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Toda arte, seja ela fotografada, emoldurada ou mesmo filmada são belas quando nos identificamos, seja qual for o motivo - por um personagem, que nada tem a ver com nós.
Saber envelhecer é a obra-prima da sabedoria. É uma das partes difíceis da grande arte de viver.
Sorrir é uma arte para os lábios e um espetáculo para os que tentam limitar esse ilustre prazer e beleza de um rosto, de uma vida!
Sorria, mesmo que o choro embargue esse caminho de luz que provoca covinhas nos cantos da boca, doe-se a um sorriso, ele causa um efeito mágico, a delícia de bem-estar!
A arte de Conhecer
Como seria legal se eu pudesse me preparar para tudo né?
Se eu pudesse conhecer tudo e todos só no olhar e assim quando terminasse o "Oi", eu saberia exatamente o que falar depois, sem ficar naquele clima estranho de será que estou incomodando?
Eu poderia contar o que eu sinto e o que eu penso, sem ao menos ficar na dúvida se devo confiar ou não...
Acho que está aí um desafio que a vida nós põe, traduzir um olhar, um gesto, um momento. Fazer com que essa troca de informações e confiança seja muito mais intensa, seja muito mais embaraçosa, afinal é assim que se define esse processo de conhecimento né?
Do proceder e processar mares de informações e seguir à faculdade do conhecer, deste modo podendo compreender de uma maneira mais ampla e ágil tal raciocínio lógico.
A vida tem dessas coisas. A cada dia ela nos prega uma peça, sendo ela alegre ou não, temos que saber como rir, porque não podemos ficar estáticos e esperar que em todas estas peças tenham graças. Temos que saber como nos virar, ser palhaço, ou até mesmo, quem sabe trapezista. Encarar, sem rodeios, da melhor maneira possível. Na maioria das vezes a vida não nos dá escolhas, mas ainda assim procuramos uma saída. Que bom seria se tivéssemos uma resposta para todas as questões, um sorriso para todas as situações, e um olhar encantado para tudo que nos é dado.
Sua dança me irrita!!! agora compreendo porque. Ela dilata meu tempo, desorganiza meu espaço, adormece minha razão, desperta meu desejo, acorda minhas vértebras, descentraliza meu eixo, liberta minh'alma...mobiliza minha fuga, me despe de tudo...e pelo silêncio dos seus olhos nos meus, eu me entrego. Sem pedir você se apropria dos meus maléolos, acomoda minhas 33 vértebras nas suas, toca as fundidas e ainda movimenta as minhas imóveis conjuntivas, e assim o gesto é concebido, como se nada mais restasse no mundo que não a nossa dança. Sem o menor domínio do meu EU...
A arte é a identidade senso-motora expressa de forma áudio-visual, para agradar, desagradar ou até mesmo se insensibilizar com ela.
(O amor é uma arte)
A arte do amor é um ponto de partida na linha de duas pessoas apaixonadas. E o amor é um desenho feito à lápis, pois se houver um erro na execução do desenho, a borracha sempre apaga os defeitos.
Para mim o mundo teria mais arte, mais música, mais esporte, mais dança, mais natureza... Para que tanta burocracia, papéis, grifes, contas, diretorias, dor de cabeça?
Para sustentar o mundo capitalista que consome nossa vida.
Que as pessoas sejam mais leves e livres, e façam o que realmente gostam, para serem felizes e para tornarem o próximo feliz também.
A ARTE EM SEU VALOR E GLAMOUR
Toda arte - seja música, canto, dança, pintura, literatura, teatro..., enfim: a "verdadeira" ARTE - tem um "que" de divino! Já parou para observar as pinturas de Van Gogh, Góia, Picasso, etc? E o que dizer de Michelângelo em A Capela Sistina? É pura magia que transcende a alma! impressiona, conectando-nos com a divindade interna de cada um. A músca clássica nos faz levitar e dá a impressão de que estamos saindo do corpo: se não estivermos preparados para ouvi-la, sentimos medo e se não formos corajosos, fugimos da música, fugimos do que é divino. O canto, em sua delicadeza, parece nos purificar a alma. A dança (clássica) parece nos retorcer o corpo, deixando-o em leveza e bem-estar. A literatura nos leva a um mundo fantástico e imaginário que jamais encontraremos em realidade. E a verdadeira "ARTE TEATRAL", em sua plena magia, é capaz de nos conectar coração, alma e mente, nos fazer viver as mais belas loucuras, os mais belos sentimentos, chorar todos os prantos e sorrir todos os risos, nos faz amar e ser amados, nos faz mentir em viver a mais plena felicidade quanto que a felicidade maior é viver o teatro em sua plenitude. É ver com a alma, pensar com o coração, sentir de todas as maneiras o seu encanto. Tudo isso porque é uma das formas como Deus se manifesta, da maneira mais efêmera.
Mas eis que entre a arte e seus operadores, para equilíbrio de todas as coisas, surge o "demônio" enciumado e, com falsas promessas, oferece o coquetel da perdição, um cálice contendo os piores ingredientes: o pior deles, o pai de todos os outros, é o egoismo, inflado pelo orgulho e a vaidade, pela inveja e a ambição.
Ainda bem que a atividade teatral não se pratica sem um líder, que é o diretor. E como todo bom líder, com espírito nato da liderança, nasceu para saber arrancar o melhor de cada um, buscar no íntimo dos seus dirigidos o que tem de mais magnífico dentro de si e fazer isso aflorar em divina magia, para a verdadeira beleza da mais efêmera das artes, que é o teatro. E assim embelezar mais e mais o nosso mundo.
Mas o "demônio', com sua típica malícia, foi ao diretor o primeiro a oferecer o coquetel da perdição. O qual, na prepotência típica dos diretores de arte, revelou que ele seria, se não o único, o primeiro a merecer todas as benesses do espetáculo. Afogou-se em profundo gole colocando em perigo a beleza harmônica que o "CRIADOR MAIOR" nos colocou à disposição.
Uma vida sem filosofia é como uma casa vazia, mas a filosofia não deixa a casa arrumada, a derruba. E é somente a arte que a coloca de pé.
Este é o melhor remédio para o artista... Arregaçar as mangas e fazer acontecer, ser criativo. Se produzir, fazer a própria arte.
Há basicamente, dois tipos de escritores: Os arrogantes e os geniais.
Os primeiros fazem o leitor sentir-se um ignorante. Os segundos, mais humano.
Arte é tudo aquilo que dá prazer ao vislumbre abstrativo o qual inebria e arrebata por longo tempo num sentimento de pura êxtase.
Cidade que amo
e que sofro ao ver
o quanto é maltratada
por políticos corruptos.
Mas que ainda tem nos céus,
um mar de sonhos.
E o por do sol mais lindo
na época mais seca do ano,
um consolo da natureza...
Brasília, quando enfim,
as pessoas vão enxergar
a beleza de seus encantos e mistérios?
Os que ultrapassam além do Congresso,
tribunais, órgãos públicos e ministérios?
Brasília,
a cidade que meus olhos creem e vêem
se chama céu,
se chama rock,
se chama arte,
se chama gente de esperança.
'' Sonhava com revoluções com fins benéficos, renda justa, país laico, humanidade educada, e um mundo colorido. Mas vivemos em um país onde a lei de expressão não funciona, onde a renda é justa só para políticos, existem inúmeras religiões, a humanidade está cada dia mais ignorante, e o mundo nunca mais saíra das cinzas de guerras e violência. Não a mais humanos que sonham, e muito menos os que realizam.''
Saudade, amor, ternura...
Vazios de alguns dias, plenitude de outros.
Lembrei de conversas saudáveis...Confidências trocadas... Sorrisos cúmplices
Do ato de saber partilhar.
Aprendi a fazer dessa saudade uma arte...
A arte de sentir a brisa, de sentir o sol de inverno,
De ouvir a chuva cair sem que estejas aqui,
De olhar o céu e fazer amor por telepatia
Com as lembranças que tenho de ti...
Não ligue, não se importe, porque te amo
Isso tudo é porque hoje
Meu coração está na mão da saudade...
MULHER
Bela. Imponente. Singular. Expressiva. Em cada curva, uma dúvida... Em cada linha uma certeza... Qual musa, mesmo calada explode em nossos sentidos, queima fundo em nossa carne, arde forte no coração do escravo, cativo das formas, da textura, do tato, da paixão avassaladora... Assim a arte, assim a vida, as pessoas, nosso tempo...
(Juares de Marcos Jardim)
