Soneto da Saudade
Quando penso que a saudade cessou! Deparo-me com as lembranças de você meu amor;
Porque me deixou?Por que fizeste isso comigo? Estou carente de você segurando essa dor;
A saudade fora tanta que o meu abraço é completo
Minhas mãos não mais têm freios para se comportar
E apalpo todos os detalhes de seu corpo
Sou cuidadoso pelo o que é meu;
O meu abraço tem calor juntamente com o afago
Desordena a sua razão e te refaz com o meu amor
Mate a minha saudade! Mate a minha sede de você!
Permita-me invadir todo o seu ser
Seu querer... Para em um
Todo te ter;
Que inventou a saudade? E quem inventou a distância?
Seja quem tenha inventado não teve importância
Nem mesmo coração com quem o ama
Ou nunca fora apaixonado...
Mas mesmo assim ainda espera a felicidade
Com sua própria liberdade, sem castigo...
Da sua falta de responsabilidade;
A sua ausência me despedaça pouco a pouco
Trazendo-me uma saudade insuportável
E fazendo com que eu fique louco
Pois em meus momentos...
Me faz tanta falta... Com os teus pecados
Tua saliência e a sua safadeza
Sua gosto indecente;
Que tanto me fez requerente
Mas agora você está ausente
E essa saudade que me vem der repente;
Dê-me um sinal de vida!
Diga que sentes falta também!
Peço a Deus para que volte... Nisso tudo digo amém;
Saudade da sua pele
O meu corpo lhe pede
Com um beijo molhado
Um desejo rasgado em te ter pelo infinito;
A saudade que aperta
Meus desejos desperta
E tudo vira ao avesso;
Tua boca cansada... Suspira indecências
Arrepia a minha carne saudando com a tua magia
Me encanta... Me deseja... Me ame... Me sinta e me veja;
Como posso esquecer! Se meus olhos lembram a saudade que em mim ficou?
Beberei as magoas que restaram e mastigar a ausência que em meu coração se criou
E calmamente sentirei o perfume das rosas e declamar quem realmente eu sou...
Com o sabor da saudade o que fica é somente o pensamento malicioso
De querer sentir o calor do teu corpo sobre o meu, intencionado...
Se me queres quente tenha certeza de que estarei fervendo
E em seus pensamentos estarei como sonhos inteiros;
Com toques você me sente
E em imaginações você me tens
Para com que o tempo você me ganhe;
Não sou poeta da rebeldia, nem sou o talento da solução;
Sou o limite da saudade e o abraço de uma paixão;
Faço esse verso de amor
Para desatar a saudade e frear a dor
Pois acelerar a paixão
É saudável ao corpo e também ao coração;
Quero te oferecer essa poesia
De bom grado, com amor nas entrelinhas
Mas se isso vier espantar você
Tente não me esquecer
Não sou mais importante a você, você não é mais importante a mim
Mas a saudade faz com que os pensamentos se importem pelo que passou;
Não quero me perder no meu vicio que me faz lembrar você
Ou insistir em ter saudade, quando na verdade
É só vontade de viver;
Quero elucidar os meus sentimentos
A saudade é estreita, mas violenta
A paixão é somente passageira
E a frustração me irrita como pimenta;
O bom senso é preciso
A gentileza tem os seus indícios
A decepção tem a me ensinar no amor que não foi visto;
Saudades não me assombram
Lembro-me dos mais belos momentos
Que me deram a saudade para substituir os lamentos;
A dor pode até ser insuportável
A saudade insustentável
A decepção inevitável
Mas... A vida?
Haaaaa... Essa com certeza é imensurável;
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