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Quem ri de desdém do que está escrito nas linhas, muitas vezes não percebe que a ironia dele sorri nas entrelinhas.
E nas entrelinhas,
a saudade só quer dizer
o seguinte:
que, na verdade,
tudo mudou,
exceto o sentimento
que permanece ali.
Inteiro.
Forte.
E, acima de tudo,
sobrevivendo.
"Se lhe é conveniente ouvir o que eu digo e não o que eu falo. Então, nunca irá se atentar as entrelinhas. E elas têm muito mais a dizer do que você crê supor saber."
Quem não estiver disposto a ler o meu coração e a conhecer o que tenho além da minha capa, nunca saberá quanto amor eu guardo nas entrelinhas.
"Não me venha com fotos de horizontes tortos. De torta já bastam as entrelinhas emaranhadas da vida."
Desculpa as linhas tortas, onde escreveram que um lobo derrotado como eu não merece ter a vitória nos braços.
A beleza de um poema não está no que foi dito, está no que não foi dito, está no charme dessas palavras clandestinas que se insinuam nas entrelinhas.
Por entre as entrelinhas vejo teu sentir
e nas palavras soltas percebo teu amor,
e no seu olhar o jeito de amar!
Poetas místicos são profetas, porque captam vislumbres da Verdade, e ocultam essa aura nas entrelinhas de misteriosa poesia.
Se a leitura fosse apenas um exercício visual, perderíamos a riqueza oculta nas entrelinhas, onde residem as emoções e imaginações que as palavras evocam. É, portanto, por essa razão que o livro não nos liberta, mas sim as representações que ele incita.
Como afirmava o sábio chinês, "o verdadeiro reconhecimento é conhecer a si mesmo". Atrevo-me a acrescentar que, nas entrelinhas do autoconhecimento, descobrimos a verdadeira maestria que ilumina com sabedoria o caminho da vida.
A alma das palavras se esconde além das palavras, sendo uma constante em meio a muitas variáveis. Por isso, poesia é mais do que versos, é o sussurro das emoções que dançam nas entrelinhas.
O culpado do seu fracasso é você mesmo, que não leu as entrelinhas, nem sempre as coisas aparecem de forma clara para nós, por isso, sempre leia as entrelinhas.
Entrelinhas são meras intenções subjetivas, postas em retalhos, concebidas por propósitos aprazíveis
Mergulhado Em Você!
"Quer saber como eu estou?
Eu estou lendo.
Lendo muito,
Lendo você através das entrelinhas..."
~Portella.
ENTRELINHAS
Se o ledor pudesse ler as entrelinhas da poesia
Minha, que cada surpresa do fado me reservou
Entenderia os suspiros, a dor e toda a antinomia
Dos versos agridoces, que no meu versar chorou
A desdita está em cada poética, tanta a agonia
Imbuídas naqueles perdidos sonhos que sonhou
Cada desejo, num gesto que não era de alegria
E sim, apertos no peito, que o causar idealizou
Poeto sentimento, o sentimento inteiramente
E nunca indiferente, e tão pouco eternamente
Devaneio, amo, idealizo, busco ir sempre além...
Porém, do calvário não se pode ficar sem nada
Cada qual com seu traçado e com a sua estrada
Tudo passa! E do destino aquele servo e refém!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
04 agosto, 2022, 20’22’ – Araguari, MG
A alma habita nas entrelinhas, nos espaços entre os sinais. E é ali também onde moram a felicidade e o amor.
Sei que sou uau!!!
Os desejos que possuímos transformam-se em aventuras e poesia.
Nossos corpos se encaixam como fogo e rima.
Repouso e me abasteço com todo o impulso da sua constante frenesia!
Gosto quando você decola e me viaja por cima.
Toque minhas costas sem medo, desbrave-me sem nenhum guia.
É conforto sentir sua gravidade que me prende no chão e ao mesmo tempo me alucina.
Perguntas bem feita, traz nas suas entrelinhas as respostas, e boas respostas trazem perguntas nas suas entrelinhas.
NAS ENTRELINHAS
Se alguém pudesse ler a alma da poesia
secreta, onde cada sentimento a traçou
talvez entenderia mais sua terna melodia
os sonhos, os suspiros que elevaram voo
Estar é o destino e, se acaso, algum dia
a condição no sofrer, então, lacrimejou
esse verso não era a poética de alegria
nem tão pouco a emoção que enlutou
É a vida, ilustrada, da direção da gente
tateando a cada momento eternamente
trajando o além dum agrado ou aflição
Nessa prosa, na composição reservada:
um olhar, um sussurrar, a afeição velada...
nas entrelinhas de uma variante sensação!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
26 março/2022, 14’41” – Araguari, MG
