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Atalhos
Já tive muitos caminhos cruzados
Por rios e mares naveguei
Desejos e sonhos não realizados
Mas em ti mulher eu me encontrei
Eu corria pelo campo verdejante e conversava com os cogumelos. Apreciava a gurizada que soltava pipa ao céu azul anil. Meus olhos brilhavam nesse contentamento pueril. Sentava sempre naquele tronco de árvore seca e demarcava com meus pés descalços aquele percurso que emoldura até hoje um retrato imaginário na parede, e assim vou seguindo um caminho por atalhos...
Tudo vem e tudo vai mas tudo passa... mesmo que as vezes burlamos por atalhos entre encontros e desencontros, a verdade será sempre o caminho que te levará à luz.
O FAZER DE ALGUNS
Alguns dentre nós moldam o ferro,
E dele fazem surgir esculturas.
Por vezes vergam o pinho,
E talham marcados amuletos.
Outros há que se apossam,
De variadas matérias.
Edificam templários ou casebres,
Lapidam jóias ou feitiços,
Ardem no frio ou no fogo,
Sua humana semeadura.
A mim, dentre alguns,
Coube-me outra quimera:
A de esculpir o querer,
Numa árdua arquitetura:
- Não me aprendi estrada reta,
Fui-me pontes carregadas de atalhos.
Enxerguei partidas, mais cedo do que pulsar chegadas.
Vejo-me assim: Do afeto sou inteiro ou recomeço.
E só o sentir construído, como a palavra viva, me afaga.
Carlos Daniel Dojja
In Poema para Crianças Crescidas
Não há atalhos no caminho espiritual. Sentir com a alma e todos os sentidos nos faz caminhar presentes e conscientes.
Ai que raiva!!!
Não, não consigo evitar... posso até engulir, não demostrar, mas que sinto raiva sinto. Ponto final.
raiva de tudo... raiva do sol quente demais, do sol que não aparece quando quero... do sol que se põe atrás dos montes e não me deixa ver a beleza do pôr do sol... do pôr dele mesmo... que raiva...
raiva do dia que amanhece cedo demais... raiva da noite que deixa o dia pra trás...
raiva da chuva molhada... das ruas alagadas...
raiva dos políticos... do horário político... da falta de opção... tô tomada de raiva...
raiva dos buracos nas ruas... do imposto que pago... do cara que ganha pra ver o sol nascer quadrado...
que raiva... da fila do banco... de ter que dar no tranco... raiva do cara do lado... do cara da frente...
raiva de não ser diferente... raiva de ser tão impotente... raivaraivaraivaemaisraiva
Ai que raiva....
que raiva que nada... sou paz e amor... uma doçura... uma flor... nunca perco a paciência, não me estresso, não me ingesso... sou supermegahiperdescoolada.... cool!!
no caminho pego os atalhos... colho as flores... corro atrás das borboletas.... sou feliz... e sou feliz porque minha vida é a vida que eu sempre quis... estar ou não na lista da vida pra mim não foi por um triz. Ou foi por um triz?
No, no, no... foi porque Deus quis :)
Multiplique-se
Saber absorver e distribuir amor, te torna uma pessoa diferenciada.
O nascimento do amor em outras pessoas pode acontecer através do aprendizado que está guardado na tua mente e preservado no teu coração. Durante as lições impostas pela vida sobre as escolhas boas e ruins que fazemos, certamente somamos conhecimentos que despertam o nosso amadurecimento. Portanto quando você se deparar com uma pessoa carente de amor deixe ela beber da sua aguá, multiplique o seu conhecimento, viva essa viagem, você conhece os atalhos.
A Poesia cria atalhos para se chegar a um destino desconhecido e que temos a curiosidade de desvendá-lo.
Por meio de atalhos encurtamos a nossa experiência ao cruzar pelo próximo e nos afastamos também de grandes relacionamentos, pelo fato de chegar mais rápido ao encontro do nosso próprio egoísmo.
