Sou porque tu Es Pablo Neruda
Errei várias vezes e ainda
Continuo errando mais
Você sabe que não sou perfeita
Mas ser tola já é demais
Se houvesse algum modo
De mudar o que sou
Eu mudaria, estou cansada
Não quero ser quem sou
Eu nunca acertei de primeira
Mas por algum motivo
Eu ainda tento me encaixar
Quase como branco no preto
Nunca serei boa o suficiente
Nunca farei as coisas certas
Nunca farei alguém sorrir
Nunca serei quem espera
Eu não me encaixo no padrão
Eu não pertenço a este lugar
Se é que alguém como eu
Teria um lugar para ficar
Apenas a confusão e o medo
As lágrimas como balas
Perfurando meu peito mas
Continuo viva com sofrimento
Sou o avesso da história, sou a roupa deixada de lado, sou o bordado em seus cabelos, uma paixão que arreda a cama, um louco perdido, no manicômio desse amor, para muitos disrítmico, para mim encantador...
Veja-me de várias formas, sou lagarta, mariposa sustentada pelo vento, esguelepado entre as flores, deitado de bruços sobre as pétalas de uma rosa. Sou o que queiras que eu sejas, serei tua cama, um abrigo descoberto, relido pelas estrelas, me banho nos lençóis de teu pranto, seremos amantes, um diamante, cobiço-a: Em vez por quando me rendo a teus desejos, porém custas falar de amor...
Agora sou eu que escolho, eu escolho deixar você partir, eu escolho não ter que toda vez quebrar pedaços de nós, escolho liberá-lo de forçar a ser o que você não é. Chega de fantasiar. Não vou mudar quem eu sou, mas também me nego a te mudar.
Eu sou o cara mais mal-humorado do mundo. Sou tímido, chato e ranzinza. Não gosto que me achem engraçado na rua. As pessoas olham para mim, começam a rir e eu fico furioso.
Eu fui, e sempre deixo de ser, sou essa metamorfose, sou incessante, sou como a água, sem gosto, sem cor, e sem forma própria, sou o começo o meio e o fim, sou o que quero ser, livre de dogmas e de outras coisas que só quem vive entre feras venera.
Hoje, muita coisa não me convém por isso eu sou assim o começo o meio e o fim.
Decocção de areia
Não sei o que sou, só sei quem sou
Pulo em um mar, navego
Seco o mar esta e dentro dele uma planta morta tem
Para o fundo da areia a planta vai
Aquece e se torna uma rocha
Que com o tempo se desgasta e vira pó
Em meio aos pós há um brilho
Se desfaz feito fogo ateado na folha
E o pó com um vento se desfaz como cinzas da folha
O mar seco com areia se torna rochoso
Tudo o que tinha de vivo morreu
No céu não tem nem azul nem nuvens
No céu que reflete o mar vejo meu reflexo
Em um piscar de olhos desapareceu, junto com o sol que se esfria e cai
Suas cinzas desaparecem nas rochas que já foram água
Já sei o que sou, não sei quem sou.
Da minha vida, sou o semeador...
eu planto as sementes,
eu rego, eu cultivo
e só colherei flores,
se souber cuidar.
Eu vejo a vida à distancia, correndo, com medo... Não sou um silvícola, um selvagem, nem tenho natureza bruta. Não sou um cientista besta diante de sua grandeza... Tenho medo do desconhecido, a face oculta do egoismo. São os mistérios que me envolvem, são infinitos, penso nisso, me fascinam... Quase sempre tento confundir a razão com esses meus dilemas..
Eu sou assim...
Carrego pesos que as pessoas não veem...
Luto em grandes guerras todos os dias. Na minha vida dificilmente conto minhas dificuldades pra alguém, pois quando estou triste, peço animo a Deus, quando estou sem forças é a Ele que peço ajuda para vencer e quando estou prestes a desistir de tudo, lembro que é Ele que me faz prosseguir.
Pois na vida todos tem lutas, aflições, batalhas enormes, mas, vale lembrar, que na vida de todos há um Deus capaz de fazer tudo por eles...
Se você confia no Senhor, entregue tudo que é seu nas mãos de Deus que o mais Ele fará!
