Tag brasileira
Firmei mais que apreço
Santa
Irmã
Candura
Ternura
Consoladora
Profetiza
Ungindo
Sacramentando
Teus pecados mais vis
Doce amor comparsa
Mãos límpidas de minh´alma
Que desconsolada caminha
Por entre os versos e memórias
E agora somos apenas eu e minhas pernas errantes
Similar a pedra solitária
Sem seu melhor camarada
Ambos mazelando a amizade
Toma lá teu caminho
A teia construída se arrebentou
Por meio dos laços quebrados deste fraterno amor
Outrora me edificarei em braços castos ou sozinha
Sem vestimentas de ilusões
Certa que nossa casa não está de pé sob a areia
Rochoso é o nosso solo
Seguiremos avante
Cada um por seu percurso
Braços fortes e relutantes
Pernas vigorosas
Cabeças erguidas
Mãos sempre a germinar o doce caule torto
Das nossas existências
Cumpriremos nossa sorte
Sob membros fortes
Sem choros ou melúrias
Visto que tudo foi esplêndido
Cruzaremos outros caminhos
Outros destinos
Dentro de mim tudo vai cortando
Rasgando
Dilacerando
Um punhal de dor trinchando por dentro
Ferindo
Abrindo
Raiva
Ódio
Dor
Lamento
Confundindo tudo
Sentimentos puros
Perturbando o tino
Entre mim e meu mais fiel amigo.
Quem chora pra Deus tem resposta, porque Deus não suporta, ver a lágrima do crente, e não agir. Mulher, você é forte, não se cale, abra sua boca, violência contra mulher é crime.
| Pêlos ´´´´ | POESIA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA |
Eu não luto pela causa ´´´´´´
Mas os pêlos que saltam das minhas pernas
´´´´´´´´´´´´
Dizem o contrário ´´´´´´´´
^^^^ E espetam ♠
Não escondidos pelo meu calção
E calçadão
Dizem o contrário
No apelo.
H á´´´´´´´´´´´´ p ê l o!
E ainda por cima
da pele maciça
REINAM ♛ por aí …. sem medidas
Para que possam exercer outros reinados.
E pode vir o golpe ^^^^
O Estado e a cisma
Pois até aonde for
e o pêlo flor ✱
Eles hão de BERRAR por todas
Jamais silenciadas.
´´´´´´´´´´
A justiça no Brasil está tão inversa que ao invés de processar criminosos, devemos matar, enterrar e sermos presos, pois é fato que seremos inocentados.
Vejo na sociedade em geral muitas pessoas com Síndrome de Gabriela:
"Eu nasci assim, eu cresci assim, e sou mesmo assim, vou ser sempre assim... Gabriela..."
Normalmente são pessoas que não fazem autoreflexão.
Pensam que vivem fora da sociedade.
Falamos tanto o mundo dá voltas, que o mundo é redondo ....
Mas, continuamos olhando para o próprio umbigo, achando que nunca vamos precisar dos outros.
Achando que: "O mundo todo está errado e eu estou certo".
Não existe uma manual da vida feliz.
Cada vida é uma vida.
Cada cabeça é um universo.
Cada relacionamento é um relacionamento.
Cada família é um família.
Existem alguns parâmetros que podem ser seguido uma vez que já foram testados por nossos antepassados.
Porém nem sempre vai garantir o resultado desejado.
Algumas pessoas chegam a mencionar se não gostar do meu jeito problema seu.
Outros gostam de proferir "suas verdades" e não aceitam ouvir "as verdades do outro".
Pasmem !
Ouvi numa fila de baco um pessoa afirmar que prefere o debate pela rede social, mesmo compartilhando do mesmo espaço físico, por medo de ficar cara a cara.
Penso que debate pelo face é fundamental para casos de distância geográfica, falta de tempo ... etc.
Agora na mesma casa, no mesmo trabalho, no mesmo bairro... é estranho para mim.
Seria melhor frente a frente, de preferência na mesa de um bar. rsrsrs
Enfim, as relações humanas não mudam.
Me dizem cafuza, eu entendo confusa
Nem índia, nem negra, muito menos branca
Confusa de novo, me sinto um estorvo
Peguei o tom de cuia e os cabelos negros dos índios tupi marajoara
o nariz e a boca dos negros que vieram da senzala
ainda assim, me pergunto qual meu lugar de fala?
Não sei, mas sinto dever de defender a todos
como se cada um deles fizessem parte do meu corpo
ignorar o meu passado ancestral, é impossível
a vida em todos os lugares, me lembrou que naqueles lugares
eu seria oprimido.
Paciência, é o que meus ancestrais pedem.
Um dia, todos nós estaremos presentes em todos os lugares
e dirão que racismo e a escravidão, foi uma fase
Uma fase dura, com certeza
que durou muito mais do que gostaríamos, mas de novo paciência.
Só chegamos onde chegamos,
porque muitos irmãos deitaram literalmente, a sete palmos do chão
para que essa força virasse nossa própria ascensão.
NOITE: ARDOR E MELANCOLIA.
Olho em volta pelas ruas aonde ando,
Ouço o silêncio que vem junto com o medo
De encontrar o desespero, de ouvir um grito
Ou ecoar um berro ou escutar tiros de balas
Noite cruel, malina, traz consigo seus estragos.
Ah, negra amarga!
Auspiciosa e voraz
Não baila mais a minha lida
Companheira de tantas outras datas
Agora, fadigo nos fiéis compromissos da vida.
Que saudade de ti, menina...
Lembro de nossa amizade,
Quanta cumplicidade, alegrias, dores e amores.
Carregas comigo um laço que teimas em não desfazer
Porque como a ti, sou negra, obscura, estranha, cruel, malina,
Doce, meiga, afável, bela, serena, acolhedora e encantadora.
Amada escuridade,
Não aguento mais este cativeiro de livros, pdfs e artigos;
Preciso de ti, do teu consolo, do teu abraço, do teu corpo;
Corpo esse que me blinda de romance e longas histórias;
Por isso te quero novamente em minha vida!
Somos mais que amigas...
Pelos locais que encosto, buscando abrigos, sorrisos,
Vejo que tens outros amantes, felizes, e assim,
Embebeda-nos com teus contos, mentiras,
E cheiro fétido de cerveja passada no chão,
Junto a baganas de cigarros mal tragados.
Eu queria poder me separar de ti,
Não te ver mais, não te desejar,
Mas tudo que sei, nesses últimos dias,
É pensar, quão bom seria estar de preto
Sem me preocupar com as horas.
E assim, vou seguindo meus dias...
Imaginando o momento que andarei por tuas ruas,
Dobrarei tuas esquinas, beberei do teu mel,
Sem me preocupar com o fel da ressaca no dia seguinte,
Somente por te amar, por não conseguir te esquecer,
Por te ansiar nesta dura rotina.
Não desista de mim! Espere!
Pois em breve meu corpo vagará por ti,
Desfrutando de cada néctar que emana do teu existir
E continuarei a persistir até que meus dias findem
Ou que haja um significado existencial pra não te querer,
Madrasta noite,
Me tens em ti...
Mesmo levando minha santidade...
Meu resguardo espiritual...
Minh´alma à perdição....
Sou tua refém,
Sem saber como fazer...
Sentindo o enorme amor...
Sem capacidade de administrá-lo...
Sempre acabo me entregando a ti...
O que fazer
Pra não mais
Querer-te assim,
Diante da mania,
Chona, concubina, amada?!
Noite traíra, dissimulada, ácida, pacata, gentil e amiga...
Santa Suellen.
Gostava de tudo que era ruim, o mau me agradava. desde a poesia ao amor, num looping continuo e doloroso. Arrancavam-me a pele, destruíam o meu ser. Devoravam-me viva. Qual seria a graça, senão, de sentir além da camada exterior, aquilo causado pelo caos interior de cada um?
Afinal, o mundo é uma grande cracolândia onde somos responsáveis por escolhermos a droga pela qual morreremos. Eu estou entre o álcool, ou a ponta afiada de sua língua me despindo.
Hoje é uma noite fria de uma quarta feira.
ainda não tenho a minha
resposta, então, por favor, diga-me.
você aguentaria carregar
o fardo lancinante da minha morte em suas mãos?
Quero dizer, foi você quem me ensinou o sinônimo de amar e todos os antônimos de odiar: querer, gostar, venerar.
Todos os dias de manhã quando eu acordava com o cabelo mais bagunçado que os sentimentos no meu peito, e você dizia como eu estava linda, tão linda quanto meus olhos naquela tarde de domingo quando me conheceu. Eu sorria, envergonhada. ''está maluco por falta de cafeina.'' Eu disse uma vez, e você com toda graça e maestria recitou pelos próximo vinte segundos uma ideia contra aquela. Sempre foi teimoso demais...como quando estávamos naquela biblioteca uma vez, e teimou em dizer que Fernando Pessoa não era tão bom quanto Carlos Drummond. Me emburrei. Bati o pé e disse o quão insano era por pensar aquilo, todavia sua citação aniquilou o meu argumento em menos de um segundo: Entre a dor e o nada o que você escolhe?
E eu que sempre tive uma resposta na ponta da língua me vi sem ela. O que você escolhe? As palavras rondavam em minha mente, como aquele vinil gasto e velho que costumávamos colocar para tocar.
Seus cabelos estavam caídos para o lado naquele dia, sua barba por fazer, usava o suéter xadrez que eu costumava roubar toda a madrugada, apenas pra sentir o seu perfume amadeirado. Sorri. Suas iris castanhas me observavam com atenção e céus, naquele momento eu soube... eu enfim soube o porque de vir ao mundo chorando, o porque de ter tantas cicatrizes causadas por amores rasos, rasos demais que me causavam dores por mergulhar de cabeça, o porque de ter caminhado por um longo tempo na estrada chamada vida, até um lugar denominado pela geografia de Rio de Janeiro.
Tudo em prol de conhecer você, naquela avenida movimentada e calejada do centro, com comerciantes gritando e pessoas apressadas para os seus trabalhos. Leite e mel pingaram dos meus olhos antes de dizer:
Eu escolho a dor. Se ela tiver o seu nome, sobrenome e endereço.
Traços firmes, contínuos, ligados, estranhos.
Diferentes, riscados, surpreendentemente borrados.
Pele escura, cabelo mesclado, sorriso sincero, cativa pela simpatia.
Mulher brasileira, belíssima, guerreira, persistente, diferente.
Que leva consigo, o que tem vivido, o que foi consumido, bem no coração.
Mulher perfeita, é grossa, é meiga, as vezes suspeita, tem sempre razão.
Mulher sincera, singela, o dia se encerra, o sol se despede, seu brilho se eleva, através de um sorriso ilumina o mundo.
Mulher de verdade, com uma pitada de maldade, muita lealdade, valorize então.
Incentivar a leitura é propiciar aos nossos estudantes o conhecimento para melhorar o futuro da Educação Brasileira.
Quando essa massa brasileira de misturas e interesses irá perceber que um Brasil afeito à desagregação nunca progredirá.
"Aos olhos do imperfeito a imperfeição
é o pior dos crimes, um pecado
que serve de espelho
e revela ao prepotente ser humano
seu verdadeiro ser!"
