Sonetos sobre Rios
Meio ambiente
As árvores choram,
Os rios sentem,
Os animais observam,
Os ventos pedem ,
Os humanos vão chorar.
Outono
Outono
Planos
Folhas
Secas
Flores
Escassas.
Outono
Água
escorre
Pelos
Rios
Rasos.
Outono
Amores
Separações
Solidão
Aflição
e Sono.
Outono...
As cinzas dos Dias Cinzas
O tempo nos dias cinzentos, fluem como rios no vales rasos, lentamente...
Mas como tudo, caminham para um final...
Hoje foi um dia cinzento, que bem próximo está de sua ultima hora...
Quem sabe amanhã, veremos ressurgir o cinza de novo;
Ou, um dia ensolarado, onde o cinza de hoje, será apenas uma cinza lembrança;
As cinzas dos dias cinzas,
Demoram mais a surgir que as dos dias ensolarados,
O relógio nos dias cinzentos, parecem que marcam lentamente o tempo...tal qual um rio descendo em vale raso rumo ao mar..
Meu peito está apertado
Meus pensamentos perdidos
Minha alma chora rios
No escuro daquele vazio
Não me acho quando olho
Tudo aqui é incolor
Esse sentimento me frustra
Meu coração grita em dor
Quero um espaço na vida
Ter chance de se mostrar
Observo o vasto mundo
Mas não acho meu lugar.
Os únicos muros
a serem construídos
são as barragens
dos rios da ignorância...
Que se rompam
as correntes do medo
que se desfaçam
os grilhões da mentira...
A verdadeira fortaleza
é feita de livros
de olhos
que ousam ver
e de vozes
que não se calam...
Pois
só floresce o futuro
quando a mente
se abre
como terra fértil
depois da chuva...
✍©️@MiriamDaCosta
Itapema
As asas deste poema
são de ultraleve,
ele sobrevoa as praias
e rios de pedra
angulosa em tupi,
Todos amam viver aqui.
O teu povo carijó
e a herança dos açores
são parte sublime
da História Brasileira:
a nossa memória guerreira.
Foste Vila de Santo Antônio
de Lisboa e Arraial Tapera,
Itapema o teu nome rima
por fortuna com poema:
a tua alma não é pequena.
Charmosa rainha atlântica
do Litoral Norte Catarinense,
cheia de charme e beleza
que sempre captura o coração
da gente com toda a destreza.
Morar em Itapema é
deixar-se brindar e envolver
todos os dias por toda
essa sedução e riqueza
agraciadas por fortuna pela Natureza.
No ventre escuro, onde a luz não alcança,
Correm rios invisíveis, veias do cimento,
Artérias em fogo, veem a vida em dança,
Sangue que é chama, retém o pensamento. Pulsa em mim o mundo em veias entrelaçadas,
Caminhos secretos, mapas do desejo,
Vazios e cheios, de dores entrelaçadas,
O fluxo que sustém o ser, o medo e o beijo. Artérias são versos que a alma entoa,
Poemas vermelhos, sangue do meu mundo,
Vivo no turbilhão deste sangue que arde,
Renovam destinos no âmago . Em cada pulsar, um grito mudo ecoa,
Faísca de vida no silêncio profundo,
Quem sou senão este fluxo imortal,
Entre luz e sombra, vida e ausência? Crueldade e paixão em ritmo voraz,
Artérias: ferida e beijo fatal,
O sangue que carrego é a própria essência,
Traço minha alma em dança final...
Rios de controle, que elevem o meu pensamento
por mais que minha riqueza seja imperfeita.
Nos traços de uma necessidade
o lugar é o verdadeiro passo a ser medido.
O mundo tem um jeito fora do complexo
mas existem lados bons que o cercam
como a água no leito dentro do anexo.
O rio abraça o mundo inteiro,
Dois rios se abarcam,
O rio abraça e contempla o todo, do começo ao fim,
O rio abraça todo o continente, os dois Rios inteiros no final, eles se encontram.
FLOR DAS ÁGUAS
Rios de águas claras
Transparentes mostram
Em seu interior.
O que em teu profundo
Tem a ver com o mundo
Sombras de pavor.
Cerco, graves guerras
Travadas na noite
Da separação.
Dói em ti que vais
A encontrar os mares
A rasgar o chão.
Afogastes águas
Uma das mais belas
Flor que aqui viveu
Não por teu querer
Pelo mal que à um ser
Bem lhe pareceu.
Lava destas faces
Destas almas pobres
Nosso descontento
Queira nos livrar
Leve o para o mar
Do esquecimento.
A autora
É dia de poesia
De pássaros cantando
Flores desabrochando
Rios correndo de encontro ao mar
Amores se encontrando...
É dia de poesia
E de quem faz poesia
Mas tem alguém o direito
De reclamar tal autoria?
A poesia é essencial
Em todo dia a dia
Não é simples palavra rimada
Antes é a beleza do viver
E a pureza do sentir
Em cada gesto e cada olhar
De quem sabe poetar
É a suavidade no falar
E a magnitude no doar
Não...
Não se pode autografar
A autoria da poesia
Pois que é ela a autora
Que faz da vida...magia
(Nane-14/03/2013)
Perdida por entre rios, eu navego.
Perdida por entre caminhos eu sigo.
Sigo perdida, sigo sem rumo, sem medo...
Perdida entre minhas emoções, eu sigo.
Perdida na solidão, eu sigo.
Sigo perdida entre duvidas e obstáculos, mas sigo...
Aonde vou parar? Perdida em meus devaneios.
Sigo correndo, sem pressa, ou quase parando...
Sigo os caminhos do meu coração que na maioria das vezes me leva ao abismo.
Sigo errando, sigo acertando, vencendo ou perdendo, mas não desisto jamais.
Sabemos que o sol na realidade ilumina a lua.
Também sabemos que a chuva necessita do mar.
Os rios precisam das nascentes para seu percurso
E as palavras necessitam das decisões para amar.
Quero aprender a falar com você na linguagem do amor
Mergulhar nos teus rios de prazer sem sentir dor
Olhar para o céu e dizer que você é meu grande amor
Entre rios e mares
Procuro meu lugar
Lugar que eu sinta paz
A extensão, a longitude
Deixa-me em padecimento
Mas seguro na fé
conseguirei chegar.
Waves.
Chorei rios, e senti mares de angústia por não saber onde estava o meu amor.
Procurei por todos os peitos que habitei, não contente; sosseguei.
Marcado em uma página velha de um livro empoeirado, fui achado.
Hoje em um papel te coloco como título, e reescrevo em cada parágrafo, segurando um candelabro, todo amor que em mim havia guardado.
Na garrafa de vidro coloco o papel com cada sentimento ali suprido, e com consciência de que todas às ondas irão levar para longe a nossa história.
Em vidro lembrado, engarrafado e não alinhado, afinal ondas vão e vem, assim como, meu coração que morre por minutos e vive por milésimos para amar você.
Não me comprazem dias ventosos. Nesses dias, a morte campeia pelos mares, ares, pelos rios, ruas, pelas montanhas, colinas, prados, por todos os lados, à procura de alguém. Encontrando, leva-os todos, às dezenas, às centenas, aos milhares, para longe de nossas vistas e de nossas memórias.
Nessas horas não há alegria, nem esperança. Parece que o fim está ali, estonteante, mirabolante, entristecendo tudo e todos, numa agonia de dar dó.
Nuvens e Rios
Quantos segredos carrega o rio em sua águas.
Quantas pessoas nele se banharam, quantos
beberam de suas águas e quantos sobre ele
choraram.
Quantas desgraças, presenciou ele acontecerem
em seu curso. Levou águas barrentas de
enchentes de destruição.
Tantas coisas em suas águas foram deixadas,
vidas foram levadas, enfim, segredos que só
ele sabe.
Quantas verdades as nuvens veem lá do alto.
Danças, festas, tristezas, guerras, hostilidades
feitas à terra.
Coincidência ou não, é que as águas de um rio se
renovam em cada lugar do seu curso, e as nuvens são
vapores que em forma de gotas de água se precipitam
sobre a terra, águas estas que juntam-se as do rio
e mais segredos deslocam para o mar.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U B E
