Tag negro
Buraco de Minhoca
Se queres alcançar teus ideais,
atravessai a Ponte de Einstein-Rosen, e
chegará ao outro lado do vasto universo,
para onde até mesmo a luz é atraída,
pois espera-se que lá tudo seja possível.
PRECONCEITO
Esse tema é complicado,
Só falando se dá jeito,
Conceito desfavorável
Que se tem a seu respeito.
Quando alguém lhe desmerece,
Mas nem mesmo lhe conhece,
É o mal do preconceito.
Tem gente que acredita
Numa tal religião.
Catolicista, budista?
O que vale é a adoração!
Quem é certo? Cristianismo?
Ou seria o Islamismo?
Todos povos são irmãos!
Quem seria a melhor raça?
A que vem de tal cidade?
Qual Estado? Qual país?
Quem tem superioridade?
Negra cor? Ou branca pele?
Bem melhor que se nivelem
E se tratem na igualdade!
Haveria menos guerra
Se o homem pensasse mais.
Não é tão difícil assim,
Vamos ver o mundo em paz?
Basta você respeitar.
Diferenças? Aceitar.
Todo mundo é capaz!
Nós sempre fomos maravilhosos. Eu nos vejo refletidos nas coisas mais sublimes do mundo. O negro é rei. Éramos beleza antes que soubessem o que era beleza.
Eu conheço um anjo sem asas. É um lindo anjo, de pele morena e com cabelo preto. Meu anjo se chama David! Um anjo tão bom como qualquer outro que esteja no céu. Menino puro que vive nesse mundo que tem muita maldade. Ser sincero demais, que para muitos é defeito. David é só altruísta, o anjo menino de cabelo preto e coração bom.
Ancestralidade
Primeiro antes de vir de onde eu vim
Me disseram que eu não tinha alma
Chegando aqui me disseram que eu deixasse meus Orixás para ter uma alma.
Mais me vi olhando para mim
Sozinho e sem alma
Doía olhar para aquilo que fizeram de mim
A dor em mim parecia perdi socorro, perdão...
Quando dei por mim já não era mais eu, tu e nem nós
Era só um corpo caminhando sem alma...
A cor da pele nada significa
o sangue das veias não tem cor
somos todos iguais nesta vida
cada um de nós tem grande valor
Naquele pedaço que te faz falta
Fica um vazio ensurdecedor
Mesmo fazendo força contra ele
O som desse buraco negro permanece
Ele te puxa, te domina e quer te impedir
Mas não vai conseguir
Eu vou seguir unindo um pedaço ao outro
Fechando essa cavidade em meu corpo, em meu coração
Até o barulho parar
Até o silêncio chegar
Definitivamente, não estou no lugar de fala.
Mas dói na minha alma, o sofrimento das pessoas pretas, é asqueroso, vergonhoso e desumano. Vivemos em um país que provavelmente é o mais miscigenado do planeta e mesmo assim o racismo e o preconceito em geral é presente no dia a dia e em absolutamente tudo.
Apesar de ser parda, descendente de africano, índio, caboclo, para a sociedade tenho o privilégio branco e a partir desse lugar, do qual antes eu não entendia muito bem, venho aprendendo bastante e comecei a enxergar as coisas de uma outra ótica. É triste porque a realidade é, que todos somos racistas (mesmo que inconscientemente), está impregnado na nossa cultura, na língua portuguesa, na sociedade em geral. Expressões que são usadas no dia a dia como "A coisa tá preta", "mercado negro", "denegrir", "morena, mulata" e muitas outras, são racistas! Quando nos silenciamos diante de uma situação real de racismo, estamos sendo racistas! Quando nossos colegas de trabalho, amigos, familiares fazem um comentário maldoso e não nos posicionamos estamos sendo racistas. Por fim, a primeira coisa que devemos fazer é nos conscientizar sobre o racismo estrutural do nosso país, é um aprendizado diário em seguida, mudanças de atitudes!! P.S.:Tenho muito orgulho da minha ancestralidade!
O que inferioriza o ser
humano, não é a cor de
sua pele, não é ser
branco ou ser negro, é
a inconsciência humana.
Na realidade não foi o branco que escravizou o preto. Foi o negro que escravizou o negro e vendeu para o europeu "Branco" na costa do continente africano, e porque os professores de história não ensinam esse outro lado da verdade?
O negro que se empenha na conquista da ascensão social paga o preço do massacre mais ou menos dramático de sua identidade.
Afastado de seus valores originais, representados fundamentalmente por sua herança religiosa, o negro tomou o branco como modelo de identificação, como única possibilidade de “tornar-se gente”.
A sociedade escravista, ao transformar o africano em escravo, definiu o negro como raça, demarcou o seu lugar, a maneira de tratar e ser tratado, os padrões de interação com o branco e instituiu o paralelismo entre cor negra e posição social inferior.
O negro também é luz, mas para ver, é necessário enxergar com a visão interior que não esconde nenhum crepúsculo
Sumidouro
No espaço quebrado do tempo
que se apaga lentamente
Sem sombras de dúvida
ao que devorar
ferozmente
Desmente
mitificando sem voz
todo traço de certezas
absoluta fraqueza
equívoc(ação)
Suga às tripas o mundo
universo
suas luzes ligeiras
passageiras
no trono do tempo, imperando
solidificando abstratos pedaços
traçados tortos caminhos à serpentear
no escuro vazio da inexistência insistente
que resta
que sobra
linha reta
que dobra
o sopro voraz
Não ousem pensar que estes obstáculos impedirão nossos anseios!
Nenhum passo atrás, carregamos o antídoto para todos os males, pois somos filhos daqueles que sobreviveram ao frio, fome e a dor...
