Tag poema
Lhano.
Não é a cultura
A causa da corrupção,
O fator está no homem
Dentro do seu próprio coração.
Para governar
É necessário possuir sabedoria,
As decisões tomadas hoje
São baseadas na pura tirania.
O progresso
É o regresso da humanidade,
Quanto mais andamos para frente
No mesmo passo construímos a maldade.
Reorganização.
Reorganização,
será que essa é a sua verdadeira intenção!
Eis aqui o meu ponto de interrogação.
Você acredita em um movimento partidário?
Eu acredito em um movimento formado por filhos de operários,
que foram discriminados não pela cor,
mas por anos e anos de submissão a um único senhor.
Sinceramente, uma escola vazia me causa comoção,
até o presente momento, eu não consigo entender qual a razão
que o levou a declarar guerra, contra a educação,
ou melhor, declarar guerra, contra a população.
Mas então, viva a sua ambição,
tente causar a destruição,
só não se esqueça, que no próximo ano vem a eleição,
ai o que vai valer é a nossa intenção,
e se depender de mim, já prepare o seu caixão.
A regra desse jogo é mais perigosa do que se imagina. Primeiro porque ameaça a consolidação de uma democracia conquistada com muita dificuldade, e segundo é que abre caminho para que os mesmos parasitas disfarçados de “salvadores da pátria” possam agora conquistar o poder que eles tanto almejavam ter.
E nesta disputa pessoal e quase suicida, o Brasil é quem sofre na guilhotina. A busca do poder a qualquer preço, as ambições desmedidas da oposição, a falta de governabilidade de uma Presidente sem carisma, o Impeachment com cara de golpismo, a história se repetindo cada vez mais irônica, o mesmo grupo político comendo pelas beiradas, a cúpula de um partido político na prisão, um Presidente da Câmara bandido, psicopata e sabotador, um presidente do senado envolvido com todos os escândalos de corrupção, um Vice-presidente da República com ares de conspiração. Enfim, esse é o retrato de um país desolado, com uma grave crise econômica, política e ética lhe subindo até o pescoço e com pouca esperança de salvação.
Céu
O céu de cores,amores,valores
O céu azul de nuvens brancas,mantas que cobrem no ar
O céu do sol que queima, que brilha nascente da brisa,onde o faz cair,velejar
céu que voa,que faz voar
céu que clareia e escurece , levando da gente que esquece,
Problemas que nascem no outro dia.
Carvalho Do Dia
"08-12-2015"
Hoje eu acordei
com o gosto de você
na boca,
seu cheiro em mim
uma coisa sua que
ficou aqui...
No meu travesseiro
encontrei um fíu
do seu cabelo, laranja,
como um lembrete
de um daqueles
momentos loucos
que vivemos por alguns
instantes, amantes, talvez.
Mais intenso do que
qualquer uma das outras vezes
nos provocamos, aprazerdes,
uma suavidez em te tocar com
calma, e devagar te sentir
teu gosto bom, com morangos
sim, nos sentir e consentir
delícia, prazer, êxtase que
os anos não vão extinguir.
Mesmo sem saber
se ainda vou te ver
e ate quando vou poder
te ver, eu curto você, abraço você
arrepio você, devoro você, mordo você
beijo você, aperto você
e sempre solto você,
vejo você ir e vir,
sempre é bom te rever
hoje eu acordei com
o gosto de você.
"Vivemos de saudade, o tempo que eu passo sem você parece uma eternidade, queria apenas você, aqui ao meu lado, no sofá, escutando apenas músicas para o nosso clima apimentar, queria apenas sentir os seus lábios tocando os meus, seus braço em volta de meu corpo, suas mãos me apertando e seu corpo arrepiando, o que eu preciso para ser feliz? Preciso de você ao meu lado"
Naquele dia eu olhei para o céu, e não achei aquela constelação para qual eu olhava todo dia e pensei, hoje algo diferente vai acontecer.
As estrelas sempre me vigiam. Mas é quando eu as procuro que vivo um pouco da felicidade delas.
O pouso e voo
O poema pousa no peitoril da janela
O poema respira e me olha arfante,
trazendo consigo um ar distante,
que logo deixo entrar pelo meu olhar
Eis que trocamos de lugar num instante:
Ele fica na minha cadeira de vigia
E eu saio pela janela a viajar...
Se és mais um que diz; sabeis que estou distante e bem feliz, enterrado n'onde o sol se esconde, e som se expande, aqui, piano e ando, sempre a sorrir.
Se és daqueles que jamais; sabeis então que sou capaz, não irei corroborar o que algo de bom não faz, e por favor, senta e ouve, entenda o que o piano te traz.
Se te surpreende, então que você se sente, e o que o piano tem presente, faça o sentir ser só da gente, fechado na sala, pelo som cadente.
Mas se depois você sonhar, saiba então que o meu sonho aqui está, de quimera a um servir, para o bem de alguém, que pode escutar.
Como irmão ou família, em conversa de esquina, onde pouco se diz e tudo se explica, basta apenas um olhar para eu poder transpassar:
Piano meu, fizemos uma verdade nova se aflorar, um sonho novo para transbordar o tempo e vencer no senso de se perder no ar.
Solilóquio.
Que sociedade linda
que sociedade bela
de bastarda derrotada, a cinderela.
Refugamos o rotulo da pobreza
através de mentiras
através de incertezas,
adiamos o final da novela
sem nenhum interesse
sem nenhum conflito
apenas devaneios.
Tragamos a alucinação da justiça
como um perjúrio para a igualdade
denotando a si próprio em um pedestal
ratificando como pretexto a paz
sem euforia
com alforria
a sua verdade
a minha mentira.
Os projetos da vida não nos tornam heróis, mas dão-nos condições necessárias pra sobreviver quando não houver um chão para caminhar e um ombro para nos apoiar.
"Ja havia procurado tanto pela felicidade. Mas me esqueci, que o, que tanto procurava estava tao perto que nunca imaginei. Estava diante de mim e nao consegui encherga. A felicidade estava em mim. Meu nome é felicidade prazer."
Talvez amar, seja tão simples quanto as flores que crescem, basta regar com carinho que ela logo cresce, e se for bem cuidada não passará sede.
Virtual
Vive numa cidade de nome complicado
Perto da Irlanda, é ali após um WWW
Posso ir à sua rua, te encontrar no portão
Enviaria flores, mas gosta de todas
E todas não são especiais,
Somente uma se lhe apetece
O fuso horário nos faz lua e sol
E a muito não temos um eclipse
Então, te envio cartas eletrônicas
Algumas longas e lúdicas
Outra feliz, mas solitário
Relato-te o meu cotidiano
Mas ontem a rede caiu
Faltei ao nosso encontro
Imaginário
Caíste na armadilha
O ponto de interrogação
Brotou no céu do seu interior
Imaginar, criar o imaginário.
Perder o sono na calada da noite
E não encontrar a ponta do cordão
Do novelo com a raiva que restou
E a tal prisão que martela o pensamento
Como a dor solene da paixão
Ou como a armadilha que fez
Virar amor
Primeiro amor
Em tempos de tão profunda escuridão
Ainda acho no teu coração, a pureza de um amor belo ao qual se deve contemplar..
Um amor que inebria aos lirios do campo
E desperta o desejo, que nos olhos dos santos, se matem abarcado
Se mantém puro em meio a maldade
Uma tentação doce, sem vaidade
Que se devora no perjúrio dos amantes
Um pouco instavel, porem nunca incostante.
Que não se limita a unico ser
Um segredo bem guardado, ao qual poucos iram conhecer
Um tesouro perdido, que conseguir
Encontrar em vc.
Pelos que amam com esperança
Senhor tende piedade de nós!
Pelos que sem esperança amam
Senhor tende piedade de nós!
Por aqueles que têm medo do caminho
Senhor tende piedade de nós!
Por aqueles que percorrem o caminho com medo
Senhor tende piedade de nós!
Por aqueles que sempre chegam quando esperados
Senhor tende piedade de nós!
Por aqueles que nunca chegam
Senhor – por favor –, não desligue o telefone.
Eu queria te escrever
um gibi.
não
um
comic book.
Eu queria te escrever
Um gibi,
daqueles
da infância,
que prendia toda atenção.
Histórias de reviravoltas,
de tantos viras
e tão poucas voltas.
Eu queria te escrever
Um gibi, assim,
num papel
vagabundo,
igual teu amor,
soltando a cor
na ponta
dos dedos.
Eu queria em ti escrever
um gibi,
marcar na tua
pele sulcos da tua
extrema
covardia.
E te vender
por qualquer preço,
expor na
prateleira
da esquina,
um lugar
bem barato,
gasto amor
de tantas
mentiras.
Nossa Senhora da Solidão,
padroeira dos que esperam
sentados,
em pé,
cansados.
Nossa Senhora da Solidão,
protetora dos meus silêncios,
olhai por mim, pecador,
agora e na hora dos meus tormentos.
E, sendo assim,
protetora,
livrai-me do mal cáustico
do meu arrependimento.
