Sutil

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Existe uma crueldade sutil na amizade que arrefece sem brigas. Quando há um conflito, há uma demarcação clara: um fim, uma justificativa, uma ferida exposta que exige cicatrização. Mas quando o afeto simplesmente evapora, restamos nós, equilibrando o peso das memórias contra a leveza do desinteresse do outro.


É um processo confuso. Olhamos para trás e lembramos do carinho genuíno, das palavras de apoio, da presença que parecia inabalável. Aquilo existiu. Não foi uma mentira. O que torna tudo mais difícil de digerir é perceber que a mesma pessoa que um dia se importou profundamente, hoje escolhe a indiferença, o "tanto faz".


Aos poucos, as mensagens ignoradas, as respostas monossilábicas e as desculpas automáticas vão desenhando um novo cenário. A palavra "amigo" passa a soar como um eco antigo, um rótulo mantido apenas por conveniência ou nostalgia, mas desprovido de substância.
Aprender a recolher o próprio afeto e dar um passo atrás não é um ato de orgulho; é um ato de preservação. Afinal, a verdadeira amizade não exige reciprocidade matemática, mas exige, no mínimo, um porto seguro onde a nossa presença ainda faça alguma diferença.

⁠A importância de ouvir, tão sutil,
é dar voz ao silêncio, um gesto gentil.
Na escuta atenta, encontra-se o saber,
e na troca sincera, começa o crescer.

O capitalismo e o socialismo cortam o mesmo pão para se alimentarem, com a sutil diferença de que apenas o segundo utiliza suas mãos para recolher as migalhas deixadas pela ambição do primeiro.

Ladrão de sonhos


Em noites de silêncio profundo,
Um ladrão sutil invade os sonhos,
Com sua magia de vida, em vagar,
Rouba esperanças, mas traz bálsamo aos corações.
É doce a esperança que se entrelaça,
Fé inabalável que nos embala,
Caminhos de luz e sombra dançam,
Nas labaredas da alma que nunca cansa.
Ele transforma o pesadelo em riso,
Nasce um novo dia, nosso paraíso.
Entre as estrelas, nossos anseios flutuam,
E, por detrás da dor, mil sorrisos surgem.
Assim, ao ladrão de sonhos nos rendemos,
Na fragilidade, encontramos o ser,
Que, ao mesmo tempo, nos leva ao chão
E nos ergue em voo, atendendo nossa oração.

Como agulhas de uma bússola oculta, não nos curamos pelo toque visível, mas pela sutil tensão de forças invisíveis que reorganizam os fragmentos dispersos de nosso próprio caos, lembrando à matéria que o equilíbrio é apenas uma questão de atração e norte interno.
Reno Fioraso

​Os fonemas das cores primárias pertencem ao âmbito sutil da sintonia, à simbiose em que outras cores ganham foco junto à própria existência — tonalidades únicas no realce do ambiente.
​O vermelho desbota ao sol. As cores sólidas se dissolvem com o tempo, e o desgaste torna evidente que a tinta respira ao envelhecer, evaporando a cada uso do detergente ou da água que a dilui.
​Laranja e verde são fundamentais numa pintura: expõem a tensão nervosa do pintor. Cor, traço e contraste reluzem o campo neurológico e magnético do artista. Sendo o tom do equilíbrio emocional, essa escolha traduz lindas passagens ou o caos absoluto.
​As matrizes holográficas denotam fótons, mesmo em tons diferentes, pois o tempo tornará o fluxo da fotografia holográfico. Ela pode ser remasterizada, mas a edição deforma os contornos e o fundo que irradia as cores assimiladas pela imensidão.
​A posição dos traços mescla teoria poética e crônicas da filosofia, permeando todas as possibilidades da arte em um estado divergente — o próximo passo nas profundezas das curvas da tela.
​A gravidade representada em composições abstratas dá à imaginação novas fronteiras e sentimentos.

"Ajudar da boca para fora é apenas uma forma sutil e egoísta de aliviar a própria consciência."

No solo sutil da tolerância,Toda colheita humana frutifica,Deixando para trás a velha infância,Na paz que o próprio bem multiplica.

O nacionalismo é uma forma sútil de violência: começa-se amando, com um olho fechado, a própria pátria, e termina-se desprezando, com ambos os olhos fechados, todas as outras.

Ela tem leveza de casa tipo chalé,
com sua organicidade intrínseca.
sutil como o vento, livre e mística.
Estruturada em madeira, natureza e vento,
sem artifício, puro sentimento
Ela trata a vulnerabilidade da simplicidade com delicadeza

Ela tem leveza de rede na varanda, com um vinho aberto sem pressa, tem cheiro de café quentinho
Sorriso igual chuva mansinha no telhado
Ela tem no abraço a sensação de MPB tocando na sala, onde o olhar repousa e o peito sossega,um espaço bom de viver.

Ela vestiu-se de poesia
e deparou-se
com a sútil elegância
que possuía na alma...


✍©️@MiriamDaCosta

A vida se revela no intervalo sutil
entre o pouso da abelha
em uma flor e outra...


colhe de uma,
oferece à outra,
e nesse ciclo de polinização ...


a natureza nos ensina
que a beleza e a força da vida
estão em dar, em receber
e em compartilhar...


✍©️@MiriamDaCosta

De repente, uma forma de dizer com os olhos, o que há muito tempo o coração esboça de forma sutil.

O TEMPO
O tempo é leve, sutil e enigmático. Vive numa dimensão onde não podemos mensurá-lo. Ele voa como os pássaros no céu, como o vento, o rio que corre para o mar, como a intensidade da vida. O tempo tem seu tempo e ninguém consegue segurá-lo. Ele escapa das nossas mãos e voa alto. Tão alto, que o pensamento não o alcança. Assim é a nossa vida, depende do tempo e da intensidade para nortear seu destino...

VENTO, HÁLITO DO INFINITO.


Vento sutil, que em lúcida alvorada,desces do azul em musical cicio,trazendo à gleba, em doce eflúvio, o frioda madrugada em luz acariciada.


És peregrino da amplidão sagrada,invisível arauto do estelífero vazio;percorres o universo, em vasto estio,qual prece errante à esfera iluminada.


Nas tuas asas, trêmulas de encanto,viaja o murmúrio do celeste cantoque embala a criação em harmonia;


e quando beijas a campina agreste,pareces transportar do reino celestea voz eterna da Sabedoria.

É bonita demais
A dádiva sutil, concebida
Ela, às vezes se achega
No mais cortante frio da madrugada
Aquela que traz a certeza
Adquirida no dizer das nuvens
Levemente sussurrado em meus ouvidos
Eu jamais precisei
Ser a mente mais brilhante
Basta-me a alma sensível
A paciência e o correr dos dias
Meus olhos de criança sabiam
Que vai-se a beleza da viçosa flor
Mas a lembrança
da alegria verdadeira
No momento em que foi ofertada
Se esta não permanece
Todo resto é dor guardada
Eu digo à poesia que a leve
no leve sussurrar do vento
Pois tudo não passa de momento
E a pressa de viver
A tudo inverte
Felicidade é uma flor
Que precisa ser regada
O ato de viver
É de fato interpretar o escrito
Em versos simples e bonitos
Na mais clara maneira
Com que a vida os compuser
As janelas do mundo
O tempo da tarde esquecida
Um corpo sem alma
É nada
A alma num copo
é vida.

Edson Ricardo Paiva.

No brilho dos olhos e no sorriso sutil, uma história se revela.

O Silêncio de Deus é a resposta sutil de que o Mestre está, nos bastidores do impossível, movendo peças que não cabem à nossa visão.

É um milagre sutil e constante saber que Deus nos segura justamente pelas rachaduras, pois é nesse lugar de quebra, dor e fragilidade máxima que o processo de reconstrução mais sublime se inicia. Em momentos de silêncio absoluto, onde desmoronamos e sentimos que ninguém percebe a nossa luta interna, a visão Dele permanece clara e atenta, sendo Ele a única força a nos levantar quando as nossas próprias reservas se esgotam. Fomos treinados na marra da vida, aprendendo na dor, crescendo na queda e amadurecendo no caos, e é essa experiência que hoje nos torna firmes e inabaláveis. Mesmo que por vezes falhemos com a fé, a graça Dele nos mantém e nos constrange para o crescimento, provando que a fé não falha, mas é a única corrente capaz de nos libertar das nossas prisões internas e devolver-nos ao eixo. Por isso, a cada renascimento e a cada cicatriz profunda, agradecemos, pois sabemos que a vida tirou o supérfluo para nos entregar o essencial, resiliência, coragem e a fé que ressuscita, fazendo-nos renascer onde outros desabam.

A sutil diferença entre ser uma pessoa verdadeiramente útil ou moldar-se para ser apenas uma imagem na retina é que o valor real permanece e edifica a vida, enquanto a mera pose o vento logo desfaz e termina.