Tag atual
As pessoas não ficam antiquadas, elas afinam seus gostos
Ao contrário do que muitos pensam, a pessoa está totalmente atualizada;
Ela se molda aos padrões do seu corpo, de suas próprias vontades;
Quando o seu corpo começa a não reagir mais com tanta vitalidade, ela se molda a uma vida tranquila;
Pesa na balança todas as vivências com amigos, e quantas vezes foi divertido, mas pesa também quantas vezes recebeu um tapa na cara de quem
menos esperou;
Sim, se atualizou;
Se atualizou depois que viveu várias experiências ruins de quem não sabia dar amor;
Atualizou as suas vontades, bateu o martelo. Se valorizou, se priorizou;
Não é o mais novo que está correto. Este quer impor seus gostos, suas vontades, seus desígnios, com a aura de quem sabe tudo, mas que chegou agora;
Muitos destes vão trilhar o caminho mais difícil, porque este quer aprender com quem muito sabe falar, mas pouco sabe fazer;
Como querer aprender a andar com quem ainda está engatinhando, se posso aprender muito mais com quem já está correndo?;
Por que aprender palavras novas com quem sabe frases, se posso aprender com que sabe o vocabulário inteiro?;
Por que querer só andar com os que sabem cair, se posso andar com quem já sabe levantar?;
Quando você chega no mundo, aquele lugar que você vê, é seu mundo, mesmo que ele já tenha se transformado antes;
Aquela é sua visão. Podemos dizer: limitada;
Se a história e suas mudanças não fossem importantes, não seria ensinado na escola;
Até hoje não se sabe sobre os mistérios que envolvem grandes construções do passado, coisas futurísticas, mas como assim?;
Se quem sabe é o novo? Se quem conhece é quem chegou agora? Quem entende é o ''atualizado''?;
Muitas coisas nunca mudam. E não são poucas, são muitas;
Às vezes pra saber como funciona o atual, precisa saber como funcionava o antigo;
Os homens aprendem com conhecimento de milênios, ou nada disso existiria;
É como se o mundo fosse um castelo: uns começam a base, outros, o muro, outros, o telhado e outros, vão curtir o castelo se dizendo digno,
mais avançado, mais evoluído, mais esperto, sem nada ter construído, sem ter sujado suas mãos;
Para ele, os outros foram menos inteligentes, porque viveram vidas mais difíceis. Não existe isso;
Para cada tempo, sua evolução. Tudo que existe hoje, os frutos que você colhe hoje e vc aprecia, foi plantado por alguém ontem,
mas que não teve a chance de gozar de tantos privilégios que ele mesmo ajudou a construir;
Talvez eu tenha 10 anos hoje, mas daqui a 40 anos, eu ainda vou continuar sendo eu. O que muda, são os rótulos que te impõem;
Irmão(a), tio(a), mãe/pai, avó, avô, mas você? Você tem o mais atualizado celular, assiste aos desenhos e séries mais iradas da tv, ri de todos os memes,
usa da ironia;
Ainda tem que ouvir que você é 'moderno'. E desde quando deixou de ser?
Para ser atual, não precisa aceitar tudo que chega à sua porta. Ser atual é saber que a única vontade que prevalece no final é a sua.
Você não é inconsequente, usa a inteligência a seu favor. Não banca o soberbo ou sabe tudo, porque em algum momento você poderá errar.
Ser atual é saber escolher e combinar as peças de roupa e não vestir tudo que está na vitrine.
Na sociedade atual, somos frequentemente encorajados a manter-nos sempre ocupados, seja por meio de trabalho, redes sociais ou atividades de lazer.
Essa constante movimentação muitas vezes serve como um meio de validação pessoal e social, onde a ausência de atividade pode ser percebida como falta de produtividade ou relevância.
As redes sociais, em particular, intensificam essa dinâmica, incentivando a exibição contínua de nossas vidas e a busca incessante por aprovação na forma de curtidas, comentários e compartilhamentos.
Esse ciclo pode levar a um sentimento de obrigação em relação à participação e presença online, criando uma pressão para estar sempre conectado e ativo.
Na contemporaneidade, há muitas pessoas perdidas, entristecidas e deprimidas devido a um mundo carente de referenciais, sem esperança e permeado por inseguranças e incertezas.
Na voragem das redes sociais, molda-se um "eu" que mal se conhece. Este "eu" deve ser belo, esbelto, triunfante e admirado.
A experiência da vida já não é mais sentida; segundos vividos são interrompidos para selfies, fotos que resumem a existência a instantes capturados, postados e, se agraciados com inúmeras curtidas, então se sente a efervescência da existência, onde os likes tornam-se a métrica. Uma alienação de si, forjada na engrenagem consumista.
Nas festas e baladas, namorar vários numa noite é motivo de vangloriar-se, seguindo a lógica da acumulação capitalista. Neste cenário, a formação da subjetividade contemporânea segue uma trilha materialista, sexista e patriarcal, que, inicialmente centrada no masculino, agora se expande para todos os gêneros.
LIVRO
Livro, amigo querido sempre
calado, contas histórias.
Trazes momentos alegres e tristes.
Enfim um livro é um companheiro
que leva ao coração o conforto.
Além de levar-te a outros lugares,
te faz pensar, saber analisar as
tuas ideias, torna-te atual.
Como um mágico, faz aparecer
paisagens, afasta as lembranças
ruins.
Trazem ao teu coração o conforto
do amor sempre presente, te faz
sonhar com ele nãos mãos, e no teu
consciente.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras. RJ
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
O mundo moribundo atual me faz sentir saudades do mundo jucundo de antigamente tal o qual eu só conheço através dos livros.
O problema atual do Brasil não está nos pobres, leigos, ignorantes… E sim, nos espertos, ricos e/ ou letrados que apoiam corruptos por mera conveniência de interesses pessoais.
O público invade o privado, e o privado transborda no público — a fronteira se apaga, a vaidade se propaga.
Perde-se o abrigo, dilui-se o limite: a autonomia cede à patrulha social, a família se dobra ao discurso oficial.
A mercantilização do eu faz da autenticidade uma raridade, transforma a intimidade em produto e reduz a privacidade a luxo esquecido.
Ao contrário do que muitos temiam, a tecnologia não substituiu o professor, ela empoderou os profissionais da educação, alinhando todas as gerações que convivem na comunidade escolar.
Na ânsia de catalogar desejos, sofrimentos e identidades, transformamos a complexidade humana em produto vendável, enquanto perdemos de vista a essência do ser.
A imparcialidade, a verdade e a justiça, são virtudes das quais a imprensa atual está profundamente carente: imparcialidade, ao relatar os fatos como realmente são, sem pender para qualquer dos lados envolvidos; verdade, ao contar os fatos sem distorcê-los e/ou alterá-los e, por fim, justiça, não favorecendo a qualquer dos lados envolvidos e, quando necessário for, opinar com base na verdade dos fatos e não no conforto ou conveniência dos interesses ideológicos e econômicos seu e/ou de terceiros, para os quais se vendem ou se conluiam.
Muito da miséria atual é consequência de uma imprensa bandida, corrompida e vendida aos interesses mais escusos imagináveis.
A escrita é igual a lei de Lavoisier sobre a natureza:
"Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma"!
Por isso, estará sempre atual e contemporânea.
O homem vive em pleno século XXI
com a mesma incerteza de vida, no amanhã,
como viviam nossos ancestrais primatas,
a diferença está apenas no predador,
pois o atual é o próprio homem.
Beleza física é a coisa menos bonita nos seres humanos e a mais facilmente vista e desejada, muitas pessoas falam sobre profundidade, mas poucas são coerentes e menos ainda o exemplo.
Por que temem a diferença natural e incentivam a semelhança artificial?
Por que reprimem as organizações que unem aos seus semelhantes e incentivam as que desorganizam as sociedades atuais?
Por que incentivar a desorganização das etnias em prol de um movimento abstrato e subjetivo ao invés de apoiar a organização das etnias em suas devidas classes sócio culturais, em suas devidas formas de obtenção de prazer abstrato? por meio de um sentimento objetivo?
"Vidas atuais estão cada vez mais parecidas com novelas, cheia de atores e atrizes que conseguem até fingir amor."
Talvez eu precise fazer uma mudança radical, algo tão crucial que vai além do meu entendimento atual.
Qual a raiz da insatisfação atual? Não é o excesso de carência, mas a falta de coerência. A autenticidade não busca ser preenchida, mas sim aceita.
