Sons do Silêncio
Escuta-me em silêncio...
E Saberás quem sou...
Pela minha altivez e imponência...
Pela minha grandeza sonora, e pelo meu barulho embatendo-me nas pedras (rochas)quebrando-me...
Deslumbrar-te-as ver-me elevar bem alto, para depois recuar e ganhar impulso renovando-me, reconstruindo meu formato ondulado e recomeçando minha ritmica...
Sou uma mágica fantástica de se ver, enquanto se sente o meu cheiro a maresia e escuta-se uma autêntica sinfonia poética do meu cantar que è capaz de acalmar qualquer coracao...
- Quando te encontrares longe e não me alcancares(Mar), não te intresteças pois poderas levar uma concha ao ouvido que estarei la para te cantar...
Estou certo que a minha beleza(Mar)è digna de encantas e paixoes ...
Se aqui sentares e me contemplares (Mar)prometo-te que o teu viver ficará nesta pedra, porque perder-te-as para sempre aos meus encantos ...
- Quando te ausentares em algum momento, não perguntarei se voltas, porque sei que a tua resposta será sempre a mesma: Só aceito voltar para um lugar em que o único barulho seja o do Mar...
Nunca te esqueças que o ritual de salgar os pés adoça a alma...
Não ouça nada na confusão e barulho dos tolos!
Escute seu coração na confusão
do seu silêncio.
Namastê!
Silêncio.
Quero ouvir. Só oiço o que está aqui fora
Por dentro nada.
Escuto atentamente.
Respiro. Respiro novamente com consciência do que estou a fazer.
E volto a escutar.
Sondo: varro tudo dentro de mim.
Nada.
Tudo sereno. Só tenho percepção do movimento do tórax: dilata, expande, e colapsa controladamente.
Fecho os olhos para melhor sondar.
E ponho-me novamente à escuta.
Espero.
Só a presença do nada aflora.
Fico na presença.
E escuto então: vem de dentro, das paredes interiores, a vontade de partilhar. Porque partilhar também é ser. Ser no mundo.
O mundo dentro de mim.
O ser que sou na presença desse mundo.
Só sou eu a ser presença.
A vontade de ir regressou até às suas origens.
E eu escuto novamente a presença desse nada.
Nenhum verbo serve.
Nenhuma acção...
A presença não é. Está!
Estar é consciência das paredes de onde nasce a origem.
Escuto novamente. O peito dilata, expande, retém. Para colapsar, de seguida, controladamente.
O que saiu, escapou. Existiu!
Diante de tantos barulhos e ruídos da vida moderna. Pratique o silêncio e escute a sua voz interior.
Você até pode escutar todos, mas nem todos irão te escutar. As vezes permanecer em silêncio não é ser forte ou egoísta, é necessário.
Quando foi a última vez?
Quando foi a última vez que escutou o silêncio,
Ou o barulho de tudo, em seu violento desalinho?
As gotas da chuva, em cadência, no chão em relento,
E você, na pressa, perdeu-se do caminho.
Quando foi a última vez que encarou o mar,
Sem pensar, apenas vendo a imensidão engolir o céu?
Onda após onda, o mundo a sussurrar,
E você, vazio, preso ao próprio réu.
Quando foi a última vez que olhou as estrelas no manto,
Sentiu o frio cortante da verdade infinita?
A Lua, em seu brilho, despiu seu encanto,
E você, esquecido, sob a noite maldita.
E a última vez que de uma árvore colheu,
Saboreando o fruto, sentindo sua seiva correr?
Ou passou sem notar, sem saber o que perdeu,
Correndo da vida, deixando-a escorrer?
Quando foi a última vez que realmente viveu,
Sentiu o pulsar, o ardor em cada veia?
Ou será que, sem perceber, já morreu,
Na correria insana, sem lutar por uma ideia?
Feche os olhos, deixe o desconforto invadir,
Permita que o silêncio, com fúria, te abrace.
Quando foi a última vez que parou de fugir?
Ou será que nunca... Vai deixar que a vida o ultrapasse?
Pra minha amada Cris ❤️
—
No silêncio absoluto
Quando tudo cala eu escuto
Cada batida do seu coração
Tão ligado ao meu numa conexão
—
Eu fecho os olhos vejo seu olhar
O seu sorriso ao se aproximar
Ah se eu pudesse congelar o tempo
Eu voltaria ali, naquele momento
—
Tão lindo te ver chegar
O seu sorriso é uma pintura de Renoir
E no teu abraço me sinto desacelerar
Porque é exatamente onde eu quero estar
—
O tempo, imparável, vai passar
E o vento forte, vez ou outra, pode soprar
Mas, nada vai escurecer
Essa luz que me ilumina
E que faz meu coração aquecer
É uma luz que só brilha porque ela reflete você
A sinfonia do silêncio é o privilégio cântico daqueles que escutam os fortes batuques de seu coração orquestrados pela natureza de sua alma.
São nos pequenos detalhes do dia, que Deus nos revela Seu imenso amor. Escute o silêncio, sinta o vento e deixe a paz divina aquecer sua alma.
Se a voz insiste em nos chamar,
será loucura ou um aviso a se escutar?
No silêncio da noite, ela vem sussurrar,
entre o medo e o mistério a nos rodear.
Se não sou eu e nem é você,
quem nos chama sem a gente querer?
No portão ou no quarto escuro,
o som ecoa como um presságio puro.
Ignorar ou tentar entender?
Se afastar ou deixar acontecer?
Entre o real e o desconhecido,
a voz segue, num chamado infinito.
INSÔNIA
Em uma noite
Onde todos dormem
Eu luto pelo sono
E de fundo escuto
O silencio reclamar
Sobre o bater dos relógios
Insônia bate a porta
E me faz companhia
E lá fora ventania
desabafo com agonia
A ti Insônia, onde só os mais
Pensantes se revela?
Diante a noite a quem acenda vela?
Ignoro tais perguntas e retorno
A tentaviva de dormir, tic tac ( o silêncio sussura
Reclamaçãoes ao bater dos relógios) tic tac
-Bruno
Escute mais a sua intuição e menos o seu ego
No silêncio das escolhas diárias, há duas vozes que disputam espaço em nossas decisões: a intuição, que sussurra baixinho, e o ego, que grita alto. Enquanto a intuição é aquela amiga sábia que conhece o caminho antes mesmo de vê-lo, o ego é como um alto-falante, sempre cheio de razão e vaidade, sedento por aplausos e vitórias.
Quantas vezes, diante de um dilema, sentimos aquele “algo” dentro de nós dizendo o que fazer, mas escolhemos ignorá-lo? Seguimos pela rota mais enfeitada, mais aplaudida, mas nem sempre a mais verdadeira. O ego, em sua ânsia de se exibir, nos convence de que a validação externa vale mais que a paz interna.
A intuição, ao contrário, não se importa com os holofotes. Ela só quer nos conduzir para o que realmente importa, para aquilo que está alinhado com a nossa essência. Não é um pressentimento aleatório; é a nossa experiência silenciosa acumulada ao longo da vida, somada à sabedoria de um coração atento.
Quando ouvimos o ego, o resultado é um cansaço que parece não ter fim. Ficamos exaustos ao carregar máscaras, ao buscar ser quem não somos, ao viver de aparências. Já quando escutamos a intuição, a sensação é outra: leveza, certeza, mesmo que o caminho pareça difícil. Ela nos conecta ao que nos faz vibrar, ao que nos faz sentir vivos.
O desafio está em aprender a calar o ego para ouvir a intuição. Isso exige coragem, porque ela nem sempre nos leva por onde todos vão. Muitas vezes, nos desafia a romper padrões, a dizer “não” quando o mundo espera um “sim”, ou a dar um salto sem garantias aparentes.
Mas vale a pena. Vale muito a pena. Porque a intuição é nossa verdade, enquanto o ego é só o eco do que os outros esperam de nós.
No final das contas, a escolha é sempre nossa: queremos ser autênticos ou aplaudidos? Corajosos ou conformados? Siga a voz que te leva para mais perto de quem você é, e não de quem o mundo espera que você seja.
✍🏼Sibéle Cristina Garcia
