Tag ditadura
Oh, o mundo tradicional, seguindo suas tradições, aquelas que colocam o império e seus impostos sobre as suas costas. Tão conveniente a tradição dos césares. O tradicionalismo aristocrático que dará sempre e novamente lugar aos Estados, às revoltas e à tirania.
Ditadura é aquele ódio demonstrado quando se está perdendo o poder. Controle não é poder, mas a perda de si mesmo.
Liberdade e liberalismo não são sinônimos, mais vale uma social-democracia do que uma ditadura do capitalismo.
Nunca tenha medo da verdade ou do que é certo, mas tenha medo de não aplicar a verdade ou não fazer o que é certo!
Uma corte suprema militante pode comprometer a separação e o equilíbrio dos poderes, usurpando as funções do legislativo e do executivo, e impondo sua visão ideológica sobre a sociedade.
Uma corte suprema militante desrespeita os direitos e garantias fundamentais dos cidadãos, violando o princípio da legalidade e da segurança jurídica, e favorecendo a arbitrariedade e a perseguição política.
Uma corte suprema militante pode enfraquecer a legitimidade e a representatividade da democracia, desconsiderando a vontade popular expressa nas urnas, e gerando instabilidade e conflito social.
Uma corte suprema militante pode minar a confiança e o respeito das instituições democráticas, agindo com parcialidade e corporativismo, e abrindo espaço para o surgimento de movimentos autoritários e golpistas.
Uma corte suprema militante pode prejudicar o desenvolvimento e o progresso do país, interferindo em políticas públicas e reformas estruturais, e criando obstáculos e incertezas para os agentes econômicos e sociais.
Um povo sem estudo pode eleger políticos corruptos por falta de informação, de consciência crítica e de participação política, permitindo que sejam enganados por promessas falsas e discursos demagógicos.
Hoje, no Brasil, através de instituições democraticamente constituídas, o diabo, sutilmente, mas de forma impositiva, em alto e bom som, tenta constantemente aos brasileiros, ao pregar e praticar ditadura como se democracia fosse. Deixar-se enganar por esta tentação é cair em terrível escravidão!
Quando um país de mais de 200 milhões de pessoas, se põe de joelhos diante de um único homem, e diz que tal homem é um pretenso ditador; isso está falando muito mais da personalidade do povo deste país e de suas instituições, do que propriamente do homem
JUSTIÇA RELATIVA X JUSTIÇA IGUALITÁRIA
Em um mundo relativo, não há justiça.
Num mundo relativo, com a justiça relativizada, a justiça se torna escrava dos interesses de quem está no poder.
Justiça relativizada é justiça injusta, pois não há valor moral igualitário, assegurando direitos e deveres que valham para todos.
Numa justiça relativa somente um lado será favorecido, enquanto o outro prejudicado, perseguido e punido.
Justiça relativa é serva de um poder ditador.
Justiça relativa é seletiva e não inclusiva.
Justiça relativa é sinônimo de perseguição às pessoas de bem.
Para uma justiça relativa, a “Lei” é algo subjetivo e usada apenas como disfarce. Fala-se em Lei para encobrir ilegalidades, num esforço maligno para enganar a sociedade.
Numa justiça relativa não se busca a verdade dos fatos. Antes, estes são distorcidos, para que se produza uma “verdade” que interessa, para punir quem se opõe ao sistema dominador e opressor.
Onde há justiça relativa não há garantia de direitos de forma igualitária.
Gostaria de ver todo esse entusiasmo brasileiro do carnaval para ser usado na luta pela própria liberdade.
A propagação da mentira com fins de manipulação e dominação é tão forte em nosso país e no mundo, que estamos vivendo uma quase total inversão de valores, a ponto de que os praticantes dos reais valores da democracia são acusados de ditadores, enquanto os que agem ao arrepio da lei arvoram para si o título de defensores da democracia, do Estado Democrático de Direito. A profecia bíblica está se cumprindo, e ela traz consigo uma certeza de Juízo Divino: "Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem mal; dos que dizem que as trevas são luz e a luz trevas; dos que fazem do amargo doce e do doce amargo! 21 Ai dos que se fazem passar por sábios e astutos aos seus próprios olhos! 22 Ai dos que se consideram heróis, quando se trata de beber, e se gabam de todo o álcool que são capazes de ingerir!" (Isaías 5.20-22 O Livro).
As colunas de qualquer estrutura totalitária só poderão ser fixadas se houver duas bases: a do medo e a da ignorância.
Quando inundamos nosso corpo e a nossa alma com lampejos de sabedoria, nesse instante, expulsamos da epiderme os apetrechos do corpo que nos fazem lembrar das cinzas da ditadura.
O PAREDÃO MARIANO
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Os anjos libertadores,
incumbidos de trazer a chave da Sociedade Livre,
morreram todos no Paredão Mariano.
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Não me lembro se foram fuzilados,
se fluíram por um corte na garganta,
ou se alguns morreram de gripe...
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O que sei é que sua marca ficou nos muros
que foram pichados pelas cidades
de países passados e futuros.
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Os anjos libertadores
morreram por uma venda
no Paredão Mariano.
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O Paredão Mariano não existe.
Sua pedra e sua largura
são por conta da imaginação do poeta;
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mas sua imagem me veio tão nítida,
como se fosse o sonho de um pesadelo vivo,
que herdei o desespero dos condenados.
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O Paredão Mariano:
a dureza das suas paredes frias
... o horizonte de metralhadoras e fuzis
prestes a roubar a vida.
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O Paredão Mariano não existe:
sua pedra e sua largura
são ficções de um poeta louco.
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Não há registro histórico;
mas seus olhos me gritam tanto,
e sonhar é tão pouco...
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O que foi feito dos anjos libertadores
diante do horizonte de metralhadoras?
Em forma de brilhos, terão sobrevivido?
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Será que, em música, foram convertidos,
e hoje trilham no céu noturno
o leite alegre das estrelas?
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E o Paredão Mariano, que não existe?
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Existirá, por ventura,
em algum ponto da memória
de futuros torturadores?
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[BARROS, José D'Assunção. Sintonia Fina, 2022]]
Relativismo ético produz dois extremos: libertinagem por um lado e ditadura por outro. Naquele, tudo pode; neste, só o que interessa a quem está no poder. Vê-se que há uma coisa em comum em ambos os extremos: o fator interesse dissociado de qualquer princípio ou valor universal que estabeleça regras justas nas relações pessoais e sociais.
março de 1966...Em setembro, minha filha Olga seguiu para a França, com bolsa de estudos. A solidão começava a tornar-se acentuada. Vivíamos, agora, num país triste, agoniado, com a população passando privações e sob ambiente tenso"
A FÚRIA DE CALIBÃ
