Tag incerteza
A derrocada dos viajantes
O meu destempero acompanha meus passos, os portões silenciosos e as janelas escuras são testemunhas, mas são através de subidas, e mais subidas, e um repente de súbitas sensações de cansaço, que se fazem todas minhas manhãs. Muitos me dizem que esta é a hora de se fortificar, porém esses parecem tão fracos quanto eu, não os julgo, muitos se contentam com suas estradas, e é claro, cada um têm a sua; curva, inclinada, esburacada estrada que os levam para um destino, esse no qual é incerto de sua chegada e, sua volta é almejada desde à partida. Sou mais um como muitos outros, mas ainda não perdi a graça de observar meu trajeto, entretanto, outros nem perscrutam por onde passam.
Outrora vazio ou cheio me sinto, ouço o ressonar dos passos atrás de mim, e aqueles que irão me acompanhar, não os conheço, mas são gente assim como sou, pois, é assim que penso, e sei, que não deveria pensar assim. Hoje, ainda jovem, tenho força para me defender, ou será que tenho? Porque pessoas não são nada, para aqueles que gostam de sentir o poder e o domínio de sua jornada, e quando você pensa, é menos um andando pelo caminho que partilha. Claro, tenho medo, mas não posso parar de viajar. Minha juventude, infelizmente, em nada me beneficia neste caminho que começo tão jovem, consigo se traz ingenuidade e carência, eu vigio por muitos, mas será que alguém vigia por mim? Não, sei que não, porém logo cedo o sol bate no pico da catedral, e nos ilumina, nós, os viajantes. Ainda assim, mesmo com essa luz, meus consortes não conheço, logo, como os mais velhos instruem; “olhem para os seus pés”.
Agora fria, minha pele começa a ficar morna, contudo, esta bendita estrela não me consolará assim. Em horas, estarei banhado pelo meu suor, angustias, revoltas, e pelos cantos, ficarei choroso. Mas meus pés nem doeram para pensar assim, nem estou na metade do percurso, quem dirá o dia. Sendo assim, devo me atentar para não me desarmar na frente daqueles que cruzam bem rapidamente minha caminhada. Sempre acenam, fazem um assobio, mas o que se faz presente nesses, são os sorrisos sem tempero, até menos que o alimento na metade do dia.
Outrora, fazia questão de se atentar para minha jovem saúde, hoje, parece que não tenho mais opções para fazê-lo, são grãos que não agraciam minha dispensa, minha fruteira de plástico, são medicinas que não jazem mais em nossos velhos criados, e um conjunto de pessoas que necessitam do mesmo que eu, que prezam pela sua recém vitalidade, e aquela que já quase parte. Canso-me de pensar, e de tanto pensar, canso de mim. Ó, descida desvanecida, não cheguei aos montes para não conseguir te enfrentar, pois, quando eu estiver no platô, terá mais um cume para desbravar, donde desaguarei em vias e rodovias turbulentas, sujas e com mais gente assim como eu, que de tanto pensar, cansa de si. A minha astúcia não se faz mais presente quando tenho de exercer o que realmente tenho que fazer, e minha altivez se desbota na última esquina que dobro, e sinto o tempo escorrer pelas minhas mãos, meu doce e precioso tempo, escorre por minhas grandes e (que agora) gélidas mãos.
Todavia, na volta é onde me faço vivo, onde minha existência não é tão execrável assim, onde minhas enfermidades não me preocupam, e nem sequer me pego pensando que todo fruto do meu esforço, são para dividas que não foram engendradas por mim, e paras quais, desconheço seus valores exorbitantes. No fim das contas; para ser exato, no fim de muitas contas. O meu êxtase se torna real quando ouço o caloroso e doce falar de um futuro viajante, que peno por ele em todas minhas caminhadas.
- Chegou cedo, papai!!!
Quem sabe?
O que o destino nos reserva
Se as nossas escolhas estão certas
Quem vai entrar na nossa vida
Quem vai ser digno de cuidar das nossas feridas
Eu não sei.
Se não podes comer o prato de hoje pelo medo da fome de amanhã, estarás apenas antecipando um sofrimento que poderia não vir.
Quando não se sabe o que fazer, o melhor a fazer é não fazer nada e esperar até que o vazio das decisões se conclua e a direção a tomar se apresente.
Não sei!
No fundo a gente sempre sabe sim, mas vivemos no automático e ocupados demais com as demandas desse mundo frenético que nos engole diariamente.
Só consigo ser Fanático por alguém. Pessoa. Já fui um dia; deixei de ser porque a pessoa saiu daqui. E tá difícil de ficar fanático por alguém de novo! Mas acho que tem alguém no fim do túnel. Parece uma incerteza, complicado mas vejo uma pequenina esperança.
a grande certeza de que você não vai chegar a lugar algum é esta incerteza de você não saber aonde quer chegar...
O ar que me falta,
A chama que se esvai.
Tudo parece o fim,
Tudo que era pra ser um começo.
Não quero,
Mas desejo ardentemente.
Não fico,
Mas vou aflita.
Queria a certeza,
A certeza de contentar-me com a incerteza
E aceitar que dói,
Dói profundamente.
"Analise bem suas decisões, porque escolhas intuitivas e impulsivas são como um jogo da sorte. Depois de jogado, percebemos que não passava de puro azar entre probabilidades e incertezas".
A maioria das pessoas não compreende os conceitos de risco, recompensa e incerteza. Se compreendesse, os resultados de seus investimentos poderiam ser muito melhores.
Opção eu sou de muitas,
Sempre haverá aquelas
Que às vezes vai procurar.
Certeza pow.
Mas eu prefiro prioridade,
Quero ter a certeza de todo
Dia ter com quem contar...
Se me emprestasse seus olhos para me ver, não sei o que enxergaria.
Fico na dúvida se isso diz mais sobre sua incerteza nesse compromisso que juramos ou sobre minha insegurança.
Quando a gente não pensa, a dúvida permanece uma incerteza. Por consequência, neste caso, morre a “fonte” da existência.
Não sei
Não sei mais o rumo da vida,
Tudo parece desabar, sem saída.
Aquilo que parecia certo e verdadeiro,
Agora se perdeu, me deixando em desespero.
Não sei se sou um verso perdido,
Ou uma pessoa confusa e esquecida.
Entre rimas e versos me encontro,
Um enigma poético, sem ponto.
Não sei se sou um sonho esquecido,
Ou uma esquecida sonhadora perdida.
Entre realidade e ilusão me debato,
Um mistério vivente, em cada ato.
Não sei se sou um destino incerto,
Ou um incerto destino a percorrer.
Entre caminhos e escolhas me encontro,
Um contínuo enigma da vida, a desvendar em meu ser.
Não sei se sou um eco distante,
Ou um distante eco a ressoar.
Entre silêncio e palavras me perco,
Um mistério sonoro, sem parar.
Não sei se sou um sorriso oculto,
Ou um oculto sorriso a reluzir.
Entre alegria e tristeza me encontro,
Um triste ciclo a seguir.
Não sei se sou um eco distante,
Ou um distante eco a ressoar.
Entre silêncio e palavras me perco,
Em cada verso, revelo meu recomeçar.
