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"A cultura do consumismo e da aparência tenta nos escravizar pelo ego, mas nada é mais libertador que viver a verdade da sua própria essência, o expressar em atitudes a consciência de quem você é.
Legítimo é ser autêntico."
Lamentável é o tempo no qual vivemos atualmente, onde vale mais ter um motivo de se gabar por ter a posse de um recurso de última geração do que sustentar uma boa relação.
Triste século, onde os produtos são mais valorizados do que as pessoas; as ambições tem mais valor do que as relações.
Decepcionante é saber que se tratando disso, o consumo é mais alto do que o consolo, que o ter é melhor do que o ser, que a compulsão é mais extasiante do que a emoção e o possuir é melhor do que o sentir, e assim, cada vez mais nos distanciamos de nossas verdades para satisfazer nossas falsas vontades, escondendo tudo aquilo que nos tornam humanos somente para sermos usados, já que o que consumimos também nos consomem.
E você? O que te consome?
As pessoas estão presas a um sistema capitalista, consumista, opressor e escravista. E vão lutar ardentemente, contra qualquer um que tente, esclarece-las quanto à ilusão que estão vivendo.
Segue-se a humanidade hipnotizada, alienada, zumbificada, ludibriada e alheia a teia que os prendem ao ciclo do consumismo que os consomem."
Ser feliz hoje é uma busca absolutamente frustrante de dá conta de acessar um certo bom, bonito e barato de cuja notícia temos pela internet, pela televisão. E eu afirmo para provocar nesses ambientes de debate acadêmico que esta é a única coisa realmente globalizada.
SOMOS TODOS BICHOS
- A agressividade masculina nos define como bicho em igual proporção a vaidade feminina. Ambos são essência da nossa natureza, porém um é coibido e o outro incentivado, pela simples necessidade de consumo da sociedade que vivemos.
O Natal é para cada um
aquilo que tem dentro do coração,
não é festa apenas de consumismo,
é feliz quem vive o Natal com amor
O que andas fazendo da tua vida? Virastes um colecionador, um colecionador de objetos. Não precisamos de coisas, precisamos de momentos. Se tua vida virasse um filme, onde se passaria? Nas redes sociais? Neste mundo virtual onde a falsa sensação de
“ouvir e ser ouvido” se propaga?
Aonde vais com tanta pressa se já estais preso a um mundo imaginário onde o superficial governa e as mais apaixonantes nuances da vida se escondem. Deixastes teus sonhos na soleira da resignação, enquanto o trabalho que odeias priva-te os sentidos.
Do que adianta essas inúteis palavras se contínuas a alimentar o cão que te morde todos os dias, e deixas aberta a mente para que o mesmo ladrão, todas as noites, te roube sempre a razão. De mim para mim é só isso que tenho a dizer-me.
Sentimento Estranho
Caio Rossan
Que o Futebol é a paixão nacional disso eu não tenho dúvida. Basta lembrar que aquele 7x1 contra a Alemanha provocou uma comoção quase unânime. Comoção ou revolta? Eis a questão. Afinal, aquele 7x1 foi mais dolorido do que a corrupção que assola o país, o fato de estarmos aprisionados em nossa própria residência pelo medo de sair na rua e a crise da água, quem diria, no país com maior quantidade de água doce em seu território.
Não tenho dúvidas também que o que aconteceu com o Neymar provocou uma chacoalhada nos ânimos da brasileirada. Foi um sentimento estranho, não é mesmo? As pessoas colocam um peso tão grande sobre as costas de alguém e um dia essas costas quebram, se partem, desmoronam. Que coisa, foi até literal. E esse sentimento estranho também é de impunidade. Os juízes, aqueles que detêm o poder sobre o jogo, fazem o que querem, agem como bem entendem e enxergam a falta onde não há; em algumas situações até as enxergam, mas se cegam, “passam a mão na cabeça” e distribuem cartões para quem não merece.
Esse sentimento estranho é o reflexo do que acontece com o nosso mundo, em todos os setores onde vivemos, seja no trabalho ou no templo que você frequenta, seja na roda de colegas ou até entre sua família. A impunidade está aí, presente, não apenas latente, mas manifestada e duramente perceptível. Mas a questão é que nós nos acostumamos com a dor e não conseguimos senti-la com o peso devido. O mundo olha para ela e ela desfila, com um “tchauzinho” de miss.
É possível dizer também que essa revolta que vivenciamos na mídia, poderia não ser tão escancaradamente parcial. Esse povo nem sabe disfarçar. Péssimos atores. O pior é que tem gente que ainda acredita naquela atuação fajuta. A mídia se indignou tanto com o 7x1 que seria impossível o brasileiro esquecer que um dia ele existiu. A mesma mídia omissa e manipuladora, que cria sistemas e os destrói, que impulsiona heróis e que adora vê-los cair. Talvez porque a mídia saiba quem nos tornamos.
A debilidade do sistema econômico, a decadência da saúde, a falta de segurança. Fruto do desenvolvimento, da necessidade de criar mão-de-obra para exercer aquele trabalho nada escravo em empresas, em regimes dóceis e intimamente humanos, onde é possível prosperar e ter tempo para a família, para o lazer, até mesmo porque sempre sobrará dinheiro para tal. O fato é que as cidades inflaram e não houve planejamento para o bem-estar das pessoas. O que houve foi uma ilusão, uma ilusão amarga, cujo gosto é pior do que o fel. E com isso, o que nos tornamos? Cada vez menos cooperativos e mais ambiciosos, imediatistas e consumistas.
Adoráveis adoradores ávidos do jeito Lannister de ser (manipulações, egoísmo, arrogância, egocentrismo e sede extrema pelo poder). São pessoas com essas características que vemos ascender. E não adianta dar um de politicamente correto. São elas que queremos ser. É a cabeça das pessoas sendo alterada e ninguém está se dando conta disso. As pessoas não têm mais palavra. Elas olham nos seus olhos e mentem descaradamente. Estamos sob o domínio desses juízes. Onde estão os nossos valores? Esquecidos, como um sentimento estranho 24 horas depois. E aí você vê pessoas indo ás ruas motivados sabe-se lá porquê. Uma coisa é lutar por um governo melhor. Outra é caminhar com extremistas e compactuar com devaneios, como aquela faixa contra Paulo Freire. Aquilo não existiu, né?
A sensação que toma conta dos ares é de que o brasileiro esqueceu quem ele é. Esqueceu dos bons valores. Deixou de lado o senso crítico e a lógica, afinal, a água está acabando por culpa dos governos atuais, certo? E a corrupção, bem, ela não existia antes e quem quer entrar fará diferente, porque se você for um governante, você fará a diferença, certo? Talvez porque a corrupção não está impregnada em suas veias, nos mínimos detalhes diários. E Paulo Freire realmente deve ser esquecido, aquele homem cruel, com as barbas cheias do sangue daqueles que ele perseguiu durante a ditadura. Ditadura essa que precisa voltar, através de um golpe militar, pedido pela população. Essa é a nossa salvação. A última esperança. Talvez tenha sido por isso que o 7x1 doeu tanto. Era a única chance do brasileiro sorrir.
Vejo apenas pessoas que vazias com sonhos consumistas,fazendo de tudo para alcançá-los,e o que vira depois que os concluírem?apenas ficara um vazio a ser preenchido por outro sonho supérfluo.
Na vitrine de cada loja estavam
Os sonhos e desejos,
Correntes e mordaças,
Última moda para escravos e traças.
Não poucas vezes o simples é também o mais belo. Mas, muita vezes a beleza em nós se perde, quando vencidos, nos enveredamos no entusiasmo delirante, da realização pessoal através do consumismo; que nos é apresentado e oferecido no mundo pós-moderno.
"Para começar as mulheres só têm metade do cérebro, mas quando saem para fazer compras no shopping acabam tendo apenas um quarto”
O sistema econômico oferece escolha infinita ao indivíduo e até quem era contra o consumismo não resistiu. Há um consumo infinito da humanidade. Jogamos fora mais que o necessário por puro descontrole.
Más intenções são sempre perfeitas...
Massivamente a doutrina do consumismo fazendo lavagem cerebral, é o imperialismo adaptando a faculdade de mudar a natureza humana, com a submissão estabelecidas em todas as classes sociais e os ataques programados nas mentes desprotegidas, a reforma íntima se torna um gesto nobre em sacrifício próprio.
