Sou um Distraido Quase Nato
"Queria que todos soubessem
o quanto eu ando mal.
A noite aperta o peito,
quase vou pro hospital.
Sofrimento que não tem fim,
angústia, culpa e tal.
Somente coisas da vida,
mereço tudo afinal."
Normose
Uma triste epidemia assola a humanidade,
sintomas claros, quase sempre ignorados,
produzindo indivíduos massificados,
destruindo toda e qualquer individualidade...
Um distúrbio coletivo de personalidade,
criando humanos cada vez mais alienados,
com estilos e pensamentos padronizados,
Impostos por nossa hipócrita sociedade...
Condenando-os a este mar de mediocridade,
onde impera uma absurda falta de criatividade,
aliada a medo, conformismo e incapacidade...
Eu... Tento preservar a minha integridade,
permanecendo fiel a minha própria identidade,
mas isso soa para a maioria como insanidade.
O que eu vou levar de 2014 pra 2015?
Levei a bagagem quase vazia, tudo o que eu deixei no ano interior consegui alcançar novos objetivos; as magoas foram substituídas em alegrias; nenhuma palavra de ofensas e criticas não me atacaram; os amigos, os falsos, amores e família, receberão meu cartão de "perdão".
Em 2015 continuarei os momentos para ser vividos, abraços apertados com cheiro de pele e alma, que as novas amizades sejam nova rotina.
Este ano me cativou novas experiencias e sabedorias, teve momento de tristeza ficará guardado dentro do meu coração. Uma garrafa de tequila para brindar e a certeza que irei buscar novos horizontes, com a saúde, energia e positividade.
Resultado professoral: você está ao meio que começou.
Meu Canto Profundo
O meu canto profundo
Canta um mundo
Quase perfeito,
Quase silencioso;
Um ciclo num ritmo melodioso,
Às vezes alegre,
Às vezes triste;
No sim,
No não,
Na construção
Fora do padrão,
Longe da mesmice;
Muito perto de mim,
Num ponto,
No centro,
Quase invisível,
Quase Infinito.
QUASE
Quase nada é esse vazio,
Esse fenecer, esse desfalecer,
Quase nada é esse Quasímodo
Emergindo do lago,
Qualquer que seja o motivo,
Quase, não chega a ser imperativo,
Quase não é um quasar,
Um buraco negro, um negro no buraco
Um jaguar, qualquer jacaré
Quase um beijo,
Não é uma história de amor ...
Um percevejo,
Quase que eu não percebo... quase.
Esse vazio é um cadafalso,
Quase um falso, em cada palavra
E a corda aperta o pescoço...
Até que eu flutuo
Insustentavelmente leve, quase brisa...
ESTIO
Curvo me sob a penumbra,
Tateando á luz da lamparina,
Este quase prazer literário
De ser só, este quase desejo de sofrer,
Confeccionando da tristeza a rima...
Meus desejos murmuram sob a tumba,
Jaz inerte e plácido no ataúde,
Um soneto lúgubre de agonia,
Morcegos a debater-se nesta treva,
A corroer o inimaginável rei das trovas...
Este desencanto com a vida,
Este dessentir-se extraordinário,
Este estio, árido, literário,
Que me faz ruir à cova...
Sad, sad, sad, sad, sad, sad, quase um anjo,
Chapa, chapada diamantina
Diamante rima com eternamente,
Meu olhar ausente, uma caverna
A guardar o sol e a dor eterna
Das luzes que na tarde
Arde a cair nos canyons;
Quase anjo, sad, sad, sad. sad, sad
Quem há de mudar o imutável
A não ser o tempo
O tempo de recolher as pedras,
De reconhecer as perdas
O tempo de colher as pedras preciosas
O tempo de descer a mina
De guardar o horizonte
Na silhueta feminina
A caçar mamutes como borboletas
Com a leveza e o romantismo de libélulas
A se espelhar no lago
Triste triste triste quase existe
A impossibilidade de poder
Buscar no tempo o olhar de ternura
No momento que por um instante de loucura
Aquele olhar me fez acreditar em anjos.
Eu sempre quis de ti o que era fugidia
O que era fugaz, o que era quase ou por um triz
A loucura da procura, a aventura da caça;
Eu sou um predador...
O difícil de querer me seduzia,
Mas quando eu via e pegava,
Desacelerava, morria o interesse da caçada;
O prazer se reduzia a quase nada...
Acho que amo os desencantos
Eu não queria ser assim...
Se algum dia eu sonhar com algo que não for poesia,
Se algum dia os desencantos não me encantarem,
Talvez eu esteja preso
Entre tuas pernas e os teus braços
No abraço do poema do prazer,
Como se a vida fosse alguns gemidos de paixão ou de amor
Mas a vida é uma selva e eu sou um predador
É quase ressonante sua alma debilitada, que revés sua vida, pormenor sua ossaria pútrida sob a terra traiçoeira do cemitério, diante de sua existência epíloga; acabada, e dizia sua lápide esquecida, aqui jaz sua expectação.
Minha flor Margarida
Hoje eu te vi minha flor mãe no meu quase sono.
Seus olhos marejados confessando pra mim
Que outra viagem faria
França era a nova moradia
Olhando sua face linda
Eu indignada perguntei
Porque choras minha linda?
Saudades de ti minha mãe
Saudades de ti minha flor
Saudades de ti minha mãe flor
Margarida!
A solidão dói.
No entanto, quando eu estava quase perdendo minhas forças, ouvia a respiração dos meus filhos, a risada contagiante, a fala inocente e a alegria presente.
Então, meu corpo reagia, o ar voltava, e, devagar, tudo se encaixava novamente.
Às vezes eu só preciso de um toque da sua voz. Às vezes necessito ser um pensamento seu. Mas quase sempre essa emoção corre em fio para o papel.
Perfil de um maquiavélico
Geralmente é irônico,
Quase tudo é ironia...
O sentimento que mais gira,
É a sátira, misturado a ira...
Trio perigoso: pensamentos, palavras e ações,
quase toda a humanidade estão
reféns de seus procedimentos.
Falam sem reflexão
e agem e reagem aos impulsos!
Neste fim de ANO
Pensei tanto em minhas RAÍZES,
Nas minhas ORIGENS,
Acho que quase todo ser HUMANO
Faz uma retrospectiva,
Revisando e buscando IMAGENS
Do que ficou pra trás sem ESTIMATIVA.
Mas, com certeza busco esperança,
Em bons pensamentos, em novos CÉUS,
Para que tudo que for bom PREVALEÇA.
Que vontade de sair,
Quero passear,
Meu direito de ir e vir,
Quase bloqueado, e essa vida de gado confinado está proibindo o APRECIAR,
o LASER e o DIVERTIR...
Quando as porteiras forem abertas,
tenho receio que alguém com o vírus mas mangas, que não teve tempo de desenvolver, vai infectar e passar o serviço pra outro e a morte continua...
