Sutil

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Existe um ponto sutil na prática em que você começa a perceber que não é apenas o observador dos pensamentos, mas também aquilo que percebe o próprio ato de observar. Nesse momento, a dualidade entre “eu que observo” e “aquilo que é observado” começa a se dissolver, revelando uma consciência que não precisa de posição, esforço ou identidade para existir.

Há um ponto em que até mesmo a noção de presença se revela como um conceito sutil sustentado pela mente. Enquanto houver alguém tentando “estar presente”, ainda existe uma divisão silenciosa. O que se revela além disso não pode ser praticado nem mantido — é anterior a qualquer esforço, é aquilo que já é, antes mesmo da ideia de ser.

Mesmo a ideia de “consciência” pode se tornar um refúgio sutil, uma nova identidade mais refinada onde o ego se abriga. Quando isso é visto, até essa identificação começa a perder sustentação. O que resta não pode ser nomeado, não pode ser possuído, e justamente por isso não pode ser perdido.

VAZIO


Profundo e raso,
barulhento e silencioso,
sutil e inquietante,
cheio e vazio.


É imensurável a profundidade de nossos sentimentos
e como, às vezes, enxergamos nosso corpo como um recipiente
que guarda momentos, lembranças, histórias e, principalmente, sentimentos.


Sentimentos esses que, por vezes, nos calam, suprimem,
e de forma silenciosa nos consomem. como num vazio existencial
inquietante, inconstante e avassalador,
como se nos corroesse o coração.


Somos recipientes,
mas há dias em que estar cheio
é só mais uma forma de estar vazio.
Eu acredito que, ao doar nossos sentimentos,
conseguimos, enfim, nos encher e transbordar.


Talvez, não tenhamos sido criados apenas para conter,
mas para derramar.
Se doar como se, dessa maneira, pudéssemos nos sentir mais completos.
Talvez, precisemos tirar do nosso recipiente e colocar em outro,
para que, então, o vazio se transforme.


Não em ausência,
mas em sentido.

A autêntica sofisticação se manifesta de maneira sutil e simples, enquanto os exageros estão intimamente associados à falta de refinamento. Isso se aplica tanto ao tom de nossa fala quanto à nossa conduta em sociedade.

Ela vestiu-se de poesia
e deparou-se
com a sútil elegância
que possuía na alma...


✍©️@MiriamDaCosta

A vida se revela no intervalo sutil
entre o pouso da abelha
em uma flor e outra...


colhe de uma,
oferece à outra,
e nesse ciclo de polinização ...


a natureza nos ensina
que a beleza e a força da vida
estão em dar, em receber
e em compartilhar...


✍©️@MiriamDaCosta

Há uma diferença sutil entre se reconhecer… e se colocar como centro de tudo.
Nem tudo é sobre você — e, na verdade, quase nunca é.
Existe um certo ruído em quem presume demais,
como se qualquer palavra fosse um espelho obrigatório.
Mas a verdade é simples:
quem vive em paz não precisa se encaixar em narrativas que não lhe pertencem.
E quem se reconhece sem ser chamado… talvez esteja apenas confirmando aquilo que tenta negar.
No fim, não é sobre o que foi dito.
É sobre quem decidiu vestir a interpretação.

Uma vibração sutil percorreu seu corpo, como se o universo a reconhecesse. Era uma conexão antiga, profunda, que nenhum ser humano havia experimentado em eras.

⁠“Mesmo no abismo do medo, há uma luz sutil apontando o caminho. Mude o foco do olhar.”

A violência simbólica na academia é sutil: vai da simples nomeação pela figura de autoridade até o consenso imediato e óbvio de que você é apenas um técnico subalterno, auxiliar, nunca um pesquisador à altura ou de potencial equivalente. [...] Quem te intitula ferramenta, no mínimo, admite e treme ante o vislumbre da obra.

O humano programou a máquina, e agora é programado por ela em retorno sutil.

Assim como as palavras, o silêncio também se revela um sutil e eloquente instrumento de enganação.

A gentileza exala uma substância tão sutil que não encontra, por atalho algum, a ingratidão.

Alma que se expande
e no coração floresce
a sublime Bunga Raya
para que nada distraia
sutil revela seguir com
união a Rukun Negara
que cada pétala leva
e faz a vida renovada.


Tudo começa pela fé,
respeito com quem crê,
É Deus ou Deus sempre
com todos e com você.

Emaranhável e sutil para alcançar
os teus vezos e o entranhável,
Sem nenhuma vírgula para o desejo,
na adorável queda de arrebatamento
com aperreamento e o bel aprazimento.


Celebrante da querença e benquerença
sem retoque atualizo o romantismo
que dizem ser arcaico e enlevo ao passo
como quem luta sem lutar com igual
chama das lutas populares pelas ruas
se espalhar para cobrar-te sem cobrar
as prendas e os deleites de alta voltagem.


Alembrar e amiudar em estado de fascínio
absoluto o fascínio velado com sussurros,
no afã de sussurrar mormaços e fervuras
para plantar a cobiça, a languidez riscar
​- cuido dos detalhes para a gente desvairar.


Certa da tua rendição deliberada de que
há cair sem demora nos meus braços,
para entre os meus beijos receber
grumixamas e os espaços com a sua
doce insurgência amainada no meu colo,
ouvindo você declarar definitivamente
extasiado que está vivendo o seu sonho
mais amoroso dentro do possessivo território.

A caneta sutil em punho que
ergo tem a tinta da pacificação
que sempre carrego apontada
contrao Deus da Guerra na Terra,
O destino deste Hemisfério
nos pertence, e não ao Império.


O coração batendo descompassado
a mente segue rodopiando
por causa do destrutivo 3 janeiro,
Quero ter fé de que tudo termine
neste mês mesmo e seja passageiro.


Orquídeas espirituais elevo aos filhos
de Bolívar que foram tombados,
todos os dias recordo dois deles
pelas patas da águia arrancados,
e pelos seus seguem lamentados.


Deixo a minh'alma de rosa branca
de José Martí como oferenda floral
para os filhos dele que pela morte
foram também brutalmente tombados,
tudo isso poderia não ter acontecido,
se os males tivessem sido evitados.

No nosso estuário onírico
do diviníssimo e sutil enleio,
És tu o meu amado pleno
da profunda América do Sul.


És o Cisne-de-pescoço-preto
e portador do meu anseio
de ter o seu amor ainda
que embalado em segredo.


Com o teu cortejo discreto
finjo que não percebo
que está me derretendo.


A minha parte é deixar
que se encarregue da tua,
para que o amor se cumpra.

Em tempos de floração sutil
da Guararema do destino,
o teu cerco irresistível
tem sido o meu fascínio.


No hábito e no silêncio
contigo tenho tecido
tapeçarias para o paraíso
que temos construído.


Nas tuas luzes e sombras
em todas tenho afinco:
assumo que não te resisto.


O teu brio afiado e tranquilo
põem o meu peito rendido,
ocupas o meu ser com domínio.

De repente, uma forma de dizer com os olhos, o que há muito tempo o coração esboça de forma sutil.