Tag amor
Nada mais angustiante do que viver olhando para o celular de 5 em 5 minutos, esperando aquela chamada, aquela mensagem, um sinal de fumaça que seja.
Não me leve a mal, mas eu acho que ninguém é tão bom assim que mereça essa agonia toda que você vive, me entende?
Seja numa mensagem não respondida,
em uma chamada não atendida,
As pessoas somem pensando que a gente vai
atras,e surte o efeito contrario. A gente acaba esquecendo.
Sabe aquela historia de quem não é visto não é lembrado?
É mais ou menos isso.
Na espontaneidade surge o espetáculo extasiante do amor, mas a presunção em oficializar o mesmo, por meio de ritos, fóruns e documentos, ofusca o encanto, desvanece a mística e principia o divórcio.
No momento que a humanidade substituir as vias religiosas pelo Caminho do amor, Deus deixará de ser uma crença e passará a ser uma experiência.
As tradições herdadas sem o crivo do discernimento, as crenças adotadas sem a elucidação da consciência e os sistemas absorvidos sem o filtro do Amor, é a receita básica para a zumbificação do ser.
Do riso se fez o pranto.
Hoje poderia ser mais um dia lindo e brilhante.
De repente, não mais que de repente, as plantas parecem murchas e as flores sem perfumes.
O sol escaldante, queimando a alma, ja nem sei mais se alma tenho.
Falta-me forças pra caminhar.
Só me restas banhar-me na lágrimas que ainda insistem em rolar...
Para onde foi? Se perdeu no deserto em meio a variedades.
Desapareceu-se de mim quando o alheio apareceu.
(Kare Santana)
Deus criou a natureza para o homem, e o homem para a natureza. Sendo assim, não podemos viver em atrito com nosso eu.
O verdadeiro beijo não se pede. E não se dá. Rouba-se.
Rouba-se ao tempo, ao infinito, à eternidade. Rouba-se ao olhar cúmplice que tenta esconder o grito sôfrego das palavras mudas. Rouba-se para se dar. Dá-se roubado a pedido.
Há coisas que dão. Há coisas que se pedem. Há coisas que se dão sem pedir ou se pedem sem dar. Há coisas que se emprestam, que se ganham, perdem ou desvanecem. E há as coisas que devem ser roubadas. Como o beijo.
Um beijo é um beijo. O beijo é tão melhor quanto mais criminoso e pecador for o seu beijar.
O verdadeiro beijo não se pede. E não se dá. Rouba-se.
Rouba-se ao tempo, ao infinito, à eternidade. Rouba-se ao olhar cúmplice que tenta esconder o grito sôfrego das palavras mudas. Rouba-se para se dar. Dá-se roubado a pedido.
Depois resgata-se à memória para nos lembrar que de todos os beijos, um foi especial: a explosão de uma galáxia, o solstício de Inverno, um Farol que dá esperança a uma embarcação.
O beijo é a recompensa de um crime tão egoísta como legítimo: o de querer todo o tempo do mundo num instante, e o infinito num gesto súbito.
O beijo, o verdadeiro beijo, não é o primeiro. Nem o último. É aquele cuja memória nos despenteia a pele, quando todos os outros parecem iguais.
Pego-me na alta da madrugada, pensamentos a mil,
e todos carregam seu nome.
Não sei o que acontece comigo,
Talvez eu carregue a ilusão em meu peito.
Ilusão de que algo possa vir acontecer.
Porque? Porque ser tola a tal ponto?
Pergunta a razão:
Menina, será que não passastes sofrimentos o suficientes?
Responde o coração:
Ela só quer uma chance de ser feliz.
Pergunta a razão novamente:
Mas, será que vocês não viram que não ia dar certo?
Responde o coração:
Ela sempre ouviu dizer que a esperança é a última que morre.
No final da história, a menina se encontra só, na alta da madrugada se perguntando porque? Porque, passar por tudo isso?
E nesse dilema, ela segue a vida.
Sobre expectativas.
Não é raro nos percebermos esperando...
Um gesto, uma palavra, uma defesa ou um reconhecimento.
Criamos lindas fantasias sobre como o outro deveria ser, sobre os valores que deveria ter, ou sobre as belezas que deveria apreciar. Quanto mais ao outro amamos, mais dele esperamos.
Pois amar, é ansiar pelo amor do outro, e por isso tantas vezes ao outro endereçamos as carências embrulhadas em mimos e presentes.
Nesta doce ciranda, sempre haverá um pedaço amargo, um espaço não preenchido, não correspondido, que assim pode ser lido como não-amado.
O desafio é construir amores, consciente do espaço amargo, com falhas na correspondência, mas que por respeito às diferenças, sabedoria dos limites, amaremos o outro com o reconhecimento de um espaço que não pode ser amado.
“Gestos e atitudes falam sem o uso das palavras, as palavras não falam sem as atitudes, e quando não há nem palavras e nem gestos, nada existe “
"O maior desafio do Homem, é dar valor aquilo que nunca será seu, e desprezar aquilo que nunca lhe deixará na mão."
