Tag ausente
Devolvo tua voz
Para teu gorjeio extasiar-me novamente
Teu canto que encanta meu presente
E no futuro te quero nunca ausente
Encante-me como sempre fizeste
Feche somente tuas asas em meu corpo quente
Que ferve ao sentir teu respirar na pele
Quero silêncio apenas das madrugadas
E em teu ninho deitada
Adormecer lentamente.
Pode estar presente mesmo certo do que sinto
Ausente se disfarça não se ver, mas quer estar com você. Toca-te entra sem te pedir Vai a todos os teus lados e direções Chega a lugares que nem todos tiveram a chance de chegar Sua capacidade enfeita e faz teus dias, mas felizes. Faz-te mais gente e humana te conquista com várias tentativas E mais que uma canção suave tem força infinita o peso mais pesado E não custa nada te quer por simplesmente querer te ver Com igualdade sobe medida, está disposta a fazer valer a pena. Cada instante junto às batidas do teu coração é a saudade que sinto de você.
Atravesso luas mares e conjuntos estrelares, mas assim como a certeza que o sol é poente, eu sempre estarei aqui nunca ausente.
É muito fácil pensar coisa ruim, eles disseram. É preciso coragem tanto para permanecer lutando e mais ainda para dizer que seu tempo acabou. Pode ser considerada uma atitude egoísta, mas na realidade todos são assim, é a sobrevivência.
É uma ação planejada, ninguém me forçou a isso. Eu decidi que o meu tempo havia acabado. Depois de todos os acontecimentos ocorreu a primeira vez que não senti medo de ver o que tinha do outro lado, ainda que eu pudesse me arrepender e ir para um lugar pior, eu aceitaria o risco.
SONETO A UM AUSENTE
meu sussurrar no sentimento
meu pensamento a angustiar
meu pranto jogado ao vento
meu padecimento a suspirar
teu silêncio agreste e morno
teu carinho no vazio a velar
teu ser na saudade, é adorno
teu vão que me faz ter pesar
de tudo a lembrança é solidão
e na dolência, o rogai por nós
pra dar um alívio ao suportar
dos danos a amarga sensação
um triste olhar soluça por vós
e cá, vou na falta, a te desejar!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
15/10/2021, 18’26” - Araguari, MG
Manifesto meu verso afim que contestes
Te peço que faça testes
Pois o contexto reflete
Um ego que sempre veste
Armadura resistente
É a amargura do descrente
Que em nada crê, sempre ausente
Parece que nada sente
Nadando no inconciente
Perece no presente
Mentindo pra própria mente
E assim sempre descontente.
" A realidade "
" A realidade, na verdade é um trapo de mil cores
Onde uns veem heroísmos e louvores
Outros só veem tormentos por estrear
Politicas de carácacá e cães pardos a passear
Muita aranha e pouca teia
Esbanjar de cimento e muita areia
E governos sem governar
Tudo faz parte desta ilusão
De que o mundo vai melhorar
Não melhora ...só piora !
Mas a gente corre contra a mão
Com desejo de se matar ...
Mas que digam a essa gente
Que cisma em se enganar
O mundo está ausente
Na ausência que lhe querem dar
Cobrem tudo com a "verdade"
De uma verdade por decifrar
A realidade, na verdade é um trapo de mil cores
Uns veem jardins e flores
Outros imersos em suas dores
Nem têm tempo de as chorar."
Queime presentes
Ausentes
Queime cartas
Sem remetentes
Queime fotos
Indiferentes
Queime vê por aí
Saiba que
Acabou o fósforo
Cativar
Se fazer lembrar
Sem estar presente
Cativou
Completar sua frase
Mesmo que ausente
Cativei
Ficar bem pertinho
Fugindo da gente
Não tenha medo de tentar, tenha medo de se encontrar olhando para o abismo com a alma vazia e ausente de fé.
As pessoas se escondem por trás dos títulos, funções e posições para não mostrarem de fato seu interior ausente... impreenchido! Eis o motivo de serem ignorantes, prepotentes e mal amados!
E logo terei de morrer,
para reviver nos rios de sabedoria
aonde o amor flui em correntezas
ao som de muitas águas
antigos veleiros
pioneiros dos tempos,
olhares ausentes,
deitamos a sós
Se as palavras morrem à míngua como os homens o que posso dizer?
Procuro e não lhe encontro...
Não paro...
Não volto atrás...
Bem sei e não aceito...
Todos me dizem que é loucura...
Eu andar à sua procura...
O primeiro de todos os meus sonhos...
O sossego, que não aprofunda...
O silêncio, que mais se acentua...
Sob um céu sardento de estrelas...
Vigília constante da lua...
Tristeza que diviso...
Ausente de seu sorriso…
Minh’alma da sua escrava...
Tão pálida e alvoroçada...
Amando calada...
Sandro Paschoal Nogueira
SOLITÁRIO
Um solitário dirige-se a algum lugar,
Está tão taciturno em seu caminhar,
Que parece perdido em pensamentos,
Fico um breve instante a imaginar,
O peso de seus tormentos.
O semblante dele tão carregado,
Que esqueço de meus sofrimentos,
Ainda que por um breve momento,
Me deixa de certo modo aliviado.
A rua deserta o torna mais solitário,
E nesse imaginário,
Me pus a divagar,
Quais planos está a sonhar?
Nunca vi antes esse homem,
Mas me lembrou alguém,
Talvez a mim mesmo em outro lugar.
Não sei se passado ou futuro,
Mas neste caos do presente,
Prefiro estar ausente,
Do meu eu inseguro.
O solitário a esta altura,
Já dobrou a esquina,
E encerro essa rima.
