é palco ou se é platéia, se aplaude ou vaia;
Se és o que voa alto ou voa baixo, se de lado...
porque no desvio não se molha e não há a raia,
o ferir com a possibilidade de uma montanha!
Há quem diga que quem olha o céu, se aranha;
Por certo que sim! Mas como não ver a lua?
Como negar a existência das constelações?
Como negar a vibração das nossas emoções,
se neste âmbito, somos as aves do ar sem rua?
