Sutil
SERMÃO
Não quero aqui citar tristeza...
Nem justificar o meu sermão
Com minha sutil delicadeza
Sem dela ter que abrir mão
Pois em tudo existe grandeza
Enquanto maior é o coração...
Não cobro mais nada da vida...
Nem implico com a má pessoa
Mas tento dá qualquer guarida
A quem de mim se afeiçoa
Metade da jornada já vivida
A outra passada onde ecoa...
Com o tempo não brigo mais...
Que venceu-me pelo cansaço
O meu esforço não foi capaz
De usar tais nervos de aço
Mas espero em nome da paz
O conforto dentro do abraço...
E que então me traga a sorte...
De partilhar de um pleno amor
Que dizem ser construção forte
Sem ter um preço mas com valor
Que dá um sentido, um aporte
Mas sem causar nenhuma dor...
(SERMÃO - Edilon Moreira, Abril/2024)
Entre Nós
Nos gestos suaves do dia que nasce,
há um toque sutil que o amor disfarça.
É no olhar que repousa a esperança,
no silêncio que a alma se abraça.
Afeto não grita, ele dança em segredo,
num cafuné feito em meio ao medo,
num abraço que chega sem ser chamado,
num “tô aqui” sussurrado ao passado.
O carinho é chama que nunca se apaga,
é cuidado em forma de palavra.
É o cobertor nos dias de frio,
a presença que aquece sem fazer barulho.
E quando a conexão acontece,
não é só corpo — é alma que tece.
São corações que se reconhecem,
em cada toque que não se esquece.
Amor é mais do que só paixão,
é afeto que vira canção,
é cuidado, ternura e verdade —
um elo profundo em plena liberdade.
há uma beleza sutil e profunda em pertencer sem possuir. em amar e, ainda assim, libertar. porque quem entende o valor da presença, também entende a delicadeza de uma ausência necessária.
deixar livre é confiar que o que é verdadeiro não precisa ser mantido sob controle.é saber que o que floresce, floresce melhor quando não se sufoca a raiz.
e no fim, a vida revela seu segredo mais antigo: ela se mede menos por promessas sussurradas, e mais por escolhas silenciosas.
porque a verdade pulsa nos gestos.
Nos atos.
sempre mais do que nas palavras.
Como é maravilhoso e sombrio o tempo. Sua beleza é sutil, mas grandiosa. Seu poder de cura é variável, mas eficiente. Seu tamanho, sem descrição permanente. Nos relaxa, nos dá esperança, nos desespera, nos motiva. Passado e futuro se entrelaçam ao presente e assim nos ensinam a sermos humanos melhores, para nós e os a nossa volta. O tempo é magnífico, é espantoso, é céu, inferno, dor, sofrimento, alegria, amor, tristeza, felicidade. É tudo que pode ser proporcionado por ele. Só quem dependeu deste professor perfeito consegue enxergar sua principal lição: aproveitá-lo ao máximo...
Sempre aproveite o tempo.
Amor é
Cuidado
É cada toque sutil do universo
Amor é
Cada palavra boa proferida
Amor é
Ser empático
Amor é
Nunca ser o motivo da dor em outrem.
O amor é uma força sutil enviada por Deus para o coração dos homens. O Amor que não é cego não é amor, por isso não maltrate quem tu amas, pois nunca se sabe a intensidade deste sentimento.
Fluido sutil cuja a existência e admitida em todos os vão do universo a qual se oculta na atmosfera.
Gostei, por fazer você sorrir,
gesto sutil,
no canto da boca,
certamente juvenil.
Mas ainda ei de vê-lo
forte,
no modo infantil.
Sou apenas circunspecto
Como o olhar sutil de um lobo para matilha eu olho os companheiros em sua frenética busca por lascívia.
Lobos não me tome por ovelhas se não tenho tal conduta.
Sou ponderado, mas como nós nascemos para sempre agente permanece, não por instinto, mas pelo modo como vivemos, 70% cultural e 30% é seu DNA.
A forma sútil que alguns pregadores tentam ressignificar os milagres de Jesus de maneira alegórica não reflete a verdade bíblica. Os milagres de Jesus foram e são reais. Eu creio!
Hoje ela bateu na porta com tanta garra parecia querer entrar na marra. Com toque sutil, também na janela surgiu, com a esperança de por ela entrar e sentir o vazio. Subiu no telhado, meio molhado parecia buscar uma brecha que a colocasse pra dentro daquele corpo fechado. Mas quem é ela que chega tão bela, tão feroz e ao mesmo tempo singela. Confunde na chegada pois não é esperada, apenas desejada. E se a deixar entrar como tudo vai ficar, pois mesmo bela o fim ela trará. No que pensar nessa hora que teima em chegar, a formusura da morte acalentar. No corpo em pé sem alma para sustentar, faz pensar que é chegado a hora de repousar. Não lutar parece ser a melhor opção. Não precisa de perdão, pois o pecado não contemplou, apenas sonhou e se doou, já pode aceitar, o abraço daquela que é fria mas doa seu espaço com alegria. Tao serena parece ser, que oferece um eterno adormecer. Um adormecer que cessará o sofrer e em fim a paz florescer.
D.L
Vc chegou de um jeito sutil
Mas no fim sabia o que devia ser feito
Me pegou de jeito
E com carinho
Me convenceu de que a idade não importa
E mesmo com essa vida torta
Tudo poderia ser perfeito
Mas aí vem as vozes
Que te faz ter dúvidas
E perder as certezas que me conquistaram
Com isso TB começo a ter dúvidas
E repensar as histórias que se iniciaram
Será que estamos vivendo nossa prova de fogo ?
Será que vamos vencer esse jogo?
Ou essa é mais uma história que chega ao seu fim
E vc apenas irá lembrar de mim
Como algo bom que te fez tão bem sim
Viver sob a liberdade não é fácil é sutil,
é preciso ter autodomínio!
(...)
A fresta que passou disso, sutilmente o controla. E é bem ai que entram os senhores que o governam: coisas, status, emoções e um monte de outras coisas que sutilmente se parecem com liberdade...
Criar no ímpeto do sentimento
É como seguir uma labareda ,
Ir pelos passos de raposa sutil e selvagem...
Criar no ímpeto do sentimento
Também pode ser brisa de outono,
Gélida, que balança e faz cair
O que precisa de renovo...
Criar no ímpeto do sentimento
Talvez seja caminho de flores
Onde o imperceptível não se disfarça
Pois o rastro faz questão de acenar
E dizer ao caminho,
Às solas obedientes dos pés descalços:
“ Estou aqui”.
A liberdade vem do querer, dos ideais e da sutil maneira de chegar ao céu sem que o sol derreta as asas.
O diabo como sempre astuto, sutil e extremamente destruidor; criou um evangelho liberal com um cristo submisso para cada homem.
Sutil
Meu brilho é sutil. Algo que não se pode ver facilmente. Minha força é na escuridão, longe dos olhares, que me são indesejáveis. Meu trabalho e na surdina, na calada. Minha glória é no silêncio, na entropia. Assim como o raio, que só após ter surgido, pode ser notado pôr sua resplandescente luz e seu rugido implacável. Apenas após não estar mais entre nós.
