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Em algumas situações o silêncio é a resposta. Muito barulho e opinião polui e gera cegueira. Se fechar em sua companhia pode ser a libertação para chegar na melhor definição.
Insta: @elidajeronimo
Prosa de um Escritor: Comentários e Desabafos…
Sou um apaixonado pela leitura, pela boa arte, principalmente a brasileira, seja a interpretada em palcos, seja pintada em quadros e/ou couro, esculpida em madeiras ou em pedras, mas, especialmente pela música: se for MPB ou uma moda de viola, melhor ainda!
Mas, confesso: me dei conta de que não sou um artista de sorte apinhada!
Sou homem caseiro, de meia idade, não gosto de viajar distâncias demasiadas longas, também, nem curtas: não gosto de idas a lugares que sei que corro o risco de nada de prestante venha me somar, se há um incomodo que jamais me importei, são os que me trazem meus familiares ou uns poucos amigos.
Meus pares, em especial, não me apetecem quando se acham incumbidos de me darem palpites e conselhos, e é o que mais me pedem e, geralmente, independentemente do assunto, na grande maioria das vezes, me esquivo e assumo: não, me agrada opinar quanto a temas que são de fórum íntimo, seja para quem quer que seja!
E, quem bem me conhece sabe disso!
Admiro-me com o fato de não raro, receber em minha casa uma ou outra visita para dizer-me sobre quais temas devo ou não escrever ou simplesmente para tecer uma ou crítica, tomando meu tempo e perdendo o dele: muitos chegam a me encomendar uma poesia, prosa, uma mensagem para um seu amor ou ente querido, muitas vezes, gravemente enfermo, como se palavras o fossem dar a cura!
Na verdade, me incomoda perder meu tempo em receber pessoas que se creem músicos e vem em meu descanso me apresentar suas composições musicais e, na maioria das vezes, pra meu desespero, geralmente um Funk, e outros, de diversificados, estilos, mas, considero que, ou bem ou mal, são temas que fazem parte de nossa cultura, mas, no íntimo, muitos compositores e escritores podem ser considerados “doídos”, criando melodias e textos sem sentido, que nada conta ou nos soma em valia.
A expectativa é, num repente, receber à mão, digamos, um “enunciado” contendo uma nova ideia, uma escrita, mesmo sem rima, mas que seja prestante, o que seria uma surpresa, com passagens, que até sejam metafóricas, porém, que tenha excelência, ou pelo menos, seja uma construção literária ou musical que faça sentido, que tenha a capacidade de ter, em sua essência, uma mensagem, ou uma visão estética e instrutiva do tema abordado nos versos ou no desenrolar da prosa.
Como dizem os grandes pensadores: “A inteligência nos livrou da memória”, e isso se deu graças ao advento da criação do “ São Google”, e, voltando aos que me trazem o que produzem, a partir da sua capacidade de criar, para que eu os avalie, penso: “Vamos lá, pois, a princípio, só existem duas formas de se avaliar uma obra, a partir de sua criação: “as fatais e as não fatais à cultura”! As fatais são aquelas que, no excesso de erros gramaticais e que não “iluminam” o leitor, não tem a capacidade de “prender” a atenção e acho isso muito triste, dá a impressão de que os escritos ambicionam assassinar a língua mais bela e sonora do mundo: a língua portuguesa!
Tenho comigo que muitos escritores estão nivelando o bom gosto da boa leitura e a capacidade de criar obras pouco ou nada interessantes, com gosto nenhum e isso tende a colocar a literatura brasileira num patamar que não merece estar!
Ter opiniões, ter crenças ou apoiar-se em alguém, ou a alguma coisa, jamais lhe colocará no verdadeiro caminho, pois só aquele que vivencia, sabe, tem o frescor da união com o TODO em sua essência.
Kairo Nunes 02/02/2019.
O povo é tão estúpido que qualquer disputa já toma dois lados opostos, a manipulação não os permite chegar a um equilíbrio de opiniões.
Eis o véu que cobre os olhos dos homens, a tolice inconsciente que os acorrenta ao desejo de serem como o eco de mil vozes, e não a melodia de sua própria alma.
Pois eles buscam o brilho fugaz do espelho que lhes devolve a imagem que o mundo aprova, e não a luz imutável que reside em seu próprio coração.
Assim, constroem suas moradas sobre a areia da opinião alheia, e não sobre a rocha de sua própria verdade.
🪁 O Peixinho e o Quadrado
Nas quebradas do céu da favela,
Sobe o peixinho na linha singela.
Feito de jornal, varetas tortinhas,
Mas voa ligeiro, cortando as linhas.
Lá do asfalto, vem todo montado,
O tal do quadrado, pipa de “abastado”.
Colorido, pomposo, de corte preciso,
Mas falta-lhe arte, coragem e riso.
O peixinho dança, ele gira no vento,
Desvia, mergulha, ataca no tempo.
Não tem carretel de alumínio brilhando,
Mas tem o menino que vai controlando.
Com olho afiado e alma de guerreiro,
Solta na manha, recolhe ligeiro.
O quadrado se exibe, achando-se rei,
Até que o peixinho dá o golpe da vez.
Num rasante ousado, feito passarinho,
CRÁ! — vai-se embora o quadrado no ninho.
A criançada grita, a favela aplaude:
“Foi o peixinho que fez mais um baude!”
Porque não é o preço que faz campeão,
É a coragem, a ginga e o coração.
E o céu lá de cima já sabe a verdade:
Quem corta com arte… não compra vaidade.
A vontade de entrar em um embate fala muito mais do seu orgulho em querer ter a razão, do que da convicção pela qual entrou na discussão.
Há de se escolher entre viver segundo a opinião de quem não é relevante em sua vida ou tentar ser feliz. É impossível conciliar as duas coisas.
"Se tudo o que nos restou deste caos político-social é a opinião. Então, opinião por opinião, que cada cidadão contextualize dignamente a sua."
Thiago S. Oliveira (1986 a).
Para os de opinião formada a novidade é o que assusta;
Para os de raça isolada o que assusta é a mistura;
Para os que querem mais e mais a agonia é ter sem ter;
Os que querem ser alguém se desesperam em ninguém ver;
A diferença de idade sempre é tema de julgamentos alheios, mas, se você está feliz com o seu relacionamento, não se preocupe com a opinião dos outros.
Hoje em dia ficou muito fácil chamar alguém de burro só porque pensa de modo diferente, porque enxerga o mundo com outros olhos por possuir outras experiências e convicções, ou simplesmente por não ter o mesmo entendimento sobre determinado assunto...
Eu acho isso tão ridículo! Tão pequeno! Ainda mais quando vem de gente que deveria dar o exemplo, pessoas instruídas e cultas, especialmente as que se dizem educadoras/formadoras de opinião, ou que possuam alguma notoriedade...
Esse tipo de pessoa transforma a ignorância em algo vergonhoso e repugnante. E sabe o que é realmente vergonhoso? A grande injustiça social que existe nesse país, o fato de alguns terem mais oportunidades e privilégios do que outros. A verdadeira e mais repugnante ignorância é quando um mero ser humano se acha melhor do que outro mero ser humano, por qualquer razão que seja!
É um tal de: "Você é burro porque votou nesse ou naquele"... "É burro porque é crente ou ateu"... "É burro porque é dessa ou daquela religião, ou por não ser de nenhuma"... E as mais recentes: "É burro porque se protege ou não do vírus"... "É burro porque é a favor do distanciamento ou não"... "É burro porque é a favor dessa ou daquela vacina, ou por não confiar em nenhuma"...
Escuta... Vivemos em uma democracia, ou não? Podemos ter o direito de pensar diferente e sermos respeitados, ou não?
E por falar em vacina... Quando é que vão criar uma que seja contra o ódio, que tenha tolerância em abundância na composição e faça com que as pessoas se respeitem mais? Ah sim, já existe essa "vacina" e se chama humildade, mas tem gente que é naturalmente imune a ela, porque "se acha muita coisa" e essa síndrome narcisista faz perder o efeito.
A "burrice", como esses pseudo-intelectuais enxergam e a classificam, não é o maior problema do mundo... O pior é o que eles deixam de ver e sentir por "intelectualizarem" demais.
O que define uma pessoa é o seu caráter, opinião pode mudar, a informação pode melhorar a qualidade das opiniões.
Valentina Sena e Silva, Maria
Dar uma opinião sem ter um mínimo de conhecimento sobre o assunto é mero achismo sem fundamentação!
