Sou muito mais eu
Eu sempre fiz tudo direito. Amei muito, me doei muito, ajudei muito mais cometi um erro eu não presto.
Vai entender os humanos.
Nos acasos dos meus sonhos, muito eu já vi. Uma visão mais cética não chegaria a acreditar que eu previ. Não sei se posso chamar de premonição, mas por vezes acordei de um sonho e senti que não era fruto da imaginação. Inspirado, talvez, tenha feito tudo aquilo tornar-se real. Em momento algum, porém, esqueci-me do sonho. O princípio de tudo, quando uma ideia passou a ser um ideal.
Eu ainda não conheci nem um ser humano
nesse mundo, que não ame a sua vaidade
muito mais que seu âmago profundo...
Minha mãe reclama que eu durmo muito...
Ela não sabe que sonhar me inspira mais do que qualquer outra coisa!
Não uso muito linguagem culta,
mas dela um tanto eu sei,
quero que seja mais popular
a inspiração que versei
Não serei poeta erudita,
poeta será que sou?
apenas a minh'alma grita
e rabiscar logo vou...
Às vezes, eu penso que quero,
Repasso...
Bem mais, muito mais, que demais
No passado...
Nos bancos da sala de aulas.
Na igreja, ou no carro,
Se macho ou fêmea,
Se branco, negro ou mulato.
De posse, ou sem sorte.
Se mora no gueto, na praça
Ou resort.
Está em cartaz!
No fardo dos imparciais
Sob o crivo do “coitado”
Que fere, não mede,
O quinhão dos iguais.
Estou vivo […]
E isto é essencial.
Mas muito mais importante
É que eu usufrua da vida.
Entre acertos e erros,
Sorrisos e lágrimas.
Sem medos das desilusões.
Só assim serei verdade.
E estarei convivendo em
Conformidade Com a minha consciência.
"Mergulhei em mim e descobri que posso fazer muito mais do que eu já fiz. Pelo menos por mim..."
☆ Haredita Angel
A menina com nome de Santa
Faz muito tempo, eu era um adolescente tímido e ela, a menina mais bonita do meu bairro.
Ela se destacava das outras meninas.
Não sei se pelo sorriso, ou pelos cabelos loiros e curtinhos, ou pelos olhos claros amendoados, ou pela voz pausada e descansada, ou pelo corpo escultural metido em shorts jeans, ou pelas pulseirinhas de pedrinhas nos braços e tornozelo...
Ou seria aquele jeito de não estar nem aí pra ninguém?
Não sei!
Ela era diferente!
Ela era interessante!
E eu era gamadinho nela!
-Mas coragem pra me declarar eu nunca tive.
E o tempo passou, minha família mudou de cidadee eu nunca mais a vi e nunca a esqueci!
-Essa menina com nome de Santa marcou a minha vida!
Haredita Angel
24.10.15
Eu não deixei ir porque eu não já a amava mais, eu deixei ela ir porque eu a amo, muito, não queria ver a tristeza no olhar se acontecesse mais uma briga, se eu não vencesse a guerra comigo mesmo, ela não acredita mais em mim, eu prefiro o ódio dela que é mais fácil camuflar a dor, do que lágrimas no seu rosto, eu ainda amo, mesmo de longe, mesmo ela não acreditando que foi amor e que ainda é amor, sempre vai ser.
Ninguém explica o que eu sinto, quando eu louvo a Deus de todo coração, é muito forte, é muito mais que uma emoção, é a presença de um Deus vivo e fiel, que realizar o que diz, um Deus que nos faz vencer e ser feliz.
Algo me diz que a busca
pelo teu amor fino
tem muito mais de espera
do que eu imagino,
Como Lua no teu Oriente
nestas noites longas
em preparação ando
vestindo-me de platina
e amorosamente latina;
Para que ninguém
tenha poder sobre nós,
para que estas almas
de chumbo
não nos alcancem:
Eu venho neste mundo
à beira do precipício
desenhando estrelas
com os meus poemas,
Com tremendo orgulho
místico protegendo
a existência do amor
romântico neste oceano
em brutal turbulência,
Que do apelo do mundo
dos corações não tem
dado trégua, clemência
e a resiliência,
Inconfidente insistente
pedindo às pessoas
que se tornem heroínas
deste século confuso
perseverando no amor,
Permaneço na trilha
para quando você vier
por si ou eu pelas
próprias pernas for
na hora certa de dar
uma chance plena ao amor.
Você disse que
quer me tocar,
e muito mais
do que deixar
você me tocar
o quê eu quero
mesmo de você
é ser seduzida,
e ser infinita
à te encorajar
a ter a dádiva
de viver comigo
um amor bonito.
Para o encanto
de amor embalar,
você há de fazer
o teu kanun
dos raios de luar
para unificar
os meus sonhos
mais provocativos
aos teus lascivos.
Eu me consinto
a nós e a tudo isso
pelo conjunto
da obra e por
ser quem você é,
e por possuirmos
inúmeros signos
que se harmonizam
como os exóticos
bouquets orientais
que fabricam
os incensos mais finos.
Neste destino a pé
iluminado pelos astros
e como quem entra
descalça num templo
haverei de te esperar
quando o Atlântico
você irá atravessar
por tudo o quê o amor
por nós haverá de falar.
O quê você quer
eu também quero,
por isso falo
da espera
que tem muito
mais a ver
com encontro
embalado bem
nas profundezas
dos nossos corações.
Se você me pede para deixar de fazer alguma coisa, e é muito mais fácil eu deixar de fazê - la, a você mudar de idéia, eu deixo de fazer. Se eu te peço para deixar de fazer alguma coisa, e você continua fazendo, eu deixo, você!
MochilAR
Eu amo o Brasil, eu amo o meu trabalho, e eu amo muito mais a minha família e meus amigos. Mas infelizmente eu vivo em um País no qual esse amor não é correspondido a contento em razão dos inúmeros problemas sociais, frutos principalmente de um câncer chamado corrupção, tão antigo quanto endêmico e letal.
E enquanto esse filme se repete a todo o tempo, independentemente de trocas de governos, legítimos ou não, nós brasileiros, embora “donos” de um dos mais belos países do mundo, morremos à míngua, por asfixia, todos os dias e noites, por falta de segurança, nas filas de hospitais públicos, de fome, de ignorância, e a cova para a nossa esperança também já nos espera.
Foi exatamente nesse ponto que a Europa entrou em minha vida.
Não, eu não gostaria de viver em outro país senão o Brasil, mas eu gostaria muito de viver em um país no qual, por exemplo, ricos, pobres, negros, homossexuais, mulheres e portadores de necessidade especiais compartilhassem o mesmo vagão de metrô, sem que isso fosse considerado anormal. E assim como cada conterrâneo meu tem a sua “válvula de escape” para continuar nesse relacionamento doentio, eu também encontrei a minha: Viajar, sobretudo para lugares nos quais eu respire sem a obrigação de carregar nas costas um balão de oxigênio.
Daí são vários meses de trabalho duro, inúmeros feriados não aproveitados junto à família e amigos para ir ali, a alguns milhares de quilômetros do Brasil, só para passar, a pé, em uma faixa de pedestre sem ter que apontar o dedo do meio ao motorista que não para, e ser mais mal educada que ele, só para ver pessoas com livros nas mãos em qualquer parte da cidade, nas praças, nos parques, nos ônibus, trens, só para pagar 30 euros, de avião, para ir de um continente a outro, só para me distanciar um pouco, por pouco tempo, de números tais como “cinquenta e oito vítimas de homicídio a cada oito horas no Brasil”, que para mim são mais que estatísticas, é oxigênio jogado fora do cilindro. E quando ele está vazio, eu tenho mesmo que viajar para reabastecê-lo.
Não, a Europa não é um paraíso. Também tem inúmeros problemas sociais, tais como desemprego, mendigos, em alguns lugares, xenofobia, em outros, ainda homofobia, mas, por enquanto e enquanto um político brasileiro, nos moldes como são sempre os nossos, for impedido de ter acesso e meter a mão ao quinhão que não lhe compete por lá, será possível caminhar pela Europa, a pé, com uma mochila nas costas, e não com um cilindro de oxigênio, vazio.
Todas as boas pessoas estão partindo muito rápido e já não tenho mais lágrimas pra chorar. Eu já não consigo sentir o luto pelas boas pessoas porque derramei todas pelas últimas, até que entendi realmente, e já não consigo diante disso mais me surpreender. A verdade, é que os bons são eternos! E a partida já é um descanso, um alívio entre um eterno dormir!
A escuridão não é a ausência de luz. É algo muito mais complexo. Eu já estive lá várias vezes, aliás, ela, de vez em
quando, vem ao meu encontro. Mas, mesmo nas sombras, eu sei que Deus está sempre comigo, nunca me
desamparou. Mesmo na escuridão completa, segura a minha mão e me mostra o caminho. A ausência física de claridade simboliza apenas a fração visível do que sinto, há uma densidade sombria que engole sentido e esperança. Porém, a percepção de uma presença divina me faz acreditar que existe, mesmo no ponto mais escuro, uma mão invisível capaz de me guiar quando minhas forças falham.
