Tag café
Meu café.
Um bom dia amanhecido
não é um dia qualquer
é meu dia preferido
quado escuto da mulher
que o cuscuz está servido
e que no bule tem café.
Não dá para desconhecer pessoas.
(infelizmente)
Não dá para sermos perfeitos.
(sinto muito)
Se arrependimento matasse, já haveria vacina.
(então erre mesmo)
Para vai. Julgar é feio. Cuidar da própria vida é jóia.
(uuuiii).
Não duvide de fé.
(nem alheia nem da própria).
Fé é perigosa. É nossa força e nossa fraqueza.
(uuuiii x 2).
Tome um café quente.
(ocupe a boca com algo que preste)
Viva uma vida quente.
(assim esquece a vida dos outros).
Cuidado com gente boazinha e cheias de verdades, é quente.
(uuuiii x 3)
"Oi, hoje eu quero falar um pouco sabe, não sobre mim, mas um pouco sobre ela..
A garota do café,
a garota dos livros de sexta de manhã,
aquela que eu encontro uma vez por semana e quando se vai me faz desmoronar todo por dentro.
"A garota do café"
Digo assim por não saber seu nome, talvez seja melhor assim.
Sem compromisso,
sem intimidade,
sem ouvir sua voz,
apenas imaginando como seria, que som soaria, se seria aquele som suave de domingo a domingo, ou seu beijo,
com gosto de rosas de primavera ou como o fim do calor do verão, tão quente quanto a cor de seus cabelos.
A proposito, ela é ruiva, branca e cheia de sardinhas, mas com tantas sardas que até parece que foi desenhadas ali mesmo,
mas para o meu alivio, não sei nem seu nome.
A tal da "garota do café" ... "
Neste mundo onde tudo findara, resolvi espalhar delicadezas em forma de palavras e eternizar minha passagem. Decidi não me importar com as opiniões de quem não se importa com meus sentimentos. Sou translúcida como água, mas poucos são aqueles que conseguem me enxergar além do que os olhos conseguem ver. Aboli sentimentos, exclui contatos das redes sociais, me afastei de pessoas que sugavam minhas energias. Hoje não carrego pesos desnecessários, não tomo cafés amargos, não ingiro frutos podres e nem engulo desaforos. Sim, escrevo verdades que poucos tem coragem. Falo pouco, mas o suficiente para calar aqueles que só sabem gritar, mas nada consegue acrescentar com fúrias e bravejo.
Todas as manhãs acordo
no mesmo horário!
O meu primeiro gole no café
Significa a vontade de vencer
O segundo gole
Significa a persistência de estar ali...
Não existe terceiro gole,
Nesse momento minha cabeça
Já está trabalhando muito para pensar em café...
Café que me deu vida,
É abandonado e esfria.
Mas quantas coisas não são assim?
Há quem tome tanto café, que depois de morrer, nem ao menos será cremado. Mas devidamente torrado, moído e empacotado a vácuo.
Hoje eu ponho café sem pelourinho, sem chicote só com uma colher. ouço choro de quem morreu por um pouco de café. Onde esta o senhor dos escravos a não ser no cemitério... Escravo e aquele que nem mesmo o mar deu conta de salvar, Deus dos desgraçados onde você esta? Poderia ao menos Livrar-los do "MAR"
Sabe o que é muito bom ?
É sentir o carinho e o cuidado de Deus em nossas vidas a cada amanhecer. Sou grata pela oportunidade de acordar e tomar um café da manhã, pelas pessoas que têm colocado a minha volta. Enfim... O cuidado de Deus está na simplicidade do dia.
Hoje fiz uma entrevista de emprego e o avaliador fez a seguinte pergunta: "Como você se ver daqui há 10 anos?" Uma boa pergunta, eu me vejo daqui há 10 anos, morando numa casa modesta, não feia nem pobre, mas simples, com um carro que seja bom mas não do ano, com um amor igual café quando sai da cafeteira. Pretendo já ter viajado meio mundo, ter comido de diferentes pratos, ter conhecido muitas pessoas, ouvido muitas línguas. Então eu respondi: "Aqui que começa uma caminhada, pra que daqui há 10 anos, eu tenha orgulho de ter chegado onde cheguei.".
Se para alguns a vida só começa depois dos 30, para mim ela começa todo dia. Mas, só depois de uma xícara de café quente.
´´Me deu um Beijo ardente,queria mesmo, um Café quente.Prepara nossa cama, à noite vai ser demais,vou chegar tão cansado, que durmo e não acordo mais.´´
Colares Filho.
Eu estava me lembrando de algo agora mesmo
Eu juro, juro!
Será que era um desejo?
Os olhos dela talvez...
Ou será o sorriso? O sorriso, era o sorriso!
Não... espera
Mas, aquele dia ela disse que ficaria
Onde ela está agora?
O que deve estar fazendo?
Será que ela ainda ouve nossa música?
Droga, o que era mesmo...
Estava aqui
Bem aqui
Não está mais
Lembrei daquela vez que nos faltaram palavras
E aquela vez que você ligou chorando?
Sempre me pediu para te por em primeiro plano
Dar atenção e...
Droga, o café!
Ferveu.
Quer um café...
Ou prefere um cafuné...
Não seja tão indecisa...
Ah!!! Com o frio, dos dois você precisa...
Acalme-se, já, já seu desejo se realiza!
Pedro Marcos
Silenciou. Silenciou e todos à sua volta sabiam que era um sinal de alerta. Ligam-se os faróis de SOS, Estado de sítio, fujam para as colinas. Ela silenciou.
Entrou lentamente fazendo com que sua presença fosse percebida por todo o salão da cafeteria. Olhei pela janela e logo conheci o motivo que a trazia aqui, estava chovendo. Todo mundo sabe que chuva, café e cigarro são como pólvora para corações que ardem.
Deu meia volta em um dos saltos e se dirigiu à área externa, era uma varanda com plantas aéreas que faziam a ideia de um ambiente acolhedor. Dali fiquei a observar. Marlboro branco denunciava sua preocupação em não deixar odor, embora já não fizesse muito efeito, qualquer um poderia sentir a quilômetros de distância o cheiro da dor que queimava naquele peito.
Unhas e batom vermelhos, pediu um expresso duplo, ela nunca foi mulher de meios termos. Tragava como quem mais parecia beijar, talvez pela lembrança de alguém que refletia na fumaça. Era dia dos namorados e por isso ela decidiu silenciar. Passou a semana ouvindo e respondendo suas amigas sobre presentes e jantares daquele dia, sempre foi o estilo Amelie Poulain: Resolvia a vida amorosa de todo o universo, menos a sua. Optou assim por achar que sofreria menos, até sentir na pele o peso intenso daquele 12 de junho.
A chuva deu uma trégua, e como a mulher forte que era- ou demonstrava ser- engoliu o choro que estava prestes a sair, pagou a conta e cruzou novamente o salão para ir embora. Pausou me fitando com a porta semi aberta, desisti da minha tentativa de disfarçar lendo o livro e encarei, ela suspirou aliviada ao fechar a porta.
Duas almas boêmias sabem se reconhecer.
