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Pensei em você como nada mais do que uma mera vespa que eu considerava desnecessário matar. Mas mesmo o mais sagrado dos santos a derrubaria, sem hesitação, se a vespa se atrevesse a picá-lo.
Quando em política algumas pessoas passam de seres pensantes a meros seres existentes é porque o vício pelo poder já os consumiu e personagem é quem vive e consome a mente do ser real.
Um pseudônimo, um espelho sem filtros, um portal que como terapia atravesso em determinados momentos para expor a arte dentro de mim escondida. Eis a minha forma menos tímida, que sou na verdade, de me aproximar mais de quem sou e ainda assim poder afirmar que tudo aqui não passa de ficção.
Somos todos a soma total das nossas experiências em um determinado momento, e nossas reações às coisas são moldadas por elas. Assim como nos livros de romances. O que quer que tenha acontecido a um personagem antes do início do livro vai acabar por determinar como ele vai reagir às coisas que acontecem no livro.
Convivemos com essa personalidade e não nos damos conta de que podemos reinventa-la livremente. Acabamos por viver como personagem de uma história que não somos nós que estamos pegando na caneta e escrevendo o papel. Papel esse que vem sendo escrito por mentes doentias, dominadas pelo medo, ganância, egoísmo e outros elementos que geram toda a manipulação.
Pare de ser espectador das histórias dos outros e comece a ser o personagem das suas próprias histórias.
Em vez de se concentrar apenas nas intenções, certifique-se de que, nas ações do dia a dia, você esteja sendo o personagem principal da sua história perfeita.
O ego é um personagem que criamos e damos forma, com o passar do tempo não se sabe distinguir quem é quem. Tome posse da sua vida e abandone o personagem que tanto nos prejudica.
Ler ficção não só desenvolve nossa imaginação e criatividade como também nos confere a habilidade de ficar sozinhos. Essa leitura nos dá a capacidade de sentir empatia por pessoas que nunca conhecemos, de viver vidas que não poderíamos experimentar por conta própria, porque o livro nos coloca dentro da pele do personagem.
Nos dias de hoje assistimos muitos prisioneiros aderirem à chamada delação premiada. Geralmente, são presos corruptos que para amenizarem suas penas na prisão se propõem a entregar à Justiça outras pessoas que com e como ele praticaram atos ilícitos. É uma espécie de Judas ao contrário, porque o personagem bíblico entregou um homem de bem para ser punido injustamente, os de hoje entregam seus comparsas no mal. Embora o conteúdo de suas delações favoreçam à sociedade, o ato em si carrega uma carga antiética, por traírem seus companheiros na corrupção.
Tem cristão que parece aquela personagem bíblica: Chatura. O quê? Não tem essa personagem na Bíblia? Ah, então por que tem tanta gente parecida com ela?
Porque um personagem tem uma vida verdadeiramente sua, marcada por suas características, por isto é sempre 'alguém'.
Quem sou eu?
Metamorfoseei-me mais uma vez.
Pela enésima vez, vesti, tirei, prendi, soltei, descolori, pintei, deixei crescer, cortei, e ainda não me encontrei.
Despi-me das velhas vestes que já não me agradavam. Coloquei uma nova fantasia.
Retomei o roteiro, parti do próximo parágrafo.Um novo personagem.
Quem sabe, dessa vez eu encontre a alma que fugiu de casa, e que quando acabar esse carnaval, a faça voltar para sua morada, sem morador.
Ela é chata, porém não me sai da cabeça.
Possivelmente tenha sido suas qualidades e acima de tudo os seus defeitos que me levaram a gostar. Defeitos esse ao qual, á torna cada vez mais especial para mim.
Ei! sabe o seu sorriso? ó! que lindo ele é, gosto dele, do seu jeito abobado, de seu jeito menina mulher. Gosto quando fica com ciumes, de quando me faz perder a calma e quando tira os meus sorrisos mais sinceros.
Garota! obrigado por me dar forças para escrever uma nova historia, historia essa ao qual você agora faz parte e que do nada se tornou a personagem principal.
Não estou na vida pública para encenar um personagem, e sim para bem representar a gente do meu Pio IX.
O amor chegou em uma tarde de inverso — ou era primavera! Não me lembro bem. Aqui no espaço a gente não tem muita noção de calendário. Ele chegou e foi se assentando perto da lareira. Perguntou-me se já o conhecia pessoalmente ou só tinha ouvido falar. Respondi que algum tempo atrás eu o tinha visto de longe.
— Foi rápido — disse. Você sorriu para mim e passou como um vendaval.
Falei ainda que aquele sorriso havia me provocado um turbilhão de pensamentos e que imediatamente cai doente de paixão por uma pessoa que sorria igual. E que até guerra eu havia declarado por aquela paixão.
O amor me olhou com cara de quem não gostou do que tinha ouvido. Seria ciúmes da paixão ou realmente o amor era da paz? Aí eu disse para ele ficar tranquilo porque isso já fazia tempo e eu tinha me curado da cegueira da paixão.
— Ainda bem — disse ele se ajeitando próximo ao fogo. E de olhos cansados, ainda sorriu lindamente: — É porque sou muito ciumento, se é isso que você quer ouvir. E adoro guerras também...
Percebi que o Amor também tinha senso de humor. Não era aquele sentimento chato que eu achava que conhecia. Era tímido. Educado. Distraído, mas de uma inteligência de outro mundo. Falava doce e de vez em quando, gargalhava-se, trazendo todas as estrelas para dentro de seu olhar. Ficou a tarde toda comigo conversando, sorrindo e dizendo poesia. Isso mesmo, o amor só fala em poesia.
Leandro Flores
Julho de 2013
Estamos num país onde cultiva-se a falta de conhecimento. Desta forma fica difícil de ter clareza para enxergar que, aqueles que fazem mais barulho a lamentarem-se a favor do público, são os que mais se alimentam da carência e da necessidade dos menos abastados, são esses que se escondem em personagens políticos e são eles os mais preocupados com o seu próprio bem-estar.
Minha personagem...
(Nilo Ribeiro)
Não posso versar o amor,
não posso poetizar o prazer,
não posso rimar a dor,
mas não posso deixar de escrever
este é o meu dilema,
a poesia me sufoca,
mesmo não tendo um tema,
ela pouco se importa
porque não o amor,
porque não o prazer,
o vento não está a favor,
não tenho mais você,
mesmo assim preciso escrever
vou criar um personagem,
mostrar minha outra faceta,
uma mulher que parece miragem,
pois é a mais bonita do planeta
pronto, agora a poesia tem dona,
ela tem uma direção,
vai para a mulher que aprisiona,
que arrebata meu coração
para ela vai a minha palavra,
para ela vai a minha lira,
em troca não quero nada,
quero apenas entregar minha vida
para personagem que criei,
dou tudo que ela quiser,
para ela até palavra inventei,
para que seja a minha mulher
uma estória que começou vazia,
absolutamente sem teor,
se transformou em poesia,
um lindo conto de amor
para você o poeta dedicou...
