Sons do Silêncio
Quando foi a última vez?
Quando foi a última vez que escutou o silêncio,
Ou o barulho de tudo, em seu violento desalinho?
As gotas da chuva, em cadência, no chão em relento,
E você, na pressa, perdeu-se do caminho.
Quando foi a última vez que encarou o mar,
Sem pensar, apenas vendo a imensidão engolir o céu?
Onda após onda, o mundo a sussurrar,
E você, vazio, preso ao próprio réu.
Quando foi a última vez que olhou as estrelas no manto,
Sentiu o frio cortante da verdade infinita?
A Lua, em seu brilho, despiu seu encanto,
E você, esquecido, sob a noite maldita.
E a última vez que de uma árvore colheu,
Saboreando o fruto, sentindo sua seiva correr?
Ou passou sem notar, sem saber o que perdeu,
Correndo da vida, deixando-a escorrer?
Quando foi a última vez que realmente viveu,
Sentiu o pulsar, o ardor em cada veia?
Ou será que, sem perceber, já morreu,
Na correria insana, sem lutar por uma ideia?
Feche os olhos, deixe o desconforto invadir,
Permita que o silêncio, com fúria, te abrace.
Quando foi a última vez que parou de fugir?
Ou será que nunca... Vai deixar que a vida o ultrapasse?
Pra minha amada Cris ❤️
—
No silêncio absoluto
Quando tudo cala eu escuto
Cada batida do seu coração
Tão ligado ao meu numa conexão
—
Eu fecho os olhos vejo seu olhar
O seu sorriso ao se aproximar
Ah se eu pudesse congelar o tempo
Eu voltaria ali, naquele momento
—
Tão lindo te ver chegar
O seu sorriso é uma pintura de Renoir
E no teu abraço me sinto desacelerar
Porque é exatamente onde eu quero estar
—
O tempo, imparável, vai passar
E o vento forte, vez ou outra, pode soprar
Mas, nada vai escurecer
Essa luz que me ilumina
E que faz meu coração aquecer
É uma luz que só brilha porque ela reflete você
A sinfonia do silêncio é o privilégio cântico daqueles que escutam os fortes batuques de seu coração orquestrados pela natureza de sua alma.
São nos pequenos detalhes do dia, que Deus nos revela Seu imenso amor. Escute o silêncio, sinta o vento e deixe a paz divina aquecer sua alma.
Se a voz insiste em nos chamar,
será loucura ou um aviso a se escutar?
No silêncio da noite, ela vem sussurrar,
entre o medo e o mistério a nos rodear.
Se não sou eu e nem é você,
quem nos chama sem a gente querer?
No portão ou no quarto escuro,
o som ecoa como um presságio puro.
Ignorar ou tentar entender?
Se afastar ou deixar acontecer?
Entre o real e o desconhecido,
a voz segue, num chamado infinito.
INSÔNIA
Em uma noite
Onde todos dormem
Eu luto pelo sono
E de fundo escuto
O silencio reclamar
Sobre o bater dos relógios
Insônia bate a porta
E me faz companhia
E lá fora ventania
desabafo com agonia
A ti Insônia, onde só os mais
Pensantes se revela?
Diante a noite a quem acenda vela?
Ignoro tais perguntas e retorno
A tentaviva de dormir, tic tac ( o silêncio sussura
Reclamaçãoes ao bater dos relógios) tic tac
-Bruno
Escute mais a sua intuição e menos o seu ego
No silêncio das escolhas diárias, há duas vozes que disputam espaço em nossas decisões: a intuição, que sussurra baixinho, e o ego, que grita alto. Enquanto a intuição é aquela amiga sábia que conhece o caminho antes mesmo de vê-lo, o ego é como um alto-falante, sempre cheio de razão e vaidade, sedento por aplausos e vitórias.
Quantas vezes, diante de um dilema, sentimos aquele “algo” dentro de nós dizendo o que fazer, mas escolhemos ignorá-lo? Seguimos pela rota mais enfeitada, mais aplaudida, mas nem sempre a mais verdadeira. O ego, em sua ânsia de se exibir, nos convence de que a validação externa vale mais que a paz interna.
A intuição, ao contrário, não se importa com os holofotes. Ela só quer nos conduzir para o que realmente importa, para aquilo que está alinhado com a nossa essência. Não é um pressentimento aleatório; é a nossa experiência silenciosa acumulada ao longo da vida, somada à sabedoria de um coração atento.
Quando ouvimos o ego, o resultado é um cansaço que parece não ter fim. Ficamos exaustos ao carregar máscaras, ao buscar ser quem não somos, ao viver de aparências. Já quando escutamos a intuição, a sensação é outra: leveza, certeza, mesmo que o caminho pareça difícil. Ela nos conecta ao que nos faz vibrar, ao que nos faz sentir vivos.
O desafio está em aprender a calar o ego para ouvir a intuição. Isso exige coragem, porque ela nem sempre nos leva por onde todos vão. Muitas vezes, nos desafia a romper padrões, a dizer “não” quando o mundo espera um “sim”, ou a dar um salto sem garantias aparentes.
Mas vale a pena. Vale muito a pena. Porque a intuição é nossa verdade, enquanto o ego é só o eco do que os outros esperam de nós.
No final das contas, a escolha é sempre nossa: queremos ser autênticos ou aplaudidos? Corajosos ou conformados? Siga a voz que te leva para mais perto de quem você é, e não de quem o mundo espera que você seja.
✍🏼Sibéle Cristina Garcia
A mente hiperconectada esqueceu como se escuta. O silêncio virou luxo — e a presença, um ato de coragem.
Reflexões do livro Pega Leve — porque saber desacelerar, às vezes, é um ato de coragem.
Perdoe-se por não ter escutado a sua essência, aquela voz interior que no silêncio perscruta sua alma, que sussurra no seu âmago, te trazendo resoluções importantes para pequenas ou grandes mudanças em sua vida e quegritavam por acontecer, mas que não foram providenciadas, sequer feitas.
Soraya Rodrigues de Aragão
"O silêncio muitas vezes é necessário para você escutar melhor as melhores respostas e tomar as decisões mais assertivas. Não duvide, essas respostas estão sempre dentro de você."
A madrugada grita meu nome em silêncio. Quem sou eu para não escutá-la? Fecho os olhos para escutar melhor cada vazio que ela diz... respondo sendo recíproca: silêncio.
Sinto falta do silêncio...sinto falta de conseguir me escutar! Tem horas que sinto vontade de me fechar dentro de mim mesma pra tentar ouvir o que a minha alma tem pra me dizer...
Ando farta de palavras desnecessárias, barulho demais me confunde, me desconecta e me deixa aborrecida...quando, o que eu mais preciso, é ouvir o silêncio e nele tentar decifrar a mim mesma.
