Tag engano
Dentro de cada um de nós existe uma grande escuridão, um vazio muito grande, cheio de angustias, medos, fragilidades e não há nada nesse mundo que consiga preencher essa lacuna, somente alguém externo a tudo isso pode fazê-lo.
Não precisa falar nada
apenas vá!
Deixa assim ficar,
sem despedidas,
nem mais mentiras
apenas o vazio deixado pelo engano,
e o tempo necessário para a ferida cicatrizar.
Siga o seu caminho
Eu sigo o meu
Só não temos o direito
de nos enganar-mos mais.
Sentimentos não serão passageiros se forem reais. As vezes nos enganamos com nossos falsos sentimentos. Não somos culpados. Talvez a vida tenha nos cruzado num momento inoportuno, ou apenas não era pra ser...
Já que preferiu
Me afastarei.
Atrás de você
Eu não correrei.
Pois com sua frieza
Eu me assustei.
O título de trouxa
Na minha testa eu estampei,
Nos alertas dos meu amigos
Eu não acreditei,
Já que a mão no fogo
Por você eu coloquei.
Me queimei.
Pois mais uma vez
Eu me enganei.
Em terras de frustrações nos tornamos prontos para vencer batalhas ou para sermos massacrados pelos elas.
Você não sabe o que é passar sete anos na prisão. (...) Me enganaram. Me usaram como brinquedo. Mas vão pagar por cada dia que fiquei preso.
DISCORDE
Eu quitado estava e nada mais queria
O anseio ansiado a mim face a face
E como um outro alguém te amasse
Te amei, duradouro: - que bom seria!
Tinha cheiro, vontade, me parecia
Que nesse amor o querer, guiasse
E que só a força da paixão falasse
Se teve aperto, também teve alegria
Mas, temporão desmantelou o sonho
A ofuscante graça, era mais um engano
Se um dia compus, não mais componho
Vejo, enfim, que em um afeto profano
Se o dístico ao ardor não for inconho
Discorde é o desencontrado quotidiano
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
02, outubro de 2020 – Triângulo Mineiro
E tem aquele parente que trabalhava numa casa de ração, em que um dia entrou uma cliente solicitando remédio pra dar ao rato. A turma aqui tem mania de chamar veneno de remédio, indistintamente, aí ele prontamente deu 1.080, chumbinho, algo assim. Aconteceu que daqui a pouco ela voltou aos planos acusando-o.: "O senhor matou meu rato!" Oxi! Entendeu nada. Chamou ela pra, inconsolável, sentar num canto e se explicar afinal o que ela tava querendo. Aconteceu pra surpresa dele, depois da devida confusão, digo, explicação, que o tal rato era na realidade um hamster e ela queria realmente uma vítima, um remédio pro bichinho doente. Pobrezinho...
Nessa fusão de ideais
contenho intentos reais.
Fechados por repressão,
escapam-me por afoita respiração
os desconfortos da ansiedade.
Tudo se espreme,
cai o véu da verdade,
de um amor que
resiste em segundo plano.
Ignoro a dor.
O que torna tudo mais insano.
A verdade não é sempre bonita; é às vezes feia mesmo, pois ela expressa a realidade da vida ou da existência das coisas. Quem se esforça para ser sempre bela, é a mentira, e, até certo ponto de sua existência, ela consegue ser, utilizando o engano como maquiagem.
Um sociedade que esconde sua realidade, para transmitir falsa felicidade, jamais conseguirá lidar com suas frustrações e mudar o curso de sua geração.
Pausa
Presos nas teias do amor
Até quando faremos do dia, noite
E da noite, desespero?
Até quando o pensamento viciado
Formará apenas uma imagem?
E todos serão estranhos
E tudo será vazio...
Até quando o fogo da paixão
Irá nos consumir
E nos afogar em lágrimas e gritos surdos?
Até quando seremos dominados por esse feitiço?
E seremos meros fantasmas em corpos jovens
Mortos por um sentimento doente
Até quando estaremos cercados
Pela sombra de um amor
Nascido do engano?
E seremos meros zumbis
Alimentando-se de restos de amor perdidos
Até quando suportar a dor
E reprimir a explosão
Sempre iminente?
Até quando engolir as mágoas
E sentir o gosto amargo
De uma dúvida
Que quer se fazer certeza?
E nos joga para caminhos escuros
Dentro de nós mesmos...
Até quando sonhar com o que
Não pode ser sonhado?
E se perder pelo o que
Já está perdido?
Às vezes o que você interpreta como máscara, na verdade são faces do mesmo rosto que você "não consegue" ver.
Você morria pra mim
a cada falta de gesto.
No silêncio,
emocional distância
em um corpo presente.
Na narrativa de retrair,
as migalhas ao chão e
seu coração necrosado.
Eu fui dando caso perdido.
É melhor um fim consciente,
que uma vida tentando se enganar.
