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As Cicatrizes do Passado
Ainda a resquícios dos abusos sofridos;
E tem coisas que não tenho coragem de falar;
È porque não quero me envergonhar e chorar;
Mas desejo mudar, podem até ignorar ou julgar;
Os problemas estão ocultos e acho um absurdo;
O meu lado obscuro e um pouco sujo e imaturo;
Quando estiver pronta eu pretendo dialogar;
Não importa o que vão pensar ou questionar;
E vai ter alguém para me escutar e me respeitar;
Ainda estou suprimindo o que sinto e imagino;
Às vezes tenho comportamento do abusador;
E vejo a dor que ele causou e também manipulou;
Após tocar o terror, agiu como acusador e me difamou;
Ao ter alguns ataques de fúria, vejo uma mulher bruta;
E costumo ser da mesma forma descontrolada;
E fico inconformada por ser tão autoritária;
Com esta atitude impregnada e condicionada;
Observo uma pessoa indignada e chateada;
As cicatrizes são meras feridas não sadias;
Se você olhar, vai lembrar-se das lutas vencidas.
Autora: JOTA EME RESILIENTE
Apesar de cicatrizes sobre a pele, lagrimas embebidas no sorriso. Não se perca a dar razão a dor ou atenção ao desespero.
Se engrandeça sempre, e faça teu espírito repleto de coragem e pulsante pela fé.
E ore, ainda que em sussurros, pois acredito que Deus não está atrás de estrondosos gritos, mais sim de corações silenciosos e humildes, em admitir que sem ele, nunca fomos, nem somos e nunca seremos nada.
O tempo não cura as feridas, o tempo deixa cicatrizes e elas não somem com o tempo. Elas ficam ali para que a gente sempre se lembre do que passou. Sempre que voltamos ao passado a gente acaba abrindo novamente as feridas, por isso, chega uma hora que a gente tem que dar um basta, fechar para sempre a ferida e esquecer o passado.
Suas cicatrizes são registros fidedignos de sua determinação, vontade e capacidade de superar aquilo que tentou te destruir.
Desconheceu então se era quente, ou frio... Porque, às vezes, queimava, como ferro que suturava a carne... E em outras congelava, como um lago traiçoeiro de uma fina e transparente camada de gelo que aguarda pacientemente por sua presa... E era dolorido desejar reter nas mãos... Mesmo que em momentos se acalmasse e adormecesse, quando era possível sentir sua textura aveludada e sua leveza flutuante, e a luz que penetrava por seus olhos e inundava-lhe o coração... Quando sabia então que tudo valia a pena, e suas cicatrizes soavam-lhes como troféus, condecorações de um conflito pela paz.
Quando vencermos a guerra, vão falar que foi fácil vencer os combates, mas as marcas e cicatrizes serão as evidências das nossas lutas, das nossas vitórias e das nossas trajetórias nas batalhas.
É válido apresentar as cicatrizes, ao ser rejeitado por elas é bom que se note ter sido produzido um sentimento de distanciamento com aquele que não conseguiu compreender ou não pôde adentrar sua dimensão anterior ao encontro.
Não se preocupe,
o tempo vai passar,
Marcas? Sim, irão ficar...
Você terá:
Rugas riscadas na pele,
cicatrizes guardadas na alma,
e muitas lembranças boas, marcadas
no compasso do seu coração.
Que as feridas se tornem forças, que as cicatrizes se tornem histórias, e que isso tudo se torne os meus sorrisos.
A gente começa a perceber beleza nas cicatrizes que vão ficando. São como tatuagens que a vida risca na gente, cheias de significados e lembranças da mudança.
E hoje já não doí tanto como doía a algum tempo atrás, sei lá… talvez o tempo realmente possa curar, e das cicatrizes? Faço delas um aprendizado para não cometer mais os mesmos erros, afinal de todas as situações por piores que sejam ainda podemos tirar algo de bom.
E de tudo que nos acontece nessa vida, temos que ver o lado bom e tirar algum aprendizado. Nada acontece por acaso, ninguém entra na nossa vida por acaso, e jamais seriamos o que somos hoje se não tivessemos passado pelas agruras, provas, situações que passamos. eu por exemplo; estou exatamente onde deveria estar, vivendo o que estou vivendo. E que os que chegam agora não julguem-me, não julguem a minha historia pelo capitulo que tava quando entraram, a que se ler e saber do começo. Ai hoje nos veem assim, nos veem bem, etc.... todos tem inveja dos frutos que colhemos, todos querem nossas medalhas, nossas conquistas, mas ninguem quer nossas cicatrizes, ninguém quer pagar o preço que pagamos para estar assim no hoje. Se estamos colhendo bons frutos e estamos bem, é porque agimos corretamente e plantamos coisas boas. Se estamos no fundo do poço, derrotados, doentes, é porque agimos mal, plantamos mal as sementes, não fomos corretos.
Falando do coração, não importa quantas vezes passarei por um processo que poderá deixar cicatrizes e marcas profundas, eu sempre optarei por amar e me entregar verdadeiramente por inteiro, pois o desejo de ser feliz e ter alguém pra se fazer feliz sempre irá superar o medo de me machucar outra vez.
Feche suas feridas, cure suas dores e jamais se envergonhe de suas cicatrizes, elas te lembram quão dificil foi a caminhada.
Relatos do fundo do poço
O fundo do buraco,
não é o fim de tudo.
Visto por outro ângulo,
percebido de outra forma.
Há paredes escorregadias,
Transmitem toda tristeza,
da perca dos dias.
É tão profundo o fundo.
Há olhares apagados.
Vidas sem (re) ação.
Braços que se movem sem motivos.
E do fundo, de onde se pode ouvir,
Os risos de quem longe está dali.
Difícil subir...
Áspera e dura escalada
Limos de indecência.
Lodos de demência.
Escombros caem sobre meus ombros
Cicatrizes nas paredes lamacentas.
Ai então, se percebe,
quanto “se” tem aqui.
A lonjura do fim é ficar no fim
ou batalhar para ir até o fim
de chegar ao começo.
Enide Santos 05/05/14
Não é camuflando espinhos que se cura um ferimento,
ou com cicatrizes que se esvai a dor.
É com sangue, aço, e força,
que se arranca do viceral todo o obstáculo
que impede a reformulação
do pensar, e do agir.
A Mente esquece, a Alma não!
E para questões da Alma
é necessário muito mais que
determinação!
Não sei se é um mal do ser humano ou se tento generalizar para nao me comprometer e culpar, mas sinto que no fundo gostamos se sofrer.
Refletindo bem..acho que sou eu mesmo. Há uma certa resistencia da minha parte em ser feliz ou de me sentir plena. Como se o sofrimento fosse a prova de que estou vivendo. Quando estou muito feliz tudo me parece muito surreal e mentiroso.
A verdade é que sou assim... amante da tristeza, mas não uma tristeda mórbida, próxima a uma depressão, e sim aquela dorzinha, um dodóizinho, que só me mostra que estou viva, que meu sangue pulsa e que apesar de todas as cicatrizes, eu ainda sinto dor.
