Sonho texto
Instantâneo
o mar adormece
e as gaivotas vão planando…
o sonho acontece
e a vida vai-nos chamando
para a derradeira prece
que o silêncio vai rezando.
enquanto a brisa arrefece
o mar realmente adormece
com gaivotas a planar…
e no sonho que acontece
o silêncio é uma prece
que nos parece chamar…
O Sonho e a Esperança
Sonhar é viver!
Viver dentro de um mundo que pode ser real.
Os sonhos alimentam a esperança e esta nos faz crer que um novo amanhecer está por vir.
Noites tempestuosas chegam e tentam sufocar essa esperança e assim eliminar a concretização desses sonhos.
O tempo passa, o dia amanhece e muito acima das obscuras nuvens está o sol radiante, pronto para atingir seu objetivo final: fazer com que seus raios flamejantes transpassem e dissipem todo mal que há nesse embaraço.
Ismael Miranda
Um sonho aleatório!
Em um bairro tranquilo e arborizado, onde as casas se alinhavam harmoniosamente em um condomínio fechado, vivia um comunicador popular chamado Mykesio. Sua rotina pacata era interrompida por um sonho intrigante que o transportava para uma realidade paralela, repleta de mistérios e encontros inesperados.
Em um dos sonhos, Mykesio se via diante de um campo de futebol, cenário onde uma tragédia se desenrolava diante de seus olhos. Um jovem atirava em outro rapaz, desencadeando uma série de eventos que o levavam a se envolver em uma trama surreal.
Ao tentar escapar da violência presenciada, ele se via em meio a um grupo de jovens desconhecidos, que, curiosamente, despertavam nele um sentimento de familiaridade instantânea.
Entre conversas sobre trabalho e afinidades inesperadas, Mykesio se via imerso em um ambiente exótico e misterioso.
Um senhor africano, com gestos e palavras incompreensíveis, oferecia-lhe presentes simbólicos, desafiando-o a decifrar seus significados ocultos. A troca de olhares entre ambos transmitia mensagens silenciosas, evocando um senso de conexão além das palavras.
A dualidade entre o familiar e o desconhecido permeava o sonho de Mykesio, levando-o a questionar os limites da realidade e da imaginação.
Enquanto o senhor africano parecia tentar transmitir-lhe uma mensagem enigmática, Mykesio se via dividido entre a vontade de explorar aquele universo onírico e o impulso de despertar para a sua vida cotidiana.
Ao final do sonho, com o olhar fixo no senhor africano e seu gesto de negação silenciosa, Mykesio despertava para a sua própria realidade, levando consigo as lembranças e os mistérios daquela experiência única.
O encontro com o desconhecido havia deixado em seu coração uma semente de curiosidade e reflexão, ecoando além dos limites do sonho e da vigília.
Já pensei várias vezes, quando esse pesadelo vai acabar? Às vezes parece um sonho distante. Às vezes a desesperança tenta fazer morada no peito. A vida já é tão corrida, sofrida, doída, apertada, ou tantos outros adjetivos que representam outras pessoas que nem cabem neste post, aí vem uma pandemia e torna as coisas ainda mais complicadas para muitos, além do medo de perder alguém que nos é caro, como tantos perderam. Há quem se cuide, há quem não ligue... Seguimos neste fogo cruzado, lutando diariamente e nos cuidamos como podemos. É cansativo, bem sei. Mas sem fé não passaremos. Sem fé, as coisas realmente se mostrarão insuportáveis. Precisamos crer. Vai passar. Vamos vencer. A vida vai seguir seu fluxo. Vamos continuar fazendo nossa parte e orar pelos que não fazem.
Desejo para todos nós fé, cura, vitórias e a luz de Deus cobrindo cada mente, cada coração e cada lar, segurando a mão da desesperança e transmutando-a em certezas. Pela fé, venceremos.
[O que esse sonho significa
pra mim]
Preciso encontrar uma mulher
com o coração livre
Alguém que me ajude a procurar o
sonho que eu tive,
E quando eu encontrá-la, eu vou
poder descobrir
O que esse sonho significa pra mim,
Pede para as tuas amigas
irem embora
Aproveita e pendura uma placa lá na
porta "não perturbe"
Desliga o telefone, deixa esse
livro aí fora
E não se esqueça de apagar as luzes,
Porque é hora de fazer amor, querida,
Não posso mais ficar nessa espera,
Só tenho uma coisa em mente,
vem aqui
Eu te seguro em meus braços, e tu
me segura também,
Tudo vai bem essa noite, vamos
ficar assim
Nos amando e nos tratando bem,
Preciso encontrar uma mulher
com o coração livre
Alguém que me ajude a procurar o
sonho que eu tive,
E quando eu encontrá-la, eu vou
poder descobrir
O que esse sonho significa pra mim,
_______Te amo___
❤🌹
Sim.
Morrer em vida...
Tu e eu tínhamos um sonho!
Encontrar um lugar
Onde nos pudéssemos esconder e amar
Porque fomos feitos um para o outro
Como a noite para o escorpião!
Mas dizem astros que não!
Que não haverá aqui ou acolá
Nem um qualquer lugar...
Morrer castigado em vida ou viver errado,
Qual o maior fardo?
Palavras tuas que apedrejei e devolvi ao vento,
Maltratei borboletas que nasceram de nós,
Fiz da flor dada, uma lembrança e da recebida, uma bola de trapos...
Estou cansado de me cansar,
Do pesar da consciência pesada,
Dos porquês de um dia teres sido a mais incompreendida e a mais amada!
Cansado...
De ser floresta vazia de raízes e oxigénio,
De te procurar, porque estás em toda a parte e em parte nenhuma!
De não ouvir um sopro teu, nem ventos de mudança...
Pudesse eu voltar atrás
E não me poria na prateleira das coisas mortas e obsoletas...
Perdoa-me o que não disse, fiz ou não dei e o pouco que amei
Como eu te perdôo o mal que me fazes...
Vertem-se-me lágrimas que não caem ao chão,
Ficam todas presas nos porquês de não te poder ter
Porque também em vida se pode morrer!
Sonhava um casamento de almas em que nos imaginava
num equilíbrio que selava ambas as polaridades...
...a tua e a minha!
E tu estás tão linda...
Ainda te amo...
Ainda te choro e de vez em quando, ainda te soluço...
E sempre te amarei...
Ainda, tanta coisa...
Ainda tanto por doer e dizer...
Ainda me dóis onde a dor mais dói...
Ainda me perco nos teus olhos castanhos...
São relativos e estranhos!
Quando me olham, sérios e perguntadores, não dizem nada!
Convidam-me apenas a pedalar no lodo, sem pedais
E obrigam-me a fumar cada vez mais!
Oxalá me chamassem às fogueiras dos lençóis da tua cama,
Onde faríamos amor todos os dias...
Queria amar-te de mil maneiras e mais algumas que não esperasses,
Queria que tivéssemos sido liberdade, glória e cumplicidade...
Tenho saudades...
Do teu sorriso, do teu olhar inclinado a namorar o meu,
Das prosas de Julieta e Romeu
Que me deixaram refém
De “amo-tes” que diziamos e dos não ditos também...
Saudades...
De andar de mão dada
Numa qualquer rua, esquina ou calçada...
Dos nossos rebentos...
Os que tivemos e ainda vejo
A precisar de um beijo e tantos lhe demos!
O amor,
Se ele me sorrisse,
Eu lá estaria para o receber e matar
O que o matou um dia...
Morrer em vida são pés no chão a cair por um telhado
Que estava certo de amor,
Mas errado, sem alicerces...
A morte,
A que me foi redigida
Por um defensor dado à sorte,
Nem proferida foi ou acusação teve,
Nem fraca, nem forte!
Seria hoje morto em vida
Se me dissesses um “amo-te” aqui e agora, daqueles intemporais e sentidos.
Depois nada. Lágrimas falariam por mim.
Talvez o corpo tremesse por dentro e eu sorrisse por fora
Antes de morrer...
Está escrito nas linhas das mãos, nos corações
Que será noutro amanhã, noutro lugar
Quem sabe em Marte, num qualquer ano
Porque o meu amor é marciano,
Talvez verde e com antenas,
Como eu, maturado...
Apenas...
Se um dia te vir por aí de mãos dadas,
Que seja ao menos o teu conto de fadas,
Porque o lugar que deixastes era o meu.
Até depois...
Uma flor com um “Amo-te” lá dentro...
Toma. É para ti.
Que Nada Me Tire...
Que nada me tire o sonho que me faz sonhar
Que nada me tire o deslumbre da imensidão que habita o meu olhar
Que nada me tire à alegria do riso que me faz sorrir
Que nada me tire a música que apraz o meu paladar
Que nada me tire o caminho que faz caminhar
Que nada me tire o tempo de retornar para continuar
Que nada me tire à fé que me faz perseverar
Que nada me tire da meta que tenho por atingir
Que nada me tire à órbita da poesia que me faz girar
Que nada me tire o sentido que me faz sentir
Que nada me tire o fim antes mesmo de começar...
É carnaval, tempo de alegria
Do sonho e da fantasia
De guardar no fundo do peito
A dor que a gente sente...
Esquecer tudo que tira a paz
Que teima mesmo na canção
Mostrar uma realidade
Que ficará para depois...
Afinal este é o país da alegria
Neste momento a fantasia reina
Trazendo alegrias e descontração.
Há o sonho...
Que está a sombra da realidade
Fazendo do tempo e da distância
Um simples pretexto para trair a razão
Despertando energias capazes de viajar na velocidade da luz
Como as estrelas que mesmo a milhares de anos-luz
Aparecem todas as noites para iluminar as nossas vidas
Mostrando que nós somos todos movidos a energia cósmica
Os sonhos a esperança e as alegrias são as fontes desta energia
Como os raios do sol que ilumina nossas faces em um dia de céu azul de verão.
Evitei passar por aqui...
Tem sido um ano bem desafiador...
Perdi meu sonho de amor ...
Meu gato se foi...
Meu cão foi atropelado e não resistiu...
Porém essa parece ser uma visão muito pessimista...
Posso dizer que eu vivi meu sonho de amor...
Que meu gato foi incrível enquanto esteve comigo...
E que tive um amigo incomparável e que vai deixar saudades...
Esse seria uma visão otimista...
☞ Um Haikai Tanka☜
☞ Me Encanta ☜
sonho com você,
recitas para mim, amor,
poema na voz.
sua fala me envolve,
grande amor que acalma.
.
so.nho com vo.cê,
re.ci.tas pa.ra mim, a.mor,
po.e.ma na voz .
su.a fa.la me en.vol.ve,
gran.de a.mor que a.cal.ma.
Tereza Lima
Pode o coração amar
Duas mulheres que não pode se encontrar?
Pode o coração realizar
O sonho com uma
Que deseja ter com a outra?
Coração você é algo tão pequeno!
Mas você sabe que sem você não sobrevivemos
Mas se eu podesse te arrancava dai de dentro
Em vez de você me fazer bem, mal tas me fazendo
Me deixando divido por dentro
E as duas contínuo querendo.
Redenção
Nas sombras do tempo, um eco perdido,
caminho entre ruínas de um sonho esquecido.
Os sinos ressoam em prantos de aço,
chorando o destino selado no espaço.
O vento murmura segredos da dor,
cortando as correntes do antigo temor.
Minha alma, em silêncio, ferida e vazia,
busca um altar sob a luz sombria.
Oh, luz oculta no véu da escuridão,
conduz-me ao brilho da redenção.
Liberta-me das cinzas do abismo,
salva-me na aurora de um novo amanhecer.
Que o fogo eterno purifique o meu ser.
Sob luas pálidas, dançam os espectros,
no véu dos mortos, ressurge o eleito.
Quebram-se as correntes, o sangue é vertido,
a fênix desperta do fogo esquecido.
Erguem-se torres de luz sobre as trevas,
cai o império de sombras eternas.
Um hino ressoa, um véu se desfaz,
e a noite se curva à glória da paz.
Redenção... redenção...
'NÃO DESISTA... '
Sonho esparramado no amanhecer.
Na alma,
caminhos sem rumos.
Rotatividade devorando o pôr-do-sol.
E uma insônia impregnada no peito...
Olhos fechados,
sonolentos à procura de grãos de areias.
Estrelas são diariamente ofuscadas.
Salobro o café da manhã não vê sentimentos.
Tudo vai se distanciando...
Não desista dos distantes corpos celestes.
Tampouco dos sonhos que há de se conquistar.
Trilhe os caminhos de ausências,
e sinta-se forte o bastante para transformar vidas.
Cultive o amor próprio já esquecido...
Seja sedento por transformar sua jornada cervical em pulsos eletrizantes.
Junte os sonhos jogado nas calçadas.
Não desista de transformá-los um a um.
Deixando o coração aberto às descobertas
E um peito suspirando vida...
Poema do amor impossível
Quisera fosses sonho, pra sonhar-te
Literalmente doce, devorar-te
Se fosses um poema, declamar-te
Talvez fosses problema, resolver-te
Quisera fosses morte, pra morrer-te
Se feita pro consumo, consumir-te
E se eu te visse triste, divertir-te
Mas eu existo apenas pra querer-te
Quisera fosses fumo, incinerar-te
E se você sumisse, procurar-te
Quem sabe então; eu nunca te encontrasse
E Deus me desse a sorte de esquecer-te
Um pássaro tristonho
Muito estranho e muito feio
No meio de uma noite
Apareceu num sonho meu
Mas o noite não parou
Pra que eu pudesse compreender
A vida amanhece
E cada um tem seus próprios sonhos
Cada vida traz em si mesma
Pássaros tristes
Pois eles existem
Espalhado pelo caminho
Mas nada mudam
Quando a gente não se entrega
A permitir que um deles
Venha a fazer seu ninho
Aqui no coração da gente
A estrada segue adiante, empoeirada
O pó de uma estrada
É o mesmo pó de todas as estradas
Interligadas
Entradas, saídas, partidas e chegadas
Pássaros tristes
Sonhos e encruzilhadas
A clara luz da tarde iluminando a vida
A vida também não pára
Nem o mundo esperou
Eu chorar minhas tristezas
Espalhadas pelo caminho
No galho seco, um pássaro triste
Que não canta, nem se alegra
Segue as regras que criou
Mas só vem fazer ninho
Quando a gente o convida
Então, alguém de passagem
Verá seu coração pelo caminho
Um galho seco, outra pousada triste
Mas ... se estiver só de passagem
Não vai te esperar também.
Edson Ricardo Paiva
Um sono suave
Pode ser até
Que algum sonho tenha havido
Mas aquela doce vida
Era tão boa
Que a gente nem pensava
Em perder tempo à toa, sonhando
Lá em casa
A gente até quase ria, de vez em quando
Uma voz mais grave
Invariavelmente
Nenhum de nós tinha feito nada
Nas asas do tempo
Um avião de papel ... um brinquedo
Uma luz acesa lá fora
Pode ser que fosse a Lua
Eu não sei quem foi que guardou
As chaves do lugar
Onde se põe para sempre
A lembrança sem par
Do som dos teus passos no portão
Que hora bonita tinha o dia
Silhueta distante
Um vulto no final daquela rua
Uma festa calada
Era muda a alegria, mas era
Essa vida que voa nas asas do tempo
Quando menos se espera
O suave, a voz grave, a alegria
os teus passos.
Até mesmo a própria Lua, tão brilhante
Ainda brilha
Porém hoje brilha menos
Brilha bem menos
Que no tempo bonito e distante
Ninguém sequer o desenhou
Mas tudo isso vai pra sempre estar escrito
Aqui e ali
Nos pedaços mais simples
da vida da gente
Eternamente
Nos espaços vazios do telhado
Que chovia
No traço da luz da Lua
Que fugia do Céu
E invadia o quarto na escuridão
Na ilusão das asas
de um pequeno avião de papel.
Edson Ricardo Paiva.
Outro dia, em sonho, entrei na mata
E à beira de uma cascata eu vi sentado
Sem qualquer possibilidade de fuga
Não sei se era tartaruga
Não sei se era Jabuti
Não sei se era Cágado
A única certeza que eu tenho
É que foi numa tarde de sábado
Num galho pertinho dele
Me olhava manso, o Sabiá
Não me canso de lembrar
Que cansado que eu estava
Disse quase resfolegando
Fica tranqüilo meu amigo
Em minha presença não há perigo
Hoje ando quase tão lento
Quanto a Preguiça e quanto a ti
Minha passagem por aqui
é coisa que invento
Pra espantar a solidão
Nem trago no coração
A antiga maldade de outrora
E somente o que peço agora
É um pouco de companhia
E então o bicho respondeu
Pois eu há muito espero este dia
Pois já te vi correr como o vento
E percebi
quando começaste a ficar lento
No meu íntimo,
também conheço os teus intentos
Apesar da aparência de bicho
Sou alguém que há muito conhece
e nunca andei depressa
Apesar das tuas preces:
Meu nome é tempo
Aquele, que mesmo quando você me esquece
Te encontra nas ruas
e ainda te reconhece
Quando do tempo eu tentei fugir
O Pássaro encantado
Que até então, se encontrava calado
Olhou pra mim como que rí
e simplesmente falou:
Bem-te-ví
Quando eu era jovem
Prometi que um dia eu ia
Realizar um sonho que eu tinha
E buscar a Lua pra ela
A Lua seria dela
E ela seria minha
De mão dadas nós iríamos
caminhar até aquela linha
Onde o Sol encosta na Terra
Hoje
Eu olho pro Céu e não vejo mais
As mesmas coisas que eu via
Agora as nuvens são verticais
Os olhos dela também
Não exibem aquele brilho
Que pareciam dizer
"Se eu estiver com você
então, tá tudo bem, meu filho"
Olho pro espelho e percebo
Que não foram apenas o Céu
E o brilho nos olhos dela que mudaram
Meus traços também se alteraram
e muito
Porém aquele espaço
Que eu tenho no coração
pra guardar um amor
E a vontade de dar um abraço
toda vez que eu a vejo
São ainda muito grandes
E muito
Muda a maneira de vêr e olhar
Hoje
Até mesmo as ondas do Mar
Parecem quebrar diferente
Mas tem coisas
Que por mais que o tempo passe
Não passam
Portanto
Basta querer que eu te abrace
Que meus braços, felizes
te abraçam
Eu sonho em um dia
Ser e poder ser quem eu sou
E não apenas este
Que o Mundo me obriga a ser
Por menos que eu queira
Me obrigam a interpretar
e não me permitem viver
Eu tenho hora pra sorrir
e não posso conversar com qualquer um
Eu tenho hora pra dormir
Eu tenho hora pra falar
Eu não posso
Não me permitem amar a quem me odeia
E eu sou obrigado a amar
Quem me despreza
Eu tenho hora pra passar fome
Mesmo que eu nunca reclame da comida
Eu sou obrigado a viver esta vida
todo dia
Eu tenho que vestir o que eles mandam
Eu tenho que gostar do que eles gostam
Eu tenho que sonhar o que eles querem
Se eu gostar
Preciso gostar em segredo
Não posso apontar nenhum dedo
e dizer
Que era esta que eu queria
E não há nada que eu possa fazer
Além de sonhar escondido
Com um dia, que eu sei
Não vai haver.
