Sou Igual a minha Irma
Todos os dias te chamo
envolta no negrume
desta minha alma vazia.
Todos os dias emudecem gritos
na garganta
paridos nesta agonia
de viver sem saber para quê!
Ninguém sabe
de que néctar nos lambuzámos,
de que luz nos incendiámos
na lânguida tela, primordial e eterna
inebriada de papoilas
e trigo por ceifar.
Ninguém soube,
nem eu sequer
o quanto te amei.
Todos os dias te chamo
e tu vens afoito, sorridente
comemorar comigo Vida
ao entardecer na tapada.
E com amoras nos olhos
samambaias no rosto
adormeces-me neste exílio
de terra fecundada
onde me dou por inteira,
sangue, pele, artérias
indignação
e coisa nenhuma.
Todos os dias me adormeces
num beijo de colibri
para que esta dor imensa
renasça flor.
"Quando eu era pequena e a tarde caía, minha mãe costumava dizer: Entra, que vai chover...,
Não era chuva, era aconchêgo de mãe".
(Denise Lessa)
Minha dança é um poema sagrado em que cada movimento é uma palavra e cuja palavra é sublinhada pela música. O templo em que danço posso ser vago ou fielmente reproduzido, pois eu sou o templo.
#ESTRANGEIRO
Por mais que ande...
Não sei para onde sigo...
Minha vida vivo...
Em ouro e em vincos...
Deito-me e brinco...
Passo entre visões de cadafalsos...
De zombarias ouvidas à madrugada...
Injúrias relacionadas...
Almas tardas...
Almas abastadas...
Confidenciam-me às estrelas...
Por mim, são amadas...
Companheiras...
Em solitária jornada...
Meu jardim há flores no ar...
Que dancam ao léu nas brisas sob o luar...
Desfazendo no sereno...
Antes do arrebol chegar...
E vou cambaleando...
Expiando crimes que não cometi em tempos dantes...
Os esqueço...
Não os levo comigo...
Sigo adiante...
Haverá outra fortuna a minha espera?
Ou quem sabe um purgatório se revelará?
Tenho a impressão de ter apenas uma direção a seguir...
Sempre à frente...
Sem o mal fazer-se presente...
E eu o sentir...
Ver a vida passar às vezes faz-me tédio...
Anseio a um lugar que me abrigue do meu frio...
Apenas peço...
Sem dobrar os joelhos...
Nada sei...
Nem para onde irei...
Restará apenas o desterro?
Hoje, afinal, não sou senão daqui...
Muito embora não me entendas...
Sou na vida passageiro...
De mim mesmo...
Um estrangeiro...
Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
Meu caro e nobre homem, eu quero ter lobos à minha volta, pois a coragem engrandece, cria e mata todos que forem contra a maré.
Se ir com a maré é o que o navegante deve fazer: Que eu seja o pirata; um navegante digno de minha própria tripulação.
A Injustiça é dissidente à minha pessoa, mas coexiste a própria e injusta. Minha alma está viva e fluente tão qual meu coração está morto e indo na maré, afundando, afundando.
Será que um dia serei bom suficiente para alguém? Não sei, até eu descobrir ficarei na minha mais profunda tristeza.
Minha Pétala
Pétala suave que o vento leva.
O teu perfume se espalha e
lentamente em minhas mãos cai.
Pego-te com todo cuidado,
não quero que te desfaças, como
em tempos atrás.
Quero guardar-te só para mim,
não no meio de algum livro ,
mas dentro do meu coração.
Quero sempre ,escutar dele as
batidas, que de ti falam e muito,
és o alento que o meu coração quer ter.
Minha pétala, permite que eu te tenha ,
não deixes mais que o vento te leve,
promete que ao meu lado ficas.
Se o meu sonho constante.se a minha
dama e senhora.
Se presente por toda a minha vida.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
nos piores momentos da minha vida meu único companheiro foi o sorriso
Quem diria, salvo por um sentimento tão individual.
Você é minha dor no amar.
Minha tristeza
no sorriso educado.
Minha insônia em noites
incontáveis.
Culpado por cada gota que me
tira a lucidez.
E também o motivo de eu querer
continuar respirando.
Contraditório amor.
Meu Bondoso Deus, com Muita Humildade te Peço Aumenta Minha Fé,
e
Traz Alegria e Paz para o Meu Coração.
Solidão Aristotélica
Armei minha solidão
Pra me defender
Do pecado da existência
Sem suprimentos
Matei-me com um sorriso
Morto pendurado de esperança
Fui acusado de ilusão
Meu Paradoxismo
Era muito radical
No final do meu surto
Ninguém sabia dizer
Se fui bom, ou era mau
O dinheiro não traz para mim confiança, mas a minha confiança está no poder de Deus para fazer a obra que ELE me confiou.
ENTRELINHAS
Se o ledor pudesse ler as entrelinhas da poesia
Minha, que cada surpresa do fado me reservou
Entenderia os suspiros, a dor e toda a antinomia
Dos versos agridoces, que no meu versar chorou
A desdita está em cada poética, tanta a agonia
Imbuídas naqueles perdidos sonhos que sonhou
Cada desejo, num gesto que não era de alegria
E sim, apertos no peito, que o causar idealizou
Poeto sentimento, o sentimento inteiramente
E nunca indiferente, e tão pouco eternamente
Devaneio, amo, idealizo, busco ir sempre além...
Porém, do calvário não se pode ficar sem nada
Cada qual com seu traçado e com a sua estrada
Tudo passa! E do destino aquele servo e refém!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
04 agosto, 2022, 20’22’ – Araguari, MG
Um pedacinho de amor passou por minha vida. Era peludo e tinha quatro patas.
Um pedacinho de amor passou por minha vida e me ensinou mais sobre amor do que eu poderia imaginar.
Um pedacinho de amor passou por minha vida. Passou mas levou um pouco do meu amor com ele.
Pois amor é algo que cresce à medida que compartilhamos.
Levou amor, mas deixou em dobro.
Deixará saudade, mas também deixou sorriso.
Sentirei falta, mas também sentirei que fui privilegiado.
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