Sou a Loucura e a Sanidade
LATENTE LOUCURA
Ferem-me os sentidos
Revividos num instante
De sanidade latente
Acabrunhada...
Doce loucura
Que me priva do verossímil
Conduzindo mi'alma
Sem amarras ou grades
Viajante espectro
Livre de acepção
Mergulhando em rios
Correndo pros mares
A culpa destoa
Da santa loucura
Quando emerge do nada
A mais (ainda) louca sanidade
Ferrolhos trancafiados
Pesando na alma
Aflita que vaga
Encarcerada no corpo
Sou meio e tudo
De um inteiro partido
Na luta perdida
Do certo e o errado
Vago na minha sanidade
Contida em meus desejos
Enquanto na minha loucura
Vivo o meu bem querer
(Nane-16/05/2015)
Primeiro Réquiem
Só a loucura faz sentido
Só ela serve de abrigo
Deixe a sanidade em seu jazigo
E o bom senso perdido
Olhe meu amigo
Um mundo distorcido
Seja bem vindo
E venha comigo
De valores invertido
Há de ficar enrubescido
Com o que digo
Palavras em castigo
Fique de orgulho ferido
E ache o próximo artigo
Criticas minha loucura, quando não compactuo com tua sanidade. Chata é a prisão de tua monotonia, já minha loucura é liberdade!
"Há um excesso de sanidade na insanidade de cada pessoa tida como louca.
Loucura é quando a sanidade resolve extravasar."
Prefiro viver na loucura, do que viver na sanidade.
O mundo dos loucos nada mais é do que a realidade de não deixar a vida passar em vão.
Seja capaz de ser feliz, não deixe que os outros atrapalhem o que é de mais valor (A felicidade).
Prefiro o sabor da agonia do que o sabor da angustia de mais um dia sem ter proveito.
Prefiro o cheiro do orvalho do que o cheiro do normal.
Prefiro ser apenas mais um bobo e feliz do que ser mais um na sociedade, ser mais uma pessoa séria e infeliz.
Prefiro ser apenas a pessoa que sou, uma perfeita estranha e “maluca”, com meus defeitos e manias, do que ser apenas mais Um, nessa sociedade louca que por preceitos finge ser normal.
Não tenho obrigação com a loucura, nem com a sanidade. O que me define é saber quem sou e viver do que essa pessoa - que sou eu - acredita!
Ninguém é totalmente imune
à própria loucura
e quem o diz se engana,
posto que a pseudo sanidade
é vaidade profana que corrompe,
mas a demência revela
o prazer de viver até
os últimos instantes de cada idade.
Entre a sanidade e a loucura
É difícil delimitar o lugar onde começa a tua liberdade de calar e a minha de aceitar o teu silêncio. Não é fácil fazer com que você enxergue a tênue linha que divide o meu respeito pelo teu momento e o meu "tô nem aí", o "tanto faz" e, isso me angustia.
Qual foi o instante em que essa letargia ultrapassou tuas barreiras de defesa e como nuvem de fuligem impregnou os meus sentidos fazendo de mim tua aliada?
Quando o tic tac do relógio anunciará que sua vida voltará a fazer parte da minha? Diz-me, por favor, quando?
Qual o momento de estender-te a mão ou continuar permitindo me manter cúmplice das tuas loucuras?
Que hora é essa meu Deus que o eco do teu grito mudo alcançará a frequência do meu sentir como um pedido de socorro? Que hora é essa?
Qual o momento exato nesse espetáculo circense da vida, onde fazemos malabarismos diários sem rede de proteção que o teu salto ainda alcançará as minhas mãos?
