Sutil
Analisando e expondo de forma sutil, sobre problemas da sociedade sem precisar falar quase nada:
Todos sabem quem é Musk (Elon), mas Alice Walton ninguém abre a boca à comentar (quem é mesmo essa)?
Não, sobre economia e política com relação às mulheres, ninguém realmente andou interessado..
O Silêncio de Deus é a resposta sutil de que o Mestre está, nos bastidores do impossível, movendo peças que não cabem à nossa visão.
É um milagre sutil e constante saber que Deus nos segura justamente pelas rachaduras, pois é nesse lugar de quebra, dor e fragilidade máxima que o processo de reconstrução mais sublime se inicia. Em momentos de silêncio absoluto, onde desmoronamos e sentimos que ninguém percebe a nossa luta interna, a visão Dele permanece clara e atenta, sendo Ele a única força a nos levantar quando as nossas próprias reservas se esgotam. Fomos treinados na marra da vida, aprendendo na dor, crescendo na queda e amadurecendo no caos, e é essa experiência que hoje nos torna firmes e inabaláveis. Mesmo que por vezes falhemos com a fé, a graça Dele nos mantém e nos constrange para o crescimento, provando que a fé não falha, mas é a única corrente capaz de nos libertar das nossas prisões internas e devolver-nos ao eixo. Por isso, a cada renascimento e a cada cicatriz profunda, agradecemos, pois sabemos que a vida tirou o supérfluo para nos entregar o essencial, resiliência, coragem e a fé que ressuscita, fazendo-nos renascer onde outros desabam.
É bonita demais
A dádiva sutil, concebida
Ela, às vezes se achega
No mais cortante frio da madrugada
Aquela que traz a certeza
Adquirida no dizer das nuvens
Levemente sussurrado em meus ouvidos
Eu jamais precisei
Ser a mente mais brilhante
Basta-me a alma sensível
A paciência e o correr dos dias
Meus olhos de criança sabiam
Que vai-se a beleza da viçosa flor
Mas a lembrança
da alegria verdadeira
No momento em que foi ofertada
Se esta não permanece
Todo resto é dor guardada
Eu digo à poesia que a leve
no leve sussurrar do vento
Pois tudo não passa de momento
E a pressa de viver
A tudo inverte
Felicidade é uma flor
Que precisa ser regada
O ato de viver
É de fato interpretar o escrito
Em versos simples e bonitos
Na mais clara maneira
Com que a vida os compuser
As janelas do mundo
O tempo da tarde esquecida
Um corpo sem alma
É nada
A alma num copo
é vida.
Edson Ricardo Paiva.
O capitalismo e o socialismo cortam o mesmo pão para se alimentarem, com a sutil diferença de que apenas o segundo utiliza suas mãos para recolher as migalhas deixadas pela ambição do primeiro.
Ladrão de sonhos
Em noites de silêncio profundo,
Um ladrão sutil invade os sonhos,
Com sua magia de vida, em vagar,
Rouba esperanças, mas traz bálsamo aos corações.
É doce a esperança que se entrelaça,
Fé inabalável que nos embala,
Caminhos de luz e sombra dançam,
Nas labaredas da alma que nunca cansa.
Ele transforma o pesadelo em riso,
Nasce um novo dia, nosso paraíso.
Entre as estrelas, nossos anseios flutuam,
E, por detrás da dor, mil sorrisos surgem.
Assim, ao ladrão de sonhos nos rendemos,
Na fragilidade, encontramos o ser,
Que, ao mesmo tempo, nos leva ao chão
E nos ergue em voo, atendendo nossa oração.
Como agulhas de uma bússola oculta, não nos curamos pelo toque visível, mas pela sutil tensão de forças invisíveis que reorganizam os fragmentos dispersos de nosso próprio caos, lembrando à matéria que o equilíbrio é apenas uma questão de atração e norte interno.
Reno Fioraso
O TEMPO
O tempo é leve, sutil e enigmático. Vive numa dimensão onde não podemos mensurá-lo. Ele voa como os pássaros no céu, como o vento, o rio que corre para o mar, como a intensidade da vida. O tempo tem seu tempo e ninguém consegue segurá-lo. Ele escapa das nossas mãos e voa alto. Tão alto, que o pensamento não o alcança. Assim é a nossa vida, depende do tempo e da intensidade para nortear seu destino...
O nacionalismo é uma forma sútil de violência: começa-se amando, com um olho fechado, a própria pátria, e termina-se desprezando, com ambos os olhos fechados, todas as outras.
VENTO, HÁLITO DO INFINITO.
Vento sutil, que em lúcida alvorada,desces do azul em musical cicio,trazendo à gleba, em doce eflúvio, o frioda madrugada em luz acariciada.
És peregrino da amplidão sagrada,invisível arauto do estelífero vazio;percorres o universo, em vasto estio,qual prece errante à esfera iluminada.
Nas tuas asas, trêmulas de encanto,viaja o murmúrio do celeste cantoque embala a criação em harmonia;
e quando beijas a campina agreste,pareces transportar do reino celestea voz eterna da Sabedoria.
Existe uma crueldade sutil na amizade que arrefece sem brigas. Quando há um conflito, há uma demarcação clara: um fim, uma justificativa, uma ferida exposta que exige cicatrização. Mas quando o afeto simplesmente evapora, restamos nós, equilibrando o peso das memórias contra a leveza do desinteresse do outro.
É um processo confuso. Olhamos para trás e lembramos do carinho genuíno, das palavras de apoio, da presença que parecia inabalável. Aquilo existiu. Não foi uma mentira. O que torna tudo mais difícil de digerir é perceber que a mesma pessoa que um dia se importou profundamente, hoje escolhe a indiferença, o "tanto faz".
Aos poucos, as mensagens ignoradas, as respostas monossilábicas e as desculpas automáticas vão desenhando um novo cenário. A palavra "amigo" passa a soar como um eco antigo, um rótulo mantido apenas por conveniência ou nostalgia, mas desprovido de substância.
Aprender a recolher o próprio afeto e dar um passo atrás não é um ato de orgulho; é um ato de preservação. Afinal, a verdadeira amizade não exige reciprocidade matemática, mas exige, no mínimo, um porto seguro onde a nossa presença ainda faça alguma diferença.
A importância de ouvir, tão sutil,
é dar voz ao silêncio, um gesto gentil.
Na escuta atenta, encontra-se o saber,
e na troca sincera, começa o crescer.
Nunca houve bomba tão Sutil, tão Medonha e tão Devastadora quanto a Polarização que explodiu no Brasil.
Há um risco, às vezes muito sutil, na romantização dos problemas: aprender a amá-los.
E se é notório que, para alcançar uma Graça, precisamos antes reconhecer a necessidade dela e pedi-la com sinceridade…
Como poderá o Filho do Homem libertar-nos de um fardo que cultivamos, romantizamos e até passamos a chamar de nosso?
Há dores que não nos abandonam, não porque Deus as conserve, mas porque nós as acariciamos como lembranças de estimação.
Há feridas que já não sangram como antes, mas que insistimos em reabri-las, como quem visita um túmulo com flores demais.
O Céu não invade o território onde o coração ainda se acomoda no cárcere das próprias paixões.
E, talvez por isso, certas Graças tardem: porque ainda chamamos de amor, o que, na verdade, é prisão com perfume de afeto.
O doce perfume da prisão não apenas exala o bom cheiro — ele também aprisiona.
Bastou o encardido encontrar o ponto fraco do povo — esse abismo sutil entre a religiosidade e o fanatismo — para politizar as igrejas.
A religiosidade, quando saudável, nasce da consciência da própria fragilidade.
Ela é ponte: liga o humano ao divino, o erro ao arrependimento, a culpa ao perdão.
Já o fanatismo é muro.
Ele não aproxima; separa.
Não ilumina; incendeia.
Não convida ao amor; convoca à guerra.
Entre uma coisa e outra existe um terreno perigoso: o ego travestido de fé.
É ali que discursos políticos encontram abrigo, não para servir, mas para dominar.
Quando a fé deixa de ser transformação interior e passa a ser instrumento de poder exterior, o altar vira palanque — e o púlpito, trincheira.
Não é a política que contamina a fé; é o coração que, seduzido por certezas absolutas, troca o Evangelho pela ideologia.
O problema não está em cidadãos que creem participar da pública — isso é legítimo.
O problema começa quando a fé deixa de ser farol moral e se torna escudo partidário.
O fanático não se percebe capturado, acredita estar defendendo Deus, quando, na verdade, está defendendo homens.
E homens passam.
Projetos passam.
Mandatos também.
Mas o dano causado quando se confunde Reino com governo terreno atravessa gerações.
Talvez o maior sinal de maturidade espiritual seja justamente este: saber que Deus não precisa de cabos eleitorais, nem de militantes inflamados, mas de consciências coerentes.
A fé que se ajoelha não precisa gritar.
A fé que ama não precisa esmagar.
A fé que é verdadeira não teme perder espaço político, porque jamais dependeu dele para existir.
No abismo sutil
entre a Religiosidade
e o Fanatismo,
o Encardido
perverteu as Almas Carentes
para instrumentalizar as igrejas.
A religiosidade, quando nasce da consciência, é ponte.
Liga o humano ao transcendente, a fragilidade à esperança, o erro à possibilidade de redenção.
Já o fanatismo é muro.
Separa, acusa, simplifica o que é complexo e transforma fé em trincheira.
Entre a ponte e o muro há um abismo quase imperceptível — sutil como a Vaidade Espiritual que se disfarça de Zelo.
É nesse intervalo que a fé deixa de ser encontro para ser ferramenta.
Ferramenta de poder, de influência, de domínio.
Quando a espiritualidade perde o compromisso com a verdade e se apaixona pela própria narrativa, ela se torna vulnerável à manipulação.
E almas carentes — feridas pela vida, desassistidas pelo Estado, esquecidas pela sociedade — tornam-se terreno fértil para discursos que prometem pertencimento antes mesmo de oferecerem transformação.
O fanatismo seduz porque oferece respostas rápidas para dores profundas.
Ele entrega identidade pronta a quem ainda não se encontrou.
Dá inimigos claros a quem não consegue nomear suas angústias.
Simplifica o mundo em “nós” e “eles”, como se Deus coubesse em slogans e a Eternidade pudesse ser reduzida a palanque.
A religiosidade madura, ao contrário, incomoda.
Ela exige autocrítica, compaixão e muita responsabilidade.
Ela não precisa gritar para existir, nem destruir para se afirmar.
Sabe que a fé autêntica não é instrumento de coerção, mas caminho de conversão — primeiro interior, depois social.
Quando igrejas se deixam capturar pela lógica da influência e do controle, deixam de ser hospital para se tornarem comitê.
E onde deveria haver cuidado, instala-se a estratégia.
Onde deveria haver silêncio reverente, instala-se o ruído deliberadamente calculado.
O sagrado passa a ser moeda simbólica numa economia de poder.
Talvez o maior antídoto contra essa instrumentalização seja a Maturidade Espiritual.
Uma fé que não negocia sua essência por aplausos.
Uma comunidade que prefere formar consciências a fabricar soldados.
Um povo que entende que Deus não precisa de defensores raivosos, mas de testemunhas coerentes.
No fim, o abismo entre Religiosidade e Fanatismo não é teológico — é humano.
E atravessá-lo ou não, depende menos do discurso dos púlpitos e mais da vigilância.
Alma que se expande
e no coração floresce
a sublime Bunga Raya
para que nada distraia
sutil revela seguir com
união a Rukun Negara
que cada pétala leva
e faz a vida renovada.
Tudo começa pela fé,
respeito com quem crê,
É Deus ou Deus sempre
com todos e com você.
Emaranhável e sutil para alcançar
os teus vezos e o entranhável,
Sem nenhuma vírgula para o desejo,
na adorável queda de arrebatamento
com aperreamento e o bel aprazimento.
Celebrante da querença e benquerença
sem retoque atualizo o romantismo
que dizem ser arcaico e enlevo ao passo
como quem luta sem lutar com igual
chama das lutas populares pelas ruas
se espalhar para cobrar-te sem cobrar
as prendas e os deleites de alta voltagem.
Alembrar e amiudar em estado de fascínio
absoluto o fascínio velado com sussurros,
no afã de sussurrar mormaços e fervuras
para plantar a cobiça, a languidez riscar
- cuido dos detalhes para a gente desvairar.
Certa da tua rendição deliberada de que
há cair sem demora nos meus braços,
para entre os meus beijos receber
grumixamas e os espaços com a sua
doce insurgência amainada no meu colo,
ouvindo você declarar definitivamente
extasiado que está vivendo o seu sonho
mais amoroso dentro do possessivo território.
A caneta sutil em punho que
ergo tem a tinta da pacificação
que sempre carrego apontada
contrao Deus da Guerra na Terra,
O destino deste Hemisfério
nos pertence, e não ao Império.
O coração batendo descompassado
a mente segue rodopiando
por causa do destrutivo 3 janeiro,
Quero ter fé de que tudo termine
neste mês mesmo e seja passageiro.
Orquídeas espirituais elevo aos filhos
de Bolívar que foram tombados,
todos os dias recordo dois deles
pelas patas da águia arrancados,
e pelos seus seguem lamentados.
Deixo a minh'alma de rosa branca
de José Martí como oferenda floral
para os filhos dele que pela morte
foram também brutalmente tombados,
tudo isso poderia não ter acontecido,
se os males tivessem sido evitados.
