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“O Sonho de um homem ridículo”, que é o texto mais místico que li do monstro russo. No mesmo estilo 'fluxo de pensamento' que me apaixonou em Memórias de Subsolo, Dostoievski discorre sobre nossos anseios existenciais que só encontram plenitude e descanso na fé imaterial. É pisado falar o quanto Dostoievski me esmaga com tudo o que escreveu. Não sei se qualquer pessoa lendo Dostoievski vá sentir a mesma coisa, portanto não posso te garantir que te sentirás assim, mas comigo é como se ele tivesse roubado pensamentos soltos da minha mente e os organizado numa história coesa e sensata, ao contrário das linhas soltas que confabulo. É como se fosse uma leitura telepática, onde todos os meus medos, dúvidas e sentimentos vários aparecessem continuamente nas páginas descobertas. Seria como ler o próprio diário, caso eu fosse capaz do que mais ninguém é, foi ou será: escrever como Dostoiévski.
" Algumas coisas , pessoas e motivos devem ser analisados de todas as formas e terem seu relatório após toda essa pesquisa , afinal , você não vê as cores que um diamante pode mostrar até posicioná-lo em diversos ângulos sobre a luz . "
"Se procura previsibilidade a psicanálise não poderá ajudá-lo. Porém, a utopia em análise poderá muito bem surpreendê-lo"
"A intuição é uma ação intelectiva inerente ao homem, faculdade ou ato de perceber, discernir ou pressentir coisas, independentemente de raciocínio ou de análise. Uma investigação metafísica mesclada com a realidade que em última analise é passaiva a erro. "
Quem sou?
As vezes me pergunto, quem sou?
Não sei responder.
Para melhor saber, acho que necessário seria aos caminhos
já feitos voltar, às ruas por eu andadas, lugares que não
lembro mais.
As pessoas que amei, e as que esqueci e que deixei de
gostar.
Tudo o que fiz, bem ou mal feito, na memória guardado
está.
O bem que fiz e faço, é o que de útil deixarei.
Em uma análise fria, tenho mais prós, do que contras.
Vivo e deixo viver, amo a todos, se todos me amam, não sei.
Sou alguém que vive a vida, que dá de si para valer.
Sem ser modesto, mas honesto, sou alguém que não vale a pena esquecer!
Roldão Aires
São Paulo
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras, Artes e Ciências de Arraial do Cabo – RJ
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.Epergunto
Tem gente que é mega capaz em condenar as ações alheias, mas são incapazes de analisarem as consequências de suas próprias ações.
"Se não estamos atentos ao que se passa em nosso íntimo, estaremos atentos ao que se passa ao nosso redor? Por incrível que pareça, podemos estar sim."
A autoanálise é geralmente desconfortável, mas os poucos que se atrevem a explorá-la descobrem coisas fundamentais para seu progresso.
A força de um discurso depende muito da circunstância e, sobretudo, da posição de onde ele está e quem o está proferindo...
Análise
A análise minha, por ti feita achei-a
muito exigente.
Não tenho culpas guardadas, só saudades tuas
acumuladas, é o que o meu eu, mais sente.
Fora isso, tudo vai bem.
Complexos, não tenho. Amar, amo.
Rancores, pesam muito, ódio; não sei o que é.
Recalques, passam longe.
Só um mal em mim há, e não há como curar,
vivo pensando em ti tomara possas ajudar,
isso eu espero demais.
De concreto, com certeza, não vivo sem tua beleza,
gosto do teu sorriso, e te amo cada vez mais.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Quando a lembrança dói, não há o que fazer, se não relembrá-la, relembrá-la, relembrá-la. Até que seu sentido mude de direção.
Amor é como um papel dobrado, podendo ganhar variadas formas. E mesmo que se desdobre para outros caminhos, ainda assim permanece sua marca.
A ideologia da felicidade tem adoecido o homem, que se vê na obrigação de dar seu sangue por algo que não se encontra fora, mas dentro de si.
Tem gente que julga a moça que vende o próprio corpo, porém vive prostituindo seus sentimentos por amores rasos e de pouco retorno.
E foi se machucando que ela soube que costurar não envolve apenas tecidos, mas também afetos remendados.
O bom da música é que ela evoca afetos até então adormecidos. E o mau da música, bem... é que ela evoca afetos até então adormecidos.
Ainda acredito no amor mais humano e menos tecnológico. No amor que não dependa de aplicativos. Na voz no pé do ouvido e no toque de peles.
O ser humano carece de uma escuta que dê valor às suas palavras. Uma escuta que o acolha, que o ampare em sua fragilidade existencial.
Estamos sempre em busca do objeto de amor ideal. Mas que ideal? Na constituição humana a insatisfação impera. Não há ideal que anule a falta.
Se para o jardineiro é triste plantar o que não floresce, imagine para quem ama? Segundo Freud, o que amamos é o retorno do amor do outro.
