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Il fut temps où les bêtes parlaient; aujourd'hui elles écrivent. (Houve um tempo em que os animais falavam; hoje eles escrevem)
Se há um direito natural incontestável e cujo exercício indiscriminado se amplia pari passu à chamada emancipação do homem moderno, é o direito de fazer coisas estúpidas.
Estamos vivenciando um período marcado por contradições e dualidades, onde as pessoas se veem perdidas e sem saber qual direção tomar, ao consumirem loucamente mídias as mais variadas, povoadas de perigosas Fake News, que divulgam uma enxurrada de informações desconexas.
Para mim, a iamodernidade é o último estágio da modernidade. O estágio final e concreto da cultura líquida. É a cultura perene da inteligência artificial.
"O homem pós-moderno,
é um homem que entende
das telas e das redes,
mas desconhece a imagem da vida".
Na ansiosa vida
dos tempos líquidos
não raro esquecemos
do respiro profundo
do toque que nos dissolve humanos
do aroma do café
do beijo na boca
dos pés na terra
do olhar nas estrelas
de morrer por um instante
no oceano
não raro esquecemos
de viver
As pessoas que hoje estão envelhecendo vêm vendo o mundo que está desaparecendo, sem cores nem detalhes, designs vazios variando de genérico a irreconhecível, a fim de esquecer o antigo, nos dar a sensação de que é a modernidade vindo, para que no futuro esqueçamos do que um dia foi algo incrível.
A modernidade é pura vaidade.
Assim como uma bela mulher fácil tomada pelos ares do entorpecimento, a modernidade dança à beira do abismo que ela mesma criou.
Está na hora de entendermos que o mundo contemporâneo não aceita mais metanarrativas, ou melhoramos nossa capacidade de diálogo ou perderemos espaço na sociedade.
A Coragem da Esperança
Lembre-se que tu serias a melhor maravilha, pragma do meu coração
Fostes, tu, como algo mais que um amigo, aquele que me transmite luz, valoriza a individualidade e a sinceridade
Desse momento, nós passamos, urge no fundo da minha mente
Quando estávamos, tu estava exatamente do jeitinho que eu sempre sonhei e me encorajava, como philia
Tudo em ti és milimetricamente perfeito e detalhado, iluminado
Neste retalho que esta poesia impulsiva em forma de canção transmite
Retrata-nos de ter você aqui aos meus pés, oh, poetas para quê servem?
Era o fim de uma década, mas o começo de uma era ao te conhecer
Possível, era ficar sorrindo com facilidade ao te olhar com o rosto do luar
Refletindo uma noite de verão que são Philos das minhas pupilas ao teu enxergar
Que nada era em vão, ao fim, com o nascer do teu contentamento
Acredito na intensidade que a paixão me toma e chega cedo por aqui
Enfim, valorize seu amor, destino, acaso, sorte, ventura e sina.
Como os homens modernos se perdem na cultura moderna, vivendo na modernidade sem história para contar na sua eternidade, senão o sofrimento baseado na modernidade de Satanás.
Temos poucas orquestras sinfônicas no mundo para superar o lixo musical produzido por uma geração jovem.
Na desconcertante modernidade, a loucura muitas vezes faz parte imprescindível, da relativa sanidade em que vivemos.
A modernidade burra brasileira, quer destruir a medíocre e pobre língua portuguesa, que nos resta, substituindo alternadamente números por letras.
A transgressão é aceita na modernidade, quando não sacrifica nossa liberdade, humanidade e a mínima qualidade de vida.
