Tag maldição
Um tolo com bem material se vale de tal maldito poder pra humilhar um desvalorizado sábio que o capitalismo não consegue de jeito nenhum manipular, por isso se vinga usando exatamente aquele que conseguiu
A covardia é surda e só ouve o que quer ouvir. A covardia é cega, só enxerga o que quer ver.
A covardia é sobretudo, covarde. Prefere sempre a infelicidade ao que lutar com coragem para viver plenamente Feliz.
Porque até a infelicidade do lado de quem se ama te faz feliz. Pelo simples fato de está ali, ao lado da pessoa, da única pessoa a quem você amou e que vai amar por toda a vida.
Se sacrificar é opção, sacrificar o outro é maldição.
"Mais magro", sussurra o velho cigano de nariz carcomido
para William Halleck quando ele e sua esposa Heidi saem
do tribunal. Apenas estas duas únicas palavras, carregadas
pela doçura enjoativa do hálito dele.
"Mais magro". E antes que Halleck possa recuar, o velho
cigano estica o braço e acaricia-lhe a face com um dedo
retorcido. Os lábios dele entreabrem-se como uma ferida,
exibindo alguns cacos de dentes que despontam das gengivas
como lápides quebradas. Cacos de dentes enegrecidos e
esverdeados. A língua do velho se esgueira por entre eles e
então desponta, para lamber os amargos lábios sorridentes.
"Mais magro "
Quando o Amor com asas livres
Paira dentro de meus portões,
E minha divina Altea vem
Para sussurrar junto as grades;
Quando me vejo enroscado em seu cabelo
E agrilhoado ao seu olho,
As aves que brincam no ar
Não conhecem tamanha liberdade.
Muros de pedra não constituem prisão,
Tampouco barras de ferro ums jaula;
Mentes puras e quietas tomam isso
Como habitação do eremita;
Se tenho liberdade em meu amor
E em minha alma sou livre,
Só os anjos, que planam acima,
Desfrutam da mesma liberdade.
Deus tem o poder de transformar maldição em benção e o homem tem o poder de transformar benção em maldição.
Maldição de Lilith
Detentora do crepúsculo
Seu cerne angustiante, fará dela meu abrigo
Presenteada com marca condenável
Desafiando a ordem, a natureza proclama
Lilith, a falha proclamada
Jaz solitária, escondida no lado negro
Até a minha porta encontrar, benção melhor não há
Semblante curiosa, a me observar
Com sua beleza macabra, o coração a palpitar
Sem necessitar de permissão para entrar
Desprovida da luz, busca a morte, sem importar
Jogada ao chão, sem nenhuma tensão
Fugaz choque a me vincular
Tentativas desesperadas adornada ao frio
Seu sucumbido corpo a quase ficar
Sem nada mais imediato para ofertar
Minha vida em prol da liberdade, eu desejar
Acionando extrema inquietude
Pois vida já não há
Em obsessão, rezas ao amanhecer, crédulo a ofertar
Amanhecer que nunca chegara
Amanhecer que nunca chega
Agora há de se mostrar
Pois sua maldição não mais jaz em mim
No corpo dela, há de retornar.
Que coisa ruim é o tempo...
Nos envelhece, nos leva pra próximo da inevitável morte, leva embora quem amamos, separa quem um dia foi unido, deixa marcas...
Que coisa boa é o tempo...
Nos trás sabedoria, nos ensina que estamos aqui de passagem para que possamos evoluir, alivia a dor, fecha as cicatrizes, nos torna resilientes!
O tempo é rei, o tempo é soberano, o tempo é dual. Cabe a nós dizer se o tempo em nossas vidas é uma benção, ou uma maldição... Não podemos lutar contra o tempo pois inevitávelmente sairemos perdedores, devemos amar o tempo e sermos gratos, por tudo que se inicia e chega ao fim neste incrível espaço de tempo que chamamos de vida.
Ainda com as flechas
Que acabara de arrancar do peito
Escondeu seu coração
E amaldiçoou todos os cupidos
Ou, ao menos aqueles
Que faziam questão de carregar
Uma só flecha em suas aljavas
Não caia na conversa fiada de quem cria manuais, cultos, congressos e conferências para quebra de maldições. Se há maldição sobre você, converta-se ao Evangelho da Graça. E se você é salvo(a), Jesus já levou sobre si suas maldições. Simples assim. Por meio da fé, somos livres!
Maldição
Se da má sorte, tive gosto da amargura,
Envelopado pelo asno e uma maldição,
Me vi chafurdado em uma lama escura,
Hoje, minha paixão abrirá em erupção.
Me deixei inerte sem cólera e loucura,
Os abraços sem laços e sem ter ação,
A solidão em atos vis e de vil tortura,
Agora sou grito, pronto pra explosão.
Maldito sejas o olhar por mim perdido!
O silêncio deixado no doce coração,
Dos amores o amor não será vencido.
Se calado antes mesmo de ter e ser,
A grata emoção não será mais em vão...
Minha compaixão é maçante no viver!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
22/08/2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Alguns acreditam que o dinheiro é maldição, no entanto, o texto sagrado nos fala sobre o "sentimento exacerbado" ao mesmo.
"Taca água, taca água... O amor é permitido, mas a paixão não, a paixão não.
Feiticeira má, Feiticeira má... Com um feitiço envenenou o meu coração, saia já daqui, saia já daqui.
Sereia linda, Sereia linda... Sele os seus lábios e não me venha com as suas cantorias, não posso me apaixonar, não posso me apaixonar.
Fada encantada, Fada encantada... Por favor me ajude, desfaça o feitiço e me liberte dessa maldição, me liberte dessa maldição."
"O meu coração esta cheio de veneno, somente isso pode explicar tamanha repulsa das ladies alvejadas por Eros na outra ponta da flecha que me atingiu. Eu fui amaldiçoado certamente por erros transcendentais por toda a eternidade. Será que existe algum bem que eu posso fazer para quebrar esse selo profano? Uma dor sempre é curada por uma ato iluminado, mas onde esta a minha luz? Será que os deuses ainda olham por mim ou apenas seguirei como uma alma desprovida de graça? O meu caminho é duro e nada o que eu faça me permite ser digno; Nem a promessa feita nesse meu atual receptáculo, a qual não me deixa abraçar a minha maldade ancestral... Que os deuses me perdoe e não permitam o despertar do monstro que adormece em mim."
"Maldição é o Diabo tentando plantar uma mentira em nosso coração, ao atribuir uma identidade diferente da que somos e de como Deus nos enxerga, de maneira a que tomemos para si como verdade"
Talvez essa seja a maldição dessa nossa geração, o preço a se pagar por nosso infinito anseio. Nos tornamos os donos do mundo, mas ainda sim, nada parece realmente nos pertencer. Jamais estaremos satisfeitos...
Par de olhos
Por lá andava eu,
Solene com a mente em dispersão,
A cada nova e temerosa respiração
Tecendo um caminho não mais meu.
Um único par de olhos que se fizeram bastar,
Junto a linha do horizonte a luz terrena jazia
A lua inerte e vazia.
Quase tanto quanto eu.
Prosto-me sobre ouropéis.
Grama fria e orvalhada,
Amaldiçoada por desejos infiéis.
Era errado o meu certo.
Mas possuías total mérito,
De se fazer presente sem merecer.
