Soneto da Saudade
Como se mede a importância de alguém na nossa vida?
Quando a saudade já é enorme antes da despedida.
Amar infinitamente? é surreal.
Sentir saudade quando se ama? é natural.
Chorar quando se perde? normal.
Viver por amor? Essencial.
De repente...♡✎
Me deu uma vontade de te ver
De fazer acontecer
Uma saudade daquilo que não vivemos
E pouco menos temos
Uma vontade de repetição
Ouvindo a música do melão no pão
Uma vontade de espuma
Champanhe ou sabão
Num sábado com café da manhã na manon
Está
Amanhecendo
Vontade só crescendo
E você por aí pegando estrada
Subindo... descendo...♪ღ✯
♪☞☠ღ✯
Às vezes, sentir falta da pessoa que está na cama com você dói mais do que a saudade de quem está em outro continente...
(Saul Belezza - trechos de livros - O Castelo nos Pirineus (Jostein Gaarder)
Minas! Saudade, frutos amadurecem a cada segundo, e vida? Essa se vai, mesmo que lamentamos...
(Patife)
*Quem não chora em uma despedida, aguenta uma saudade, suporta um abandono e ainda dá graças a vida, pode até chorar, mas isso é uma grande mentira.*
(Saul Beleza)
Aquele que parte, deixa a dor da saudade e o bálsamo da sabedoria, que nos ensina como lidar com o tempo e o prazer suave e prolongado do amor.
Acredite.
Goncalvesdarocha
Sabedoria amiúde
O bálsamo que acalenta a dor da saudade tem sua raiz plantada no jardim das recordações.
Gonçalvesdarocha
Sabedoria amiúde
Essa saudade que me invade
Que se torna,gritante em silencio
Uma saudade tamanha,que me tira o alento
Que me condena ao tormento
A mais escura solidão...
Saudade que mata a gente
Que devora,onde o sentimento aflora
A ausência de você,de nós
Dos nossos momentos...
Da nossa historia, que ficou perdida
Sempre aqui,dentro de mim
E se a saudade insistir
Em te levar para longe
Meus pensamentos em
Harmonia com as ondas
Trarão você de volta pra mim
Hannah Lessa
Do quase nada
que aos olhos do mundo
se pode resumir
desta existência
eu hoje falo da saudade
que haverei de sentir
daquilo que resumo
como humilde humanidade
por ter vindo a este mundo
e uma vez aqui estando
não saber pra onde ir
esgotadas
todas as possibilidades
eu fiquei por aqui
respirando
pensando
aguardando
chorando de vez em quando
disse quase tudo
que queria
muita coisa
deixei pra depois
mas o "depois"
ainda não é hoje
e talvez não seja
nenhum dia
mesmo assim
não sei dizer
se foi por comodismo
ou esperança
de poder viver
aquele dia
que nunca chegou
de aguardar você dizer
aquilo que nunca falou
mas hoje eu sei
e percebo que sinto
a falta de lugares
de animais de estimação
da minha mãe dizendo "não"
de olhares que eu nunca entendi
o quê que queriam dizer
mas a saudade que eu sei
que mais haverá de doer
é aquela que eu sei que
vou continuar sentindo
de você.
Tua ausência fere
E a alma canta
é tanta essa saudade
Que me fere, que me invade
O tempo que a tudo cura
Me procura pra dizer
Que essa saudade
Não tem cura
Eu tenho que pensar
Em outras coisas
Então eu tento inutilmente
Mas a mente pinta
Tua cara na parede
Teus olhos
A brilhar na noite
Não me veem
Enquanto estrelas lá no Céu
vão me seguindo
Por mais
Que não me enxerguem
Eu as vejo
Atrás das nuvens
A tua ausência
e existência
Me perseguem
A vida vai passando
Assim, depressa
Enquanto o tempo
escoa lentamente
Minh'alma à toa
Não se cura
E a dura dor
No dia claro
Torna a vida
muito escura
Eu tento mentalmente
Imaginar-te
Num futuro inexistente
E enquanto a tarde vai passando
Gotas da chuva que não cai
Vão brilhando aqui pertinho
Teu nome insiste
Em minha vida
e meu caminho.
Às vezes, muitas vezes
Eu sinto uma imensa, muito imensa
Muito imensa mesmo
Uma saudade imensa, bem maior
Do que muita gente pensa
E penso nele, penso e me pergunto
Por que é que a gente repete e repete
e repete tantas vezes o mesmo assunto?
Quanta coisa a gente tinha pra dizer
e não disse...
Queria que ele me visse agora
Queria que ele me dissesse
Que sentiu a minha falta
Queria que ligasse pra mim
Qualquer hora dessas
Queria conversar um dia
Sem pressa
Ou gente por perto pra apressar a gente
Um dia o tempo acaba
Um dia um de nós dois se vai
Nunca se sabe
Queria dizer
Pai, meu coração é bem pequeno
Mas você ainda cabe.
Tem horas em que fico me lembrando
Sentindo uma imensa saudade
daqueles bons tempos da inocência
Coloridas peças de encaixe
o brinquedo que vinha no doce
desenhar a minha mãe com tinta guache,
A moeda que meu pai trouxe da rua,
Olhar as figuras nos livros
Sem saber o que é que estava escrito
Correr até ficar sem ar
Parava, dava uma respiradinha
E novamente estava pronto pra brincar
Brincando a gente se machucava
cortava o dedo e chorava
No outro dia, tudo havia passado
E meu medo era de coisas imaginárias
Hoje os cortes são bem mais profundos
Feridas, que apesar de imaginárias
No outro dia não passaram
Eu aprendi a ler o escrito
E não gosto das coisas que eu leio
O tempo da falta de inocência veio
As peças não parecem ser mais assim;
Tão coloridas
Meus medos são reais
Nada mais se encaixa
Há Pessoas
Que eu gostaria de rever
e outras das quais
Eu sinto saudade
Há lugares
Onde nunca fui e nunca vou
Outros que conheci
e não quero voltar
Há lugares
Que são muito mais meu lugar
do que este onde eu estou
Existe uma grande diferença
Entre "querer" e "ter vontade"
Assim como
Existem pessoas que "nos suportam"
e outras, que talvez um dia
de nós sintam saudade
Tudo muda com o tempo
Inclusive as pessoas
e aquilo que elas sentem
Algumas mentem pra si mesmas
Tentando ocultar o que é evidente
Se enganam com tanta perfeição
Que chegam a crer ser verdade
a repentina imperfeição
Que enxergam no Mundo
por pura vaidade
Cada pessoa, cada lugar e cada dia
São coisas insubstituíveis
E o tempo é Senhor da razão
Então, melhor esperar que o tempo passe
Aguardar o desenlace
e um dia poder partir
Pra um lugar qualquer
Onde seus gritos
Não mais nos alcancem
A Rua da Saudade existe em Muitas Cidades
Lá, como em qualquer outra rua
Vão morar pessoas de todas as idades
Pessoas ruins, medianas e boas
Gente honesta, meio-termo e gente à toa
Tem o cara que Guardava as Chaves
E os caras que ficaram atrás das Grades
O velho e o menino, o senhorio e o inquilino
O fervoroso, o ateu e aquele, cujo coração
Foi uma semente que caiu na areia
Mulher bonita, remediada e mulher feia
Lá nessa rua eles tem toda a eternidade
E também não há mais tempo pra nada
Ela tem esse nome para honrar
Algumas pessoas que moram lá
Outras não deixaram nenhuma saudade
Um dia todos nós seremos vizinhos
Mas ninguém virá bater à sua porta
Pra pedir açúcar ou café
Portanto
Se você tem algo a dividir
divida agora
Aquele que por último, melhor vai rir
É aquele que sabe o que há no porvir
E muitas vezes, hoje chora
Saudade
dor passageira
Que volta todo dia
de maneira costumeira
e nos invade insistente
Qual Palmeira ao vento
e faz chorar
A quem eu queria ver
e não vejo
Pois não mais existe
Saudade
dor Feiticeira
Porque é que foi
Que junto à tanta ausência
Tu também não sumiste?
Desiste de mim, saudade
Por que é que escolhes
Justamente eu?
Esquece de mim, saudade
Igualmente ao restante do mundo
Cuja lembrança
Mais mansa e menos profunda
Que a sua
Me esqueceu.
Esperanças se perdem
Sonhos se desfazem
e os amores um dia se vão
Até aquela imensa saudade
Que todo dia
Lhe invadia o coração
Com o tempo; esmorece
A vida passa depressa
Por mais que a gente pense
Que não
Com os anos tudo se vai
O que permanece
É somente
Uma certa serenidade
Que antes não existia
E que a gente de vez em quando
Até se ria
Quando a via
Nas pessoas mais experientes
Que a gente devia ter respeitado
e muitas vezes não o fez
Se é este o seu caso, neste momento
A resposta
Um dia vem no vento
A vida passa depressa
Sem pressa
Um dia de cada vez
O que mais me dá saudade
da infância
É aquela possibilidade
de poder imaginar
de crer, de acreditar
Que tudo que imaginasse
Poderia ser verdade
E eu ainda trago comigo
Esse poder
de poder brincar de acreditar
e eu brinco de acreditar
Na amizade do amigo
Nas causas pelas quais eu brigo
Nas coisas antigas
do meu tempo de criança
Que me fazem
Não perder a confiança
nas coisas que se revelam
a cada dia
Menos confiáveis
E eu brinco de acreditar
Que a vida seja algo bonito
e que eu possa confiar no Homem
e outras coisas
Que a cada dia
eu cada vez mais
acredito menos
Ainda bem que o ontem se foi
Ninguém suportaria revivê-lo
O ontem que se foi, deixou saudade
Mas é só isso
Meu compromisso é com o presente
E nem assim posso cumpri-lo
da maneira eficiente
Que o momento merece
Esperei anos e anos
Pra chegar ao presente instante
E ele passou correndo
Invisível
Bem diante dos meus olhos
indiferente ao fato
de nenhum de nós haver se preparado
convenientemente para aguardá-lo
Mas o tempo é assim
Passa
e parece indulgente
mas não o é
ele sempre nos aguarda
Um pouco mais adiante
Até que, num instante qualquer
realmente
Haverá de ser
Aquele momento para o qual
Você jamais se preparou
e passaste a vida vivendo à esmo
Quer saber?
Não faz mal.
Vai sem preparo mesmo.
Edson Ricardo Paiva
