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Choro do morro
"Em seu mais íntimo âmago
O pesar se faz notar:
Curva-se o morro; chora a flora
E sem demora fez derramar!
Ebulindo em lamento intenso
Trouxe um veio em sua face
Fez morada n´outras vidas
Solidárias, sem guarida
Num estrondo rouco e denso
No silêncio sucedâneo
como em líquido amniótico
Surgem fênix, filhos de antônio
pós evento tão caótico!"
A vista do céu é refugio
O sol que nasce entre árvores e predios, ilumina o morro
O sol é a inspiração do céu e da minha janela eu contemplo
O sorriso dela é a inspiração do meu céu e eu perdi a hora
No silêncio dos cômodos degusto minha solidão
Nos berros do peito, aprecio o silêncio
E ai, por onde anda nós?
Deixo os gritos na mente até perderem a voz
Mas menina, por onde anda nós?
Eu responderia, mas acho que perdi a voz.
Me perdi entre letras do meu caderno de rascunho
Caneta é tipo arma em punho
Na busca pelo meu eu, sigo rasbiscando textos tortos
Na busca pelo nós, sigo recomeçando em outros corpos.
Vivo,
Nos teus olhos,
E lábios a admirar.
Existo,
Para te ver sorrir,
Ver-te feliz,
Vê-la sempre a gargalhar.
Penso,
Que nada é melhor,
Nada seria melhor,
Nada será melhor,
Que contigo namorar.
Poderia até noivar,
E, com certeza,
Um dia casar.
Definho,
Por ter que me distanciar,
Por não poder te tocar.
Morro,
Aos poucos,
Só de lembrar,
Que durmo e sonho contigo,
Mas que quando acordo,
Ao meu lado você não esta.
Eu ouvi dizer ...
Eu ouvi dizer que as flores morrem,
Mas as flores que eu te dei, não
Não que elas sejam imortais, pois não são flores reais
São artificiais, igual o amor que tu me deu.
Eu ouvi dizer que na primavera florece, mas não no meu quintal
Flores de plástico não brotam do pé, igual o amor que tu me deu
E o quintal florido, colorido, bonito nunca foi meu, nem seu
Porque tu sempre foi inverno,
E eu sempre fui um mix de estações
Eu fui raíz, fui chão, não passei
Tu foi enfeite de estante, que não morre mas cansa, iguais as flores que eu te dei.
É que eu morro
Quem sabe uma casa no alto daquele morro, pode ser legal ter um cachorro. Pode ser legal sermos unidos, eternos amantes, eternos amigos. Pode ser legal olhar no olho, repetir que te escolho. Pode ser legal amar devagar, se aconchegar nesse lar, amar por amar. Pode ser legal viver as histórias, relembrar as memórias. Pode ser legal fazer nossas vidas, juntar as feridas. Pode ser legal, reparas essas feridas, com as noites bem dormidas, com os beijos de saída. Pode ser legal viver cada segundo, como se fosse o fim do mundo. Pode ser legal, as crianças rindo pela grama, brincar no fim de semana. Pode ser legal, rirmos de nós mesmos, como merecemos. Pode ser legal, um sorriso da visita, admirando nossa vida. Pode ser legal, receber os amigos, relembrar os antigos. Pode ser legal, ir na formatura da minha cria, gravar esse dia. Pode ser legal, vê-lo crescer, saber envelhecer. Pode ser legal, chegar minha hora, do lado da senhora. Pode ser legal, termos vivido, sem termos nos arrependido. Pode ser legal, beijar-te pela última vez, como beijei toda vez. Pode ser legal, dizer que vivi, amei, sofri, ri, mas te amei, como cada pingo acompanhando o i. Pode ser legal, viver naquele morro, pois ao teu lado que eu morro.
Vejo coisas que não são reais
Se não são reais.. Por que as vejo?
Na verdade, morro de medo!
E assim o meu consciente e engana,
Formam formas diante de meus olhos,
E tenta me fazer acreditar n acho impossível.
Então eu vejo.. E depois não os vejo mais!
morro
em haver um quase,
morro
por saber mais ou menos,
morro
em ouvir nem tanto assim.
morro
quando me tocam as palavras
eu tambem
tô viva
só se for para
virar
meu mundo de cabeça para
baixo.
e deixar derramar
escorrer
pelo chão o que havia
de dentro
mesmo sem
saber
o que queres
então....
"Não deixe o Samba morrer
Não deixe o Samba acabar
O morro foi feito de Samba
De Samba prá gente sambar"
Composição: Edson Conceição / Aloísio
Me olho
me toco
mas não me sinto
me alimento
bebo
mas não me sacio
durmo
acordo
mas não descanso
vivo
e morro
ao mesmo tempo...
Sem sequelas
Busco a aflição das noites
para alimentar minha insônia
Pois deveras assim vivo açoites
E não morro, não debruçada,
Estagnada a espera do fim.
Olho para mim,
Deixando de fora
Tudo que ressalta aos olhos
Tento atingir apenas meu eu
Aquele que mora adormecido
Na ignorância da minha visão.
Busco o fracassado destemido
Dos inúteis dias, que não foram ressaltados
no calendário desta existência altiva.
Regalo-me na exuberância prazerosa
De me deixar amanhecer
Sem nenhuma sequela.
Enide Santos 04-01-17
A tarde estava no fim, levemente os raios do sol apareciam. Subi no morro para ver o mundo. Quem coloriu as árvores de azul? De mansinho elas balançavam e mudavam de cor. Eram as borboletas colorindo o mundão que eu enxergava.
Imagem perfeita
De um sorriso lindo, de olhar bem serena.
O sol sombreando sua pele morena.
A crina bem negra reluz no momento
O cenário convém e o morro do vento.
Um ser bem pequeno em estatura.
Grande em beleza peculiar criatura.
Diante a paisagem imensa e sem par.
A reduz a ordinária ninguém vai notar.
Baixinha injuada marrenta o seu jeito.
Grandeza na alma de um Deus perfeito.
Beleza de minas de uma nascente.
Diante cachoeiras és mais reluzente.
Postura perfeita a rosa que grita.
Nem o céu resiste a beleza infinita.
Uma foto ímpar de piso amarelo.
A meu ver pisaria pisos de castelo.
Montanhas gigantes ficam singelas.
Atraz da beleza da bela das belas.
Em retrato se juntam sem fazer desfeita.
Cachoeiras, céus mata e montanhas, a jazer na imagem perfeita.
Eu precisava sentir meu coração bater de novo
de repente ele acelera,perco o ar e quase morro
Acho que estou em apuros
Más não vou gritar socorro
Vejo o perigo na minha frente
E um sorriso em meu rosto.
DE SAUDADES MORRO
Eu senti uma saudade que renderam
sutis recordações ao coração, coitado
e que, doído, assim, se viu assustado
contra mim sofreguidão arremeteram
Me vi na solidão do que prometeram
um prosar do meu destino já cansado
e que, aqui pelas bandas do cerrado
pesar nos versos que um dia elevaram
Remédio ao mal que sofro, sem pista
cresce a dor, no engano então presente
no rendido suspiro: que pede socorro...
Assim, vejo que não há como resista
toda lembrança na saudade presente
E, de lembrar-te, de saudades morro!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
2021 maio, 22, 11'09" – Araguari, MG
Se aproveito bem o meu tempo, dou mais vida a minha vida. Mas, se deixo a vida passar, eis que morro duas vezes.
Te observo do alto do morro.
Será que me arrisco em pular?!
Paro. Penso.
Me auto-preservo.
Sou covarde,
Vai que eu morro.
Vejo muito mato e vários morros.
O prisma: o mais lindo
A paisagem me deixa funcional
E por onde quer que eu olhe:
Mato e morro
O verde me aconchega,
O mar, inspira
O inóspito
E há mais mato e mais morro
A quintessência, alvíssara
O inócuo e às vezes modorrento
O cuntatório,
Mato e morro
Até encegueirava
O ósculo
Mas, nitificou
Aquilo que era recôndito
Era mato e era morro
Agora,
Vejo que você também me inspira
Minha quimera
E eu
Mato e morro
Por você.
Morro de amor por você,
Mulher que é minha inspiração,
E nesse poema profundo, posso dizer,
Que és a dona do meu coração.
POESIA
Título: Transformação
Desde cedo na luta
Trabalhado para comer
Mato um leão por dia.
Passo fome mas viverei
Nessa vida de favela,
Tudo se torna complicado
Luto para ser bodinho
Mas só ganho couro de rato.
Me vejo no barril,
Mas sou grato por tudo.
Agradeço ao meu Deus
Por vim a esse mundo.
Um certo dia,
Fui promovido no emprego
Ganhei bolsa de estudo
Tudo ocorreu ligeiro
Hoje estou instável,
Com muita fartura na mesa
Vivendo um barril dobrado
Como se diz lá na favela.
