Sustenta
O amor não se sustenta nem se eterniza só na calmaria, mas também na fidelidade nas tempestades.
Na saúde, na doença e na eterna gratidão por estarmos juntos.
Sem revolta, passamos o Natal no hospital.
Sabíamos — e seguimos sabendo — que o Grande Aniversariante veio pelos doentes.
Sem revolta, passamos o réveillon no hospital.
E hoje, sem revolta, passaremos também o nosso aniversário de casamento no hospital.
Porque sabemos que estar juntos não é circunstância — é aliança: na saúde e na doença.
Naquele que tem autoridade até sobre a tempestade, confiamos:
Ele jamais permitiria que a atravessássemos se não pudesse dominá-la.
Mas ainda assim, Pai Amado, humildemente Te suplico:
restaura a saúde da mulher da minha vida —
aquela que me deste por esposa.
Toca seu corpo com a Tua cura,
acalma sua alma com a Tua paz
e renova suas forças dia após dia.
Dá-nos vigor quando o cansaço insistir,
silêncio quando o medo tentar falar mais alto
e esperança quando os dias parecerem longos demais.
Sustenta-nos na travessia
e permite que, ao final dela, saiamos mais inteiros,
mais gratos
e ainda mais unidos em Ti.
Que o Pai Amado continue abençoando a nossa jornada!
A Ti, Pai, gratidão por mais um ano de casados!
Amém!
Os Opostos se atraem, mas o que sustenta as relações é o atrevimento respeitoso das Diferenças em flertar com as Semelhanças.
Há um fascínio inicial no contraste — como se o outro trouxesse respostas prontas para perguntas que ainda nem sequer sabíamos formular.
O que é distante intriga, o que é diferente seduz, e nesse jogo de espelhos invertidos, encontramos um entusiasmo quase ingênuo de descoberta.
Mas o tempo, esse artesão silencioso, vai revelando que o encanto não se mantém apenas na surpresa.
Ele precisa de algo mais sólido para não se deixar sufocar pela agridoce rotina.
É então que as diferenças deixam de ser espetáculo e passam a nos cobrar diálogo.
Não basta coexistir: é preciso traduzir-se.
O outro não é um território a ser conquistado, mas um universo a ser compreendido — e isso pede muita escuta, paciência e, sobretudo, muita humildade.
O verdadeiro encontro acontece quando ninguém precisa se diminuir a pretexto de caber no mundo do outro, mas ambos se permitem expandir.
As semelhanças, por sua vez, são o chão firme.
São elas que oferecem abrigo quando as divergências cansam.
São os pontos de repouso, onde reconhecemos algo familiar em meio ao desconhecido.
Não anulam as diferenças, mas criam pontes para que elas não se tornem abismos.
Sustentar uma relação, então, é uma arte bastante delicada: é ousar discordar sem ferir, é afirmar-se sem anular, é permitir que o outro exista em sua inteireza sem se sentir ameaçado com tão nobre atitude.
É compreender que amar não é encontrar alguém igual, nem alguém completamente oposto — mas alguém com quem seja possível negociar sentidos, reinventar caminhos e, principalmente, permanecer curioso.
Porque, no fim, o que mantém duas pessoas não é a ausência de conflitos, mas a coragem de transformá-los em conversa.
E talvez seja nesse atrevimento respeitoso — esse quase risco calculado de se expor e acolher — que mora a mais bela e verdadeira intimidade.
Amor de verdade não vive só de borboletas no estômago. Ele se sustenta no respeito, na confiança, na parceria, no diálogo e na reciprocidade. E, quando tudo isso existe, o amor cresce em nós de um jeito inesperado, como uma pequena semente que, sem avisar, cria raízes profundas e floresce onde o coração nem sabia que havia espaço. E então, já não é apenas amor: é aquele sentimento que cria morada e se torna impossível de arrancar.
O conhecimento científico só se sustenta quando confrontado com a realidade por meio da evidência empírica.
A democracia não se sustenta apenas pelo voto; sustenta-se também pelos limites impostos a quem recebe o poder.
Não importa o quanto pequeno você é ou o quanto grande pode ser, se o que nos sustenta não tem medida, não tem forma e não dá escolha. A gente sempre sofre pela mesma coisa, a gente sempre sofre por amor.
E sabe quando o que te sustenta é invisível aos olhos mas visível ao coração ??
Então, algumas pessoas desconhecem a força do amor. Ele sustenta os maiores edifícios, constrói as maiores moradas, ganha as maiores batalhas, e vence guerras destruidoras. Ele sustenta o mais alto, o mais pesado, o mais forte dos homens, dá forças aos mais fracos, alimenta os mais necessitados. O amor é mais forte que aço, mais brilhante e mais quente que o sol, o amor é TUDO.
ala-me do amor
Fala-me um pouco do amor
Do amor que transforma em canção
Que te sustenta e te põe à solidão
Amor que desperta no alvorecer
E que dele completamente te faz esquecer
Dele se faz triste o contente
E nele te apodera a alma carente
Faz de ti um sonhador
E te conduz na real certeza da dor
Quem pode, por favor, me falar do amor
Daquele me dizem com tanta alegria
Do favor que me inspira fantasia
Pois do que amor tenho sofrido
são noites frias que me tem trazido
E de tanto querer em ti estar
O clarão da noite tenho visto passar
O que posso dizer do amor apenas
Que dentro de mim dele sinto pena
O que do amor posso dizer que tudo já fiz
e nada mais posso fazer
Pois tudo que nele estava
Nada tenho pra mim o que dele sonhava
Nenhum relacionamento se sustenta sem companheirismo.
O companheirismo é a lealdade entre as pessoas que se dispõem a caminhar juntas com cumplicidade, lutando pelo mesmo propósito, com confiança, respeito e admiração. Porém, nos dias atuais, isso é cada vez mais raro. Numa época onde o individualismo predomina ser companheiro é uma qualidade que está cada vez mais incomum.
O companheirismo é conquistado por meio da maturidade. É isso que permite que se esteja junto sem querer dominar ou ter um poder sobre o outro, o que também possibilita um a ser diferente do outro e, apesar disso, aceitar e respeitar estas diferenças.
Quando as pessoas se conhecem e se respeitam, valorizam os pequenos gestos que demonstram que companheirismo é fazer parte do dia a dia.
A ausência de companheirismo desgasta a relação devido ao individualismo e ao egoísmo, que deixam pouco ou nada para ser resgatado, em caso de término. O amor sozinho não sustenta qualquer relação e não consegue resistir ao egoísmo, ao descaso diário e à frieza. A falta de companheirismo mata qualquer relação, principalmente a conjugal. Desde as pequenas coisas até as mais significativas vão se perdendo a partir do momento que alguém deixa de participar da vida do outro.
Não há fórmula para haver mais companheirismo entre as pessoas. Seria como dar uma receita de bolo, e quando falamos de relações isso não funciona. A verdade é que nos tornamos companheiros a partir do amor, e esse amor reforça o companheirismo.
