Tag bipolar
Nem sempre a luz mostra o caminho.
Muitas vezes só as sombras têm as respostas.
Viver é aceitar a luz e as sombras.
E dançar com elas.
Sem medo...
Dor existencial – 2
Aspirante a poeta, em versar sobre o ser
Oque sou, o que serei, para onde vou
Em ebulição com o devo e não devo fazer
Minhas origens, o passado, presente e futuro
Me encontro no meio da linha do tempo
Olho e vejo dois eus, o fui e o que sou
Mas entrementes um eu terceiro surgindo
O que serei, escolhas que afetarão a terceiros
Penso em minha nobre estirpe
Sigo seus passos, ou faço os meus
Começo a crepitar, pássaros em tumulto
Me atormentam e me questionam
Nessa bifurcação paralisei
Efêmeros eus, efêmero ser
Em consternação gritei
Serei eu a dona do meu viver!
Bartolomeu era um sujeito normal, por fora, mas achava que era o melhor em tudo, até em seu pensamento e personalidade, forte como concreto, e a inteligência de um ser leve como o vento, sem lamentos, era o cara em todos os momentos, Bartolomeu era bonito como Romeu e Julieta, preparado para sua tormenta, e de sua magnífica vida sempre aproveita.
Era o ser mais brilhante, que pisou na terra, tinha a visão do mais bonito diamante, forte em sua mente, como um elefante, dizia sempre cante e levante.
Bartolomeu não era do mal, só mau compreendido, sempre desentendido, vivia sua própria realidade, iludido, porém nunca fudido, essa é um pouco da história de Bartolomeu, aquele que nunca morreu e nesse mundo de loucos sobreviveu.
Gabriel esse é o ser o tudo e o nada, da realidade a ilusão, veio ao mundo como um avião, desacreditado, lamentado e debilitado, venceu uma vida de coitado, aprisionado as próprias correntes, de suas mentes, quase virou um demente, incompetente ser pertinente, viveu a vida no fio do pente, já foi Bartolomeu, já foi Jack se você não entendeu, parabéns junto comigo você se fodeu.
A primeira parte era um visão distante, de um ser magnífico, brilhante, seu nascimento por sua mãe foi elegante, fazia ela planos pro seu filho ser gigante, no meio dos elefantes, protestantes e seres insignificantes, que coisa estranha pensei em um diamante .
Já foi Bartolomeu, já foi Jack, se você não entendeu, procure saber, se até agora não compreendeu, se a história você leu, parabéns você não se fodeu, e nosso filho um dia cresceu, essa é a história de vida de verdade, do ser mais magnífico da humanidade, provido de maturidade e naturalidade, mostrava para todos quem é de verdade, antes de me esquecer, gostaria de escrever, para aquele que quiser saber e entender, o tamanho desse ser, olhe, vibre e cante pra si mesmo…
O mundo viu ele nascer, amadurecer e se foder, e viver com seu pensamento próprio de se ver e fazer, essa é a história de Gabriel, o filho que o mundo teve orgulho de ver crescer, sem se arrepender, nada acaba no morrer, então vamos viver, para dos nossos monstros desprender e fazer o melhor da vida que é viver.
Às vezes o que você interpreta como máscara, na verdade são faces do mesmo rosto que você "não consegue" ver.
Contraditório
Triste, triste,
Confuso,
Feliz.
Uma hora,
Devaneio em pesadelo.
Outrora,
Em nuvens passo adiante.
De que forma instável
Poderia eu
Ser formado?
As vezes sou insegura , as vezes segura demais
Sou durona porém muito chorona
Sensível e fofa , mas não deixe esse meu jeito te enganar
Sou vingativa e manipuladora
Indecisa nem se fale as vezes quero depois não quero mais , quero de novo
Mil emoções em um segundo.
Amo depois odeio
Faço as coisas depois me arrependo
Bipolaridade é meu nome
As vezes to muito feliz ,
Um segundo depois to triste ,
Depois to com raiva
Isso tudo em um dia só
Não gosto de barraco, mas to sempre causando confusão
Palavras que me descreve : complicada , bipolar e imprevisível .
Pra me entender só se eu deixar .
O meu lado sombrio
Não sei exatamente como e quando, mas, a partir de um determinado momento ele resolveu aparecer, dar as caras... O meu monstro despertou, o passageiro sombrio, aquele que tomou conta da metade de mim.
Lembro vagamente de quando ele ainda não existia, ou ficava apenas esquecido em meio aos momentos de alegria, dos momentos de paz, mas, não sei certamente se são verdadeiras essas lembranças ou se é apenas mais uma criação de minha mente.
Vejo obstáculos em minha vida que são difíceis de vencer, juntamente com os obstáculos da sociedade que sou incapaz de superar. Armadilhas criadas para me auto sabotar. Acredito que isso desperta esse lado sombrio (que talvez seja uma defesa), esse ser que vive nas sombras e que parece sempre estar desejando o proibido, o oculto. Alimentando-se de doses cavalares de adrenalina, impulsividade e medo. Sempre me mostrando o tempo, como numa ampulheta onde a areia cai desenfreadamente. Penso continuamente em derrubar a ampulheta, pois quando se quebrar, não verei mais a areia cair e estarei finalmente, livre....
Essa metade de mim, aos poucos vai deixando de ser metade para se tornar inteiro. Nesse momento, o mundo vai conhecendo o monstro, o meu monstro. Daí tenho que lutar muito contra ele (E LUTO, EU JURO... POR FAVOR ACREDITEM) para que não vença e se torne inteiro, pois acredito que não haverá mais volta. É muito desgastante e fico exausto, embora talvez eu ainda esteja com um sorriso no rosto.
Não acredito muito mais nos antigos moldes, modelos e percursos para nada.Tudo e todos que por teimosia permaneceram vivos se reinventaram dentro de si mesmo. A renovação e a reafirmação existencial da vida, das sociedades e do individuo gerou uma mutação involuntária dos valores, das cores, dos sabores e dos sentimentos. A sexualidade fica ambígua homens femininos e mulheres masculinas quase na unidade limítrofe da androginia. O Deus da morte reassume seu papel diante da ancestral equivocada manipulação das igrejas como o Senhor da vida em nome da abundancia. O amor fica amargo, covarde, salgado de endorfina, egoísta exclusivista , viciante, torpe e dolorido. Precisa de cada vez mais coragem e loucura para verdadeiramente, simplesmente, se soltar sem direção certa e garantia de sobrevivência no infinito mar, amar. Tudo não passa de uma moeda de troca disfarçadas para interesse de poucos nas modernas sociedades.O Holos aproxima se do inteiro mas bloqueia e marginaliza todas as impurezas das docilidades, palavras com rima, poesias e fragilidades da alma em busca dos sonhos pouco práticos, perdidos, sem matemáticos objetivos, mágicos da alma e artísticos sem sentido.O concretismo, o geométrico e o abstracionismo vence pela perda da capacidade do conhecimento das anatomias dos vivos e a imperícia do desenho. A aglomeração das cores vencem as formas dentro de uma visão cada vez mais plana e bipolar observada amplamente por quantificações de megapixels por olhos digitais quadrados. A invenção da roda, a esfera, a rotação, a lei do retorno do colher do que plantou, foi abandonado e ultrapassado pelo que se quer, agora e o que é neste exato momento de existência e preferencia, sem depois.
Amor bipolar
As vezes eu não quero o comum
Não quero o fácil
Não quero as mesmas coisas
Só me interessa o extraordinário
E as vezes eu só quero o convencional
O cotidiano chato
A rotina enfadonha
E preciso de um amor que surfe nas ondas do meu humor
E as vezes que me imponha
Que decida por mim
E que me deixe livre dentro da redoma de nós mesmo….
Um caos baseado em uma antítese. Quente, frio. Coragem, medo. A cada dia que acordava viva mais morta se sentia. Sentada no chão do chuveiro, sentindo a água gélida queimar contra toda a extensão de seu corpo frágil, apenas queria paralisar o sangue que corria fervente em suas veias. As lágrimas invadiram seus olhos junto com uma queimação nas bochechas. Quanto mais seus olhos vazavam, mais vazia ela se sentia, como se estivesse pondo para fora tudo o que a fazia completa, toda a sua essência. Chorou. Chorou até seus olhos incharem e seu rosto todo ficar vermelho, até suas cavidades nasais entupirem, não mais deixando o ar passar. Então ela sorriu. Era isso o que queria, não era? Mesmo que por um segundo, ela apenas queria parar de respirar.
Bipolar
Somos vários como ondas contínuas infinitas em seu vai e vem, pé descalço na areia pensamento solto, surfando ao sabor do vento.
Somos únicos como água de lagoa quieta em seu leito, pé seguro sobre a caçada, pensamento contido no peito.
É a vida que segue...
Eu estou perdida entre versões de mim.
Irreais.
Um dia fria, o outro louca.
Quem garante que eu só mudo de roupa?
De pessoas.
Fragmentos perdidos no caminho.
Mudo de cara,
mudo alma,
mudo de mim,
mudo a minha calma.
Um dia você me conhece sim e o outro não.
Quem sou eu?
Essa é a questão.
Aquele pedaço escuro de mim.
Guardado na caixa da superação.
Perdida entre personalidades,
eu vivo assim.
Uma eterna batalha de eu contra mim.
Avistei a versão Sorriso Frouxo,
aquela despretensiosa.
Que, por vezes, emudece em mim.
Encarei a versão Autenticidade,
aquela espontaneidade, naturalidade.
Que, por vezes, foge de mim.
Trombei na versão Coragem,
aquela destemida, determinada.
Que, por vezes, suprime em mim.
Topei com a versão Silêncio,
aquela da reflexão.
Que, por vezes, exila em mim.
Esbarrei na versão Gratidão,
aquela do reconhecimento.
Que, por vezes, desbota em mim.
Tropiquei na versão Solidária,
aquela da empatia.
Que, por vezes, cala em mim.
Disparei na versão Criança,
Aquela ingênua, inexperiente.
Que, por vezes, esquece de mim.
Tropecei na versão Jovem,
aquela dos sonhos, descobertas.
Que, por vezes, machuca em mim.
Travei na versão Adulta,
aquela da responsabilidade e escolhas.
Que, por vezes, penaliza em mim.
Colidi com a versão Espiritualizada,
aquela da harmonia, da fé.
Que, por vezes, apaga em mim.
Encontrei a versão Amor,
Aquela que acolhe, perdoa.
Que, por vezes, mascara em mim.
Versões que se completam.
Algumas já não cabem remendos.
Outras são necessárias carregar.
E tem as que requerem leitura.
Versões lapidadas pelo tempo.
Vinculadas nas lembranças.
Equilibradas na essência.
Bipolaridades.
Uma quietude mansa repousa em mim.
A tempestade se foi.
Com ela se foi toda turbulência e desespero.
Agora é aproveitar a leve brisa da paz.
Se preparar para próxima fúria da minha natureza.
Confiando que a mesma não se torne um furacão.
Temo que ser for, meu barco não aguentará e, afundará de vez.
Serei bravo e destemido.
Se eu afundar, saibam que lutei.
Lutei contra os ventos do meu ser tempestuoso e hostil.
Fui contrário ao veneno lento e doloroso de minhas angústias.
Contra os demônios e espíritos que me atormentam diariamente.
Lutei oposto a toda força opressora que se levantou contra mim.
Saibam que lutei.
No entanto, a batalha se findou.
Sou o lado vencido.
Ainda sim, fui feliz em minhas raras vitórias.
Mesmo que as mesmas me tenham iludido.
Não há felicidade maior e melhor, como a de quando os canhões mentais cessam-se.
Trégua. Silêncio. PAZ
- PauloHSSantana -
Dizem por aí que "O que somos é consequência do que pensamos". O que fazer quando temos um turbilhão de pensamentos?🙁
Me importo de mais e no final sou nada de mais, por quem um dia eu tanto me importei🤐😥 meio contraditório não é!!!😟
