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Somos
Monturos, lixo como nós.
Peças em pedaços estraçalhadas,
Resto do que ontem foi mastigado,
Parte do que não foi tocado,
Asco, de a nós misturar-se.
Valor do que não pode amontoar-se,
Dejetos, sem mais nada a ser somados.
Deságio, dessa lata enferrujada,
Em lixo, não pede, não mede; mais que isso:
E os vermes estão entre nós.
Não jogue no berço o que mancha.
Não corte, nem dê o que espanta,
Mas diga o que amedronta.
Não cale, mas fale do sábio.
Não rasque então as feridas,
Que o lixo, já temos em nós.
Do livro EXPRESSÕES
Autora Vauvei Vivian
Livros abertos
Quando menina gostava de livros abertos
Parecia que a qualquer instante bateriam asas, alçariam voo pela janela
Suas folhas me lembravam gaivotas
Aquelas que desenhávamos em nossos pores de sol no papel
Cresci!
Descobri que não era imaginação
Livros abertos sabem voar
Quando menina eu tinha razão.
SEGREDO DAS FOLHAS EM BRANCO
Nas folhas em branco há sempre algo escondido
Parece até que guardam segredos
Uma poesia
Um conto
Uma prosa
Às vezes até uma carta de amor
Em outras uma despedia
Gosto das folhas em branco
Acho que elas imitam a vida.
Elis Barroso
Murmúrio silencioso
No final de um dia
Sol que se esconde
Alma roubada pelo livro
Lágrimas que me caem
Cada uma com sentimento
Quero fugir
Coração sem tecto
Amarei sem prazer
Páginas que me escutam
Orgulho ferido
Espero uma noite com estrelas
Nelas queria ter a minha residência
Pelo menos sonhava
Desaparecia
Nem que fosse num sonho
Que este livro cheio de lágrimas
Pudesse navegar...sem rumo
(Adonis Silva)09-2018)®
O livro está cheio de ensinamentos,
de emoções, risos e lágrimas...
A sua leitura é mister para o nosso
crescimento intelectual e espiritual.
Geralmente as pessoas que dizem que não devemos julgar um livro pela capa, nem sempre são o "livro", muito menos são julgadas.
Não adianta querer escrever um livro dedicado à alguém se a pessoa não merece nem o primeiro parágrafo.
Ao invés de ler um livro, ouça uma música. Alguns minutos de olhos fechados abrem mais a mente do que vários dias de olhos abertos.
Prefácio
A história contada neste livro começou no ano de 2012. Sobre uma garota na qual tinha medo de amar, ou seja, teria medo de qualquer bobo apaixonado correndo por ai tentando acabar com seu sossego. A história ocorre em período escolar, parece um romance jovem comum sem futuro. Mas histórias que aparenta ser banais são as que mais surpreendem.
Colégios são comuns de acontecer amores passageiros, como poderia imaginar que em tanto olhares, apenas daquela garota mudaria meus conceitos.
Mais como uma menina no qual nunca se deixou levar por diálago sem fundamentos, corações estúpidos ou qualquer pessoa que tentasse roubar o coração. Deixaria aquele alguém, logo a última pessoa da lista a fazê-la amar.
Pois a mesma, nunca foi de se apaixonar por qualquer indivíduo que fosse capaz de tentar conquistar aquele coração duro como rocha. Mas por qual razão gostaria de se arriscar em gostar de alguém, ou ao menos deixar algum idiota roubar lhe o coração tão para quebrar como a última vez. Pois para aquele coração amar alguém poderia exercer está função uma única vez, um único modo de amar. Eternamente.
A vida como um livro,
um dia como uma página...
Sempre podemos ter um nova página a frente,
assim como um novo dia sempre estará por vir.
E sempre surpresas poderão acontecer.
Suas mãos estavam fixas no volante, como se fosse uma tabua da salvação. E eu em minha mochila, como se fosse a minha.
—Pare de relutar... Não irei matá-la... —Falou lentamente em meu ouvido, com a voz afogada. —Só quero um pouco...
Devia ser maravilhoso permanecer em um grupo tão próximo, passar seus dias em companhia de irmãos a quem a quem confiaria a vida. Jamais conhecer a solidão.
"Ei, escuta, para de agir feito criança
Escuta, sinto em te dizer, mas foi você quem procurou
Quem partiu um coração, não fui eu
Ei, escuta, tudo nesse vida tem seu preço
Escuta, se chegou a hora de colher o que plantou
Você mesmo quem regou, não fui eu
Não fui eu
Eu sei o que dirá
Vai me culpar
Por um erro seu
Se alguém me perguntar
Irei dizer que não fui eu
Não fui eu..."
