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como diz o baiano:'vai indo que eu não vou'

⁠Bahia axé
salvador axé
O meu canto é de esperança axé...
Não te iludas
Por que se não for um chamado nem vá
Linda dos olhos da cor de jabuticaba
A tua cor te autoriza pisar nessa terra sagrada
E o teu sorriso encanta
O teu axé traz paz
Semeia os teus dons
Nos deixa iluminar com a tua luz
Com o teu axé
Serena como as águas de uma baía no fim de tarde...

Avô Sabará

A batucada me emocionou
o swing da negada {apaixonou}
no toque dessa levada eu vou eu vou
o cortejo e a pegada {me encantou}
Cadê meu avô sabará?
Saiu pra jogar dama e nada de voltar
Cadê meu avô sabará?
Nas ruas dessa Bahia foi se jogar
Cadê meu avô sabará?
Atras do trio elétrico foi sambar
Cadê meu avô sabará?
Ta tomando uma e nem pra chamar
Vou lá encontrar, eu vou
Antes que ele vá pr'outro lugar
Meu querido avô sabará

Onde Ela Mora

Vou embora pra Bahia
Porque lá é onde ela mora
num cortiço do Pelourin
Beco estreito, um botequim
Onde rola um samba arretado
cerveja, acarajé e a manga rosa tarpeado
aquele gingado da danada
E o sorriso de mão beijada
enfeitiçou meu coração
flexada exata, mexeu cá minha emoção
seu rebolado d'arerê
combina com o dendê
que apimenta nossa relação
quero de volta essa preta
deitada em meu colchão
seu perfume é brisa
essencia de rosas brancas e artemisia
o Nag Champa pode até tá rolando
Mas devido a sua presença
é só teu cheiro exalando
em extrema conexão
nossos olhares mesmo distantes
se atraem
deixando assim meu coração
saudoso e ansioso
acelerado quase parado
na subida da ladeira
que ela tá me esperando.

Saudade

Saudade não tem idade
não tem tempo nem momento
não se mostra por fora
mas aperta por dentro.

Saudade é algo que faz pensar
reviver por alguns segundos, momentos especiais,
talvez por isso doa tanto...
Pois depois desses segundos mágicos
acaba todo o encanto.

Tudo retrocede ao ponto inicial
e lembramos que aqueles segundos se foram,
e tudo voltou a ser igual.

É um momento em que nossos pensamentos
leva-nos a um trajeto astral,
é como um retorno no tempo
uma viagem tridimensional.

Alias... Eu nem sei o que é saudades!
nem sei sobre o que estou a falar!
pois saudade é pra se sentir
e não pra explicar!

È algo que existe pra viver e reviver,
uma viagem a qual devemos apenas embarcar
encher o coração de sentimentos
e sempre nos emocionar.

⁠⁠Toda nossa trajetória em vida será submetida a ações e reações, todavia, quanto mais ações forem aplicadas, na mesma proporção reações virão, e o resultado das reações serão manifestados de acordo com a impulsão sobre as determinadas ações. Dessa forma, aprecie a vida de maneira peculiar e sempre agindo corretamente, pois hoje será ontem, e o amanhã poderá não existir, entretanto, apenas viva, mas pensando em daqui alguns dias, semanas, meses ou anos.

Pai e mãe, tio e tia, gol do Bahia!

Jorge Amado é tão bom
que traduziu a Bahia em cores
que ela jamais teve...

Amar é deixar o outro ser livre, todo ser humano é livre por natureza, todo casal que quer ser feliz tem de saber respeitar o espaço do outro, ter algo chamado afinidade, saber dialogar sem ferir...

⁠Ilhéus 
Sim, fui para Ilhéus
e pude sentir
a magia e os encantos
da feliz cidadela.

Cheguei em Ilhéus
Senti o cheiro do mar
sabor do chocolate
do cacau que nasce nela.

Andei por Ilhéus
terra de Jorge Amado
do Bataclan, do Vesúvio
Onde a vista pro mar é bela.

Voltei de Ilhéus
de suas ruas calmas
lugares que fazem
lembranças da forma mais singela

Voltarei para ilhéus
cidade de gente querida
terra da poesia
casa de Gabriela
Cravo e Canela.

Por ti o meu amor é como o beija-flor beijando a flor!

Só penso em você, e o meu desejo de te querer, e de te abraçar é como o mar de amar.

Sinto que seu amor me chama
em meio as chamas de uma cidade
em guerra com a saudade que sinto

O relógio avisa que já não temos tempo
que o tempo que tínhamos
você picotou junto com as poesias
que eu ousei escrever um dia

E no meio dessa agonia
nessa cidade que é você
em som, cor, tom e imagem
Minha vida entra em guerra
ao tentar acalmar um coração
que te escuta e ao te escutar
ouve o meu nome

E nada faz mais sentido
pois estamos sós
cada um em um canto
sofrendo e morrendo de amor
aos poucos.

Bem que o relógio avisou
‘O tempo é cruel’
e faz amores morrer em vida
para que nada mais faça sentido

Inserida por mairacastro2013

Um dia, eu precisei abraçar a Ponta do Humaitá e ela me abraçou de volta. Eu chorei por lá com o coração partido. Aprecei o sol chegando e falando sobre despedidas. Ao mesmo tempo, lia nomes de casais nas paredes do muro que separa a terra firme do mar. Vi nomes de casais riscados e fiquei firme ao perceber que quase todas as histórias de amor não duram para sempre. Enquanto o sol dizia ir embora, namorados passavam por mim deixando o rastro do perfume das paixões mais bonitas. Algumas vezes voltei a Ponta do Humaitá e enxerguei Salvador de longe, apesar dos pés estarem fincados em Salvador. Vi o mar intacto e ingênuo. Vi casais riscando as paredes. Ingênuos, coitados. Mas cheios de esperança. Já perdi amores por lá. Já recuperei tudo o que tinha perdido só para que, em seguida, pudesse perdesse de novo. Já perdi o pôr do sol, apesar de nunca acreditar que ele fosse capaz de ir embora de repente depois de me encantar com toda a sua beleza. Talvez algumas lágrimas que derramei ainda estejam por lá. Talvez o retrato dos amores que tive, das escolhas que fiz. Talvez o último beijo que dei. Existe algo por lá que nem eu sei. Só sei que é bonito. E não adianta dizer, escrever ou cantar o que sinto. Qualquer coisa, além disso, é especulação sentimental. É o lugar mais bonito do mundo, pois ali eu tenho o mundo nas mãos. É o meu coração refletido no mar. É o menino saltando no mar. É o casal cheio de esperança dizendo ‘até logo’ ao pôr do sol. É a vista da cidade. É a cidade que quase ninguém vê. É o sentar e respirar fundo para contemplar. E entre amores e fracassos, nunca me esqueço: A Ponta do Humaitá sempre me deixa mais ingênuo do que sou. Mais intenso do que fui. E quando o sol finalmente decide deixar o dia para as estrelas, acreditem: Salvador se torna por completo o lugar mais lindo do mundo.

Inserida por mairacastro2013

"Andei procurando sentidos que pudessem levar-me do náufrago ao porto.
Desembarquei em ti Bahia.
Solo que me era pouco conhecido.
Pisei na tua terra, banhei-me em tuas águas, abracei teus nativos e respeitei tua mata.
De ti não quero distância, quero teu mel, tua pimenta, dançar com os Pataxós e fazer eternas lembranças.
Agradeço teu conforto, teu zelo, teu alvoroço,
que sem nenhum esforço faz de mim um todo".

Inserida por klarawingler

SALVADOR-DE-MIM

Baía de Todos os Santos
como o cheiro do dendê
os mosaicos de Bel Borba
o vulto de salitre
saudade em toda a Orla

Inserida por FabricioHundou

PAULO SÉRGIO ROSSETO nasceu no Município de Guaraçaía/SP, no dia 11 de Abril de 1960. Filho de Paulo e Celestina Demori Rosseto, desde a infância adotou a poesia como seu modelo principal de arte para toda a vida. Em 1966 a família mudou-se para Selvíria/MS e em 1970 passaram a residir em Três Lagoas/MS. Aos 12 anos de idade foi para o Colégio Salesiano Dom Luis Lasagna - internato em Araçatuba/SP. Fez o segundo grau escolar na capital Campo Grande/MS e o noviciado salesiano em São Carlos/SP. Retornou para Três Lagoas/MS com 19 anos de idade. Em 1987 mudou com esposa e filho para Porto Seguro/BA, onde reside hoje.
Livros publicados:
* 1981 - O SOL-DA-DOR DA TERRA
* 1982 - ATO DE POEMA E UMA CANÇÃO
* 1984 - AMOROSIDADE
* 1985 - MEMORINHA
* 2018 - CRÔNICAS ABERTAS - Poesias
* 2018 - DOCES DOSES DE POESIA - Aldravias
* 2019 - VERSOS DE VIDRO E AREIA
* 2019 - POEMAS QUE VOCÊ FEZ PRA MIM
* 2019 - LÁ PELAS TANTAS DA VIDA

Inserida por psrosseto

PROCURA

Passo por tantas portas durante o dia
Entro e saio vou e venho nada me segura
De um cômodo a outro buscando o futuro

Penso que nada me surpreende
Porem insatisfeito com a estrutura
Desse indescritível labirinto
Reclamo tua ausência
A essa troça que arde o peito e angustia

Necessito-te ávido
Acima de todo escrúpulo
Desprendido de alicerces
Longe dos parâmetros
Apesar do acúmulo dissimulado
Dessa tosca aventura

Andarei a eternidade
Indecifrável à tua procura

Inserida por psrosseto

SEM NINGUÉM SABER

Não gosto de fazer poemas que remetam à morte
Porque detesto que os meus amigos lembrem-se
Que um dia também poderão morrer

Prefiro que cantem as melodias alegres
E leiam sobre amores e saboreiem as dádivas da vida

Instigo para que brindem as alegorias
Mergulhem na fantasia de que são todos eternos
Infinitamente abençoados pela eternidade
Em resposta ao zelo existente que para comigo têm

Os meus amigos e a fraterna amizade que nos convêm
Não tem tamanho nem cabem dentro de covas
Por isso jamais extirpa nem deteriora

E na minha hora em que sozinho eu partir
Sairei à francesa em silêncio enquanto festejam
Para que ninguém note a minha dor por ir sem querer

Partirei calado sem ninguém saber

Inserida por psrosseto

TEMPORAIS

Toda vez que perco o horizonte
Creio haver um mar a minha frente
Tão longe de mim equidistante
Como as rosas de um jardim
Ou uma nuvem passante
Que se desmancha insana
Por entre respingos de lama
Ou alvas fronhas de algodão

São aguas verdes revoltas
Remexidas pelos mesmos ventos
Que soltos conduzem minhas barcas
Serenas cada uma a seu porto
E as nuvens aos seus tantos
Destinos e encantos
Revestindo travesseiros
Sobre as camas da paixão

Todos esses travessos romances
Atravessam-me intensos
Ainda que de mim jamais saibam
Porque nunca mais retornam
Porque se tornarão propensos
A viajar outros céus e mares
Esculpindo suas torres imensas
Apesar dos temporais

Inserida por psrosseto

INCAUTO

Minha santa ordem quase sem mãe
Que jamais permita com teus poderes
Carcomer as pétalas das tuas flores
Depois fingir infinitamente apiedado
Chorar copioso as tuas dores
Deixar borrar os aventais de giz
Mofar os rituais dentro do peito
Decompor as ferramentas de aprendiz
Tornar impuras as brandas mãos
Obsoletas inférteis comprometidas
As ideias discorridas dos ideais
Por negar-me a mim diante do espelho
Trincado de ingratidão

Inserida por psrosseto

Acreditar que a independência do Brasil aconteceu em 07 de Setembro de 1822 é um tanto inocente, a históriagráfica positivista que narrou esse evento da forma que ela faz melhor, engrandecendo os "grandes feitos", criando mitos e heróis. Não passa de uma mera farsa, um circo que não têm nenhuma graça. Esta literatura, por muito tempo produziu uma narrativa que obscureceu a complexidade e a historicidade desse episódio.
O processo de "independência do Brasil", se é que podemos nos chamar de independentes, não se explica com um marco ou uma data, são séries de eventos desde da vinda da família real em 1808, a convocação da assembléia constituinte, como também o liberalismo econômico e a abertura dos portos. Não esquecendo da Revolução pernambucana que em 1817 já lutava por uma unidade federativa. "O grito do Ipiranga", em 07 de setembro de 1822 foi uma ação sem importância. A independência do Brasil poderia ser em 02 de julho de 1823, quando tropas portuguesas tentaram invadir o Brasil pelo recôncavo baiano, e a cidade de Cachoeira, a Heróica, resitiu com apoio dos civis uma das participantes foi Maria Quitéria. Só em 1825 Portugal Portugal reconheceu a independência do Brasil, que ainda teve que pagar 2 milhões de libras estrelinhas de indenização. Os eventos que se sucederam depois da independência durante o império, nos faz pensar que o processo real da independência pouco peso teve, afinal toda estrutura foi mantida, como o latifúndio e o trabalho escravo. Ainda preservando uma elite aristocrática, abastada, privilegiada, agraria e conservadora que busca garantir o seus interesses, que a meu ver até os dias atuais está presente na nossa sociedade brasileira.

Inserida por wany18

PRAZER ÚNICO

Eu fui à Bahia, comer acarajé, e gostei.
Fui a Santa Catarina, comer pastel de berbigão, e saboreei.
Sal e pimenta a gosto, cerveja e vinho...
O amor ao meu lado, e tantos selinhos.

A vida assim, é prazer único.
No Farol da Barra ou em Bombinhas...
O som das esquinas se iguala ao dia do “fico”.
O sol vermelho traz o mar aos pés em ondinhas.

Viemos pra cá para sermos felizes.
Nosso mundo tem muitas delícias.
Somos do paraíso, raízes...

Quem nunca viveu, precisa voar.
Não há necessidade viver de malícias...
Só precisamos curtir a vida e desfrutar.

Inserida por jadatam

A casa da vaidade anda cheia de gente viva que morre aos poucos. Que não se contenta com o que conquistou e quer trapacear as conquistas alheias. Que deseja o inviável aos seus próprios limites. Que nasceu pra voar, mas que prefere rastejar na floresta de lama com a intenção de sabotar o ninho dos outros pássaros.

É quem envenena a alma só para apagar a luz do outro. É quem se define. Quem se acostuma. E que poderia ser mais, mas prefere o mínimo. Pois não consegue ir além daquilo que pensa todas as manhãs. O dia todo.

E isso não tem nada a ver com conhecimento, com sabedoria, com intelectualidade ou inteligência. A vaidade, geralmente, é um sintoma desses todos.

Meu pai dizia: Filho, onde quer que você chegue e por onde vá, nunca esqueça de manter os pés no chão. Se policie, se vigie. Até que a humildade seja um hábito.

Como deve ser apertado o espaço de quem precisa apequenar o outro para se sentir grande. Como deve viver o mundo das ilusões de que é maior, sendo que se rebaixa tanto.

Como deve ser triste saber que, sem a maldade, a vida não anda. E como deve ser tenso saber que, ao lado da maldade, um empurrão nunca é pra frente. Mas pra derrubar o ego.

E preste atenção: a vaidade não tem mãos para levantar ninguém.

Inserida por mairacastro2013

Como um filho rebelde Eu fugir de casa
na esperança de conquistar o mundo
virar um andarilho em busca da sorte
mas nunca me bateram tão forte
como a vida longe de você
mas hoje o que posso dizer
é que me resta essa saudade louca
e sinto o gosto do azeite na boca
e começo a me indagar
ó Bahia quando iremos nos reencontrar.

Inserida por BrunogamaBrandao