Tag memória
Já vivemos momentos preciosos
que pra nós, não têm preço
com histórias engraçadas e tristes,
risos, lágrimas e trocas de apreços
pra guardarmos na memória,
quero ter-te sempre por perto,
caso contrário, não será a mesma coisa,
que ainda tenhamos bastante tempo.
Somos histórias
Me sinto como esta casa grande
de janelas pequenas, pintada com
tinta velha e sem muita beleza
onde só o próprio dono de bom
coração se agrada.
Mas o que isso importa?
Se todos os dias pessoas veem e
pessoas vão; Sou invisível para os novos,
esquecido na memória dos velhos
sou história contada quando lembrada
As nossas raízes, cultura, memória e história são fatores fundamentais de preservação, para que não se cometa os mesmos erros do passado.
É engraçado como podemos lembrar de uma tristeza que achávamos, na época, capaz de matar alguém, e saber que ainda não conhecíamos nem a décima parte da verdadeira tristeza.
Casa é gente. Não é um lugar. Se você voltar lá depois que as pessoas se forem, tudo que você pode ver é o que não existe mais.
E os livros, livros por todos os lados. Cada superfície plana era ocupada por um livro. Tampo da mesa, armário, criado-mudo, mesinha de cabeceira. Nenhum bibelô, Nenhum suvenir. Nenhum porta-retratos. Só restaram os livros. Para que ele soubesse quem fora realmente a mãe, teria de abri-los e ler. Teria de ler cada página de milhares, milhões.
A cada ano, minha mãe tirava um quadro do meu pai da parede para dar espaço a mais uma estante de livros.
"Quando a vida fenece
o espaço da memória cresce.
A gente nunca se esquece.
Ao relembrar, o coração se aquece
e aos Céus elevamos aquela prece..."
(Autoria: Juares de Marcos Jardim / Santo André Sacy - São Paulo-SP)
(© J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)
O SILÊNCIO DA NOITE
A noite chega de mansinho
Pela janela entra um vento em laço
O silêncio é triste, um descaminho
O coração pulsa em descompasso
Os pensamentos fluem em polvorosa
Nenhum norte a ser seguido
A estrada é curvilínea e perigosa
O destino é incerto e traiçoeiro
Mas nada impede que a esperança
Renasça a cada aurora
Como no movimento de uma dança
Que não me sai da memória
Eu sempre fui diferente, querendo dizer que eu gostava de ser eu mesmo. Até no jardim de infância, quando diziam para formarmos uma fila e ir ao parquinho, eu não gostava de participar. Eu não era bagunceira; eu não apreciava a fila. Algumas das minhas melhores lembranças de infância são de mim sozinha no meu quarto – escrevendo, lendo livros, ouvindo Beatles, vivendo na minha mente. É sempre agitado lá.
Pequenos traços de saudade.
Autor: Ederson Silva.
Olhos cheios de saudades, vento a tocar minha pele,
espelhos da vida a passar imagens já esquecidas.
A lágrima teimosa a ir de encontro ao chão,
somente a solidão me faz companhia.
Pequenos traços de saudade,
que insiste a mendigar sentimentos de cada momento.
No fundo portas retratos que contam a nossa história,
um cinzeiro a elevar uma fumaça de cigarro das companhias de noites frias.
Versos sendo compostos para disfarçar minha memória;
fecho os olhos e sinto sua presença.
Você sussurra em meu ouvido,
a música que fazia parte de nossa trilha sonora.
Me vejo e não reconheço, um suspiro no fundo;
Acordo, era apenas um sonho...
Onde estão os olhos da minha infância, aqueles olhos medrosos que ela tinha há trinta anos, os olhos que me fizeram?
As lembranças ensolaradas e cheias de calor daquele verão me ajudarão a suportar o frio até a primavera.
Minha ideia de cinema estava sempre ligada à brisa das noites de verão. Nós só víamos filmes no verão. Os filmes eram projetados em uma enorme parede branca. Eu me lembro especialmente dos filmes que tinham água. Cachoeiras, praias, fundo do mar, rios e nascentes.
A infância deixou marcas com as quais eu não sei o que fazer. Nos dias tranquilos, digo a mim mesmo que é dela que eu tiro minha força e minha sensibilidade. Quando encaro o fundo da garrafa vazia, vejo nela a causa de minha incapacidade de me adaptar ao mundo.
Sinto-me triste como um restaurante de estrada vazio no inverno. É sempre a mesma coisa no dia do meu aniversário: uma pesada melancolia abate-se sobre mim como uma chuva tropical cada vez que eu penso de novo em Papai, em Mamãe, nos colegas e naquela festa eterna ao redor de um crocodilo estripado no fundo do jardim...
Eu e ... memória
Existem muitos motivos para não lembrar
Mas dentre todos eles se destaca um
Aquele que é contrário ao meu querer
O pequeno rebelde , não quer desistir
Mas , mesmo assim irei ignora-lo
Sei que não posso dar continuidade
A algo que já acabou
Nada resta de bom
O tempo passa e passou
Mas a memória infelizmente não se apagou
Saiba meu caro eu
Não deixe seu coração se corromper
Ele não sente gosto de ódio
Apenas cultiva sentimentos bons
Continue sem deixar que isso acabe
Está bem , da maneira que está
Sabe? Sei que já quis mudar
Mas querer não é desejar
Pois se quer algo , você alcança
Então viva com esperança de melhores dias
Nada , definitivamente nada poderá lhe impedir
Apenas , o seu próprio eu
Se algum dia que seja , soubesse que se corrompeu
Mas isto não será real
Pois você não é e não será assim
Não vivemos no passado,
Porém ele vive em nós:
É o antes sem o qual
Não haveria o após,
É a voz da humanidade
Ecoando em minha voz.
Rememorar, é uma forma nobre e necessária de se viver, reviver e, à vista disso, recuperar em parte sensações, ideias, motivos, medos, decisões imperiosas e, fundamentalmente, relembrar imputar-lhe-á novamente a certeza de sua brevidade frente ao tempo cronológico, tal justeza, certamente derrubar-lhe-á do alto do muro de hipocrisia em que você pode estar firmado, agarrando-se fielmente ao pensamento soberbo de superioridade.
surgiu o dia em ebulição, aí senti um desejo doce, não era de vinho, nem de pão, mas a alegria obtida de me sentir de novo eu, do véu que envolve a memória trazendo-me o sonho, e de novo os dias da flor, eis-me viva com o peito a arfar, neste encontro com a que de mim se perdeu, e a manhã fica mais rosada e fresca a terra e o céu...é a recordação que sempre me acode. restitui-me um pouco de alegria enquanto a vida é neve ao sol
