Tag existir
Até então, minha existência não passou de um mero detalhe. Meros ensinamentos e revestimento da minha auto proteção. Caminhos seguidos em dicotomia clara, observados em um segundo, parece distante, porém não passa de um pesadelo, vê-la feliz é como rasgar minhas veias e deixá-las expostas para a humanidade rir. Não insisto no que quero, mas quero aquilo que não posso. Passou aquele tempo, deixado num lugar especial, reservado apenas para boas recordações, guardadas a sete chaves no meu mais alto rancor. Agora voltamos ao meu mero existir, meus meros amigos, minha felicidade de amanhecer, minha alegria de levantar, na família que tenho, penso no dia que iremos nos deixar, jogados aos prantos, manchados no chão. Em um momento claro de recaída, pensando na vida, termino essa minha reflexão.
Impossível não dizer que o ódio prevalece
Porque até o amor não cresce
Não ter uma vida calorosa
E dizer que assim é majestosa
E o esconderijo da carência?
Sobre não ter a vivência
Não há nada parecido com amar
Se não o próprio fato de amar
O ódio prevalece
Quando a ilusão vence
Em um mundo feito de ilusão
Quando ter é diferente de ser
Quando o viver é diferente de sobreviver
Quando ninguém sabe o seu sofrimento
Quando ninguém liga quando está em pranto
Como viver então?
Julgar sem saber
Julgar sem poder
Julgar sem ser
Julgar sem viver
Julgar sem ver
Mas a vida é assim
Só acaba quando morrer
Mas pra que viver?
Se o fato de não existir
Significa fingir
É como serenar, na seresta e ser quem fora ser mesmo que não seja fosse, ser impulsionado positivamente pelo próprio ser chamado pelo quem chama de meu, seu ou nosso, existir ou co existir? Prefiro redimir minha indagação com palavras pulcritas de um ser vivente chamado eu.
Se somos resultados de nós mesmos, ou seja, somatória de experiências nas relatividades entre o "SER" e o "TER", que diferença pode existir, entre o "EU" e o "VOCÊ"?
Vambor
Me sinto mal, me sinto culpada até pelo que eu não tive culpa. Me sinto mal por cada criança com fome enquanto eu tenho um prato de comida na mesa. Me sinto mal por cada idoso com frio enquanto tenho cobertas e mais cobertas para me esquentar. Me sinto mal por meus pais trabalharem tanto e eu não fazer nada. Me pergunto o sentido da vida. Me pergunto se vale a pena viver, lutar. Não sei. Sinto uma dor profunda em meu peito e as lágrimas correm pelo rosto e eu me sinto tão mal. Cada célula do meu corpo se sente mal. Eu só queria pedir desculpa à todos que tiveram contato comigo. Desculpa se eu magoei vocês. Desculpa por eu ter existido.
Sentir...
A coisa que eu mais sentia era a sensação de não sentir nada...
Aí de repente, tu surge, faz nascer em mim sensações diferentes...
O que é isso ? Um sentimento bom ? Não sabia que era capaz de sentir isso...
Você realmente não existe, deve ser fruto da minha imaginação, pois é difícil de aceitar que uma pessoa como você realmente exista....
Não se importe
se no caminho desse sentimento a tinta borrar.
É que não existe caminho certo
Sem ti.
..."A casualidade do amanhã não pode ser deixada para posteridades diante das necessidades humanas, porque as pessoas, não podem esperar pelo sorriso da pujança para existirem ou para continuarem vivas." ... Ricardo Fischer
A vida persiste, continua e existe pela constância de continuar existindo.
Pois a certeza do fim leva ao fim, mas a motivação perpétua conduz a eternidade.
...Sem Sentido....
Meus pensamentos ecoam,
Se perdem ao vento,
Não entendo o fanatismo
De descobrir os mistérios da vida,
De me entender como parte dela,
De me ver nela,
Definir minha origem nesta confusa insanidade,
Em um momento mera vida orgânica
Pulsante e viva,
Em outro, as respostas do mistério
Da alma e do divino,
De repente torno-me tudo,
Com sonhos e objetivos para alcançar
Mas depois meu reflexo reflete o nada,
No vazio do meu corpo
Não se encontra alma,
E passo a não compreender esta luta interior,
Deste conflito amargo incoerente,
Que reluta em todos os cantos do meu “Eu”
São tantas faces existentes no meu ser
Que se perde nesta confusa interface,
Entre o ser e o não ser,
Prosseguir ou regredir,
E nisto, vou me perdendo neste eco
Que repete várias vezes a mesma pergunta.
Quem sou eu?
E na busca pela resposta
Caminho clamando por uma verdade
que satisfaça o meu coração.
Que me diga que este conjunto de partículas
Pensante e real,
Não seja somente
Uma vida orgânica e sem sentido
A espera de um final.
Loucos somos nós, que vivemos sem existir. Pensamentos podem não ser a nossa maior forma de existência... Não querendo contradizer René Descartes.
Vamos pensar mais no coletivo e parar de disputar com o próximo... todos podem existir com dignidade. Autopoiésis.
