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[O TEMPO DOS HISTORIADORES E O TEMPO DO CALENDÁRIO]
Um sinal evidente da necessidade de diferenciar enfaticamente o tempo cronológico e o tempo da história é a não-coincidência entre os séculos dos historiadores e os séculos da cronologia, estes últimos contados de cem em cem anos. A proposta historiográfica que encontra mais respaldo entre os historiadores atuais, por exemplo, atribui novos limites ao século “XX”, que não os do calendário secular tradicional. Ao invés de começar em 1901, o “século XX dos historiadores” inicia-se em 1914 – data de eclosão da primeira das duas grandes guerras mundiais, as quais encaminham a devastadora crise dos imperialismos europeus e preparam todo o contexto da Guerra Fria e do estabelecimento de uma política internacional bipolarizada entre os Estados Unidos e a URSS. Este mesmo século que começou um pouco mais tarde termina um pouco mais cedo, em 1989 ou 1991, conforme se queira – já que estas são as datas, respectivamente, da queda do Muro de Berlim e da desagregação da União Soviética, encerrando o período de bipolarização política. Ao mesmo tempo, os anos 1990 já introduzem uma verdadeira reconfiguração tecnológica. Por isso, o historiador Eric Hobsbawm subtitulou seu livro sobre o século passado (a Era dos Extremos, 1994) como “o breve século XX”.
De igual maneira, os limites entre duas “eras” são sempre móveis, de acordo com a análise de cada historiador. Quando se encerra a Antiguidade Romana? Com o saque de Roma em 410, com a invasão vândala em 455, ou com a deposição de Rômulo Augusto em 476? Ou, mesmo antes, será que não devemos considerar, para finalidades de datação do fim da era antiga, a vitória devastadora dos godos sobre as legiões romanas em 378 d.C? Ou talvez, quem sabe, rejeitando todas estas datas pontuais, o fim da antiguidade não será melhor assinalado pelo novo papel que passa a desempenhar o Cristianismo nas sociedades agrupadas sob a égide do Império Romano? Os tempos dos historiadores, enfim, não precisam fazer nenhuma concessão, se não quiserem, aos limites bem arrumadinhos dos séculos cronológicos.
[extraído de 'O Tempo dos Historiadores'. Petrópolis: Editora Vozes, 2013p.26].
A mudança acontece dentro e não fora de você. Comece o novo mês confiante, acreditando que é capaz, mergulhe dentro de si mesmo e busque a força necessária que você precisa para fazer de março, um novo mês.
Comece o mês de março com um pé na fé e outro na gratidão. Gratidão pelo que passou e fé pelo que está por vir.
Abrem-se as portas de março e mais uma vez a vida nos mostra o caminho do recomeço, a dádiva de novas possibilidades.
Um novo mês começa e sobre as cinzas do que terminou dança tranquila a esperança, pronta para enfrentar qualquer imprevisto e preparada para não cair.
A felicidade não depende da quantidade de dias que tem um mês, mas do bom proveito que fazemos de cada um deles. Que seja leve, feliz e abençoado os 31 dias de março.
Na ânsia pelo porvir, vagueamos por entre os dias, tentando antecipar o presente. Estamos, mas nunca inteiros. Zumbimos no agora acreditando em um amanhã que nunca chegará. Precisamos estar atentos às chegadas e despedidas, pois o futuro é criado com pedaços de agora.
Hoje é provado e comprovado
Que só somos lembrado
Por que existe algo chamado CALENDÁRIO
Caso contrário nós sériamos lembrados
Na morte e sempre no passado
Sorte a nossa ter-mos CALENDÁRIOS.
O calendário de honra e dos compromissos familiares dos homens continam atrofiando as páginas de honras de Deus, visto que Ele tem sido colocado em último lugar.
Cada mês e ano que passam ou eu fico à deriva das mudanças retardatárias dos homens ou eu aviso aos que puderem que ponham as suas vidas espiritualmente em dia com o Calendário da Bíblia, porque não conseguem enxergar o seu triste fim, deixando de investir o seu tempo nas coisas de Deus.
De que adianta discutir a data do nascimento de Jesus, se o mais importante é que Ele nasceu… e vive! A celebração do Salvador é muito maior que qualquer calendário.
Sobre o Ano Novo
Algumas datas acontecem em nós, mas em todas somos convidados, pela vida, para acontecer nelas. Que na contemplação do novo calendário, nos encontremos motivados a transformar, cada uma de suas datas, em dias comemorativos.
Não deixe que o relógio do tempo arranque as folhas em branco do calendário da vida, faça o que tiver que ser feito agora, pois a próxima o vento poderá levar embora...
Mais um ano que vai passando e quando nos damos conta, não fizemos nada, apenas trocamos a folhinha do calendário e quando a gente realmente se der conta não terá mais nenhuma folhinha pra arrancar.
