Soneto da Saudade

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"Em pensar que um dia tive que escolher
entre o Silêncio e a Saudade e por orgulho
escolhi a saudade...!
-O horizonte estava alí e eu não percebi."
Haredita Angel
28.06.23

Inserida por HareditaAngel

Ela me deixou, me deixou sozinho, mas uma vez eu tive esperanças no lugar da dor da saudade.

- VitorMainarte

Inserida por VitorMainarte

Teu país te ama
Sente saudade
teu país quer você
e te clama
ausência só trás a saudade
do seu divino lugar
onde só querem o prazer
fútil não é
é real e vivo
esse fascínio acaso
só faz o país te querer
te quer cada vez mais
e ele te quer pra sempre
sangue latino
corre quente
no vento você sente
e da semente você
cresce
não tem como se sentir
pequeno
No seu espaço
a solidão não é solida
ela não existe mais
seu país te tem
você tem seu país
cativando cada vez mais
dói
e vai doer
mas o seu prazer vai se estender
comigo
o país que eu quero te ser

Inserida por victoria_moreira

Teu país te ama
Sente saudade
teu país quer você
e te clama
ausência só trás a saudade
do seu divino lugar
onde só querem o prazer
fútil não é
é real e vivo
esse fascínio acaso
só faz o país te querer
te quer cada vez mais
e ele te quer pra sempre
sangue latino
corre quente
no vento você sente
e da semente você
cresce
não tem como se sentir
pequeno
No seu espaço
a solidão não é solida
ela não existe mais
seu país te tem
você tem seu país
cativando cada vez mais
dói
e vai doer
mas o seu prazer vai se estender
comigo
o país que eu quero te ser

Inserida por victoria_moreira

Teu país te ama
Sente saudade
teu país quer você
e te clama
ausência só trás a saudade
do seu divino lugar
onde só querem o prazer
fútil não é
é real e vivo
esse fascínio acaso
só faz o país te querer
te quer cada vez mais
e ele te quer pra sempre
sangue latino
corre quente
no vento você sente
e da semente você
cresce
não tem como se sentir
pequeno
No seu espaço
a solidão não é solida
ela não existe mais
seu país te tem
você tem seu país
cativando cada vez mais
dói
e vai doer
mas o seu prazer vai se estender
comigo
o país que eu quero te ser

Inserida por victoria_moreira

⁠Louca de saudade

Se uma canção me lembrar,
Troque o CD, não ouça mais,
Se um perfume me recordar,
Troque de marca, não use mais,
Já que me trocou por um outro alguém,
Substituir é o que te convém,
Mas quando o coração não me enxergar,
Vai te deixar louca de saudade, louca de saudade,
O coração vai me desejar,
E te deixar louca de saudade, louca de saudade,
Eu quero ver então, se vai poder trocar de coração!

Inserida por usuario1026984

PAIXÕES

Amores, latejo em ti, nas saudades, por onde
Estive! e sou estórias, e rasto, e madrugadas
E, em recordações, o meu coração responde
Num clamor tal ao vendaval e folhas levadas

Daqui do cerrado, e teus cipós, e tua fronde
Gorjeiam as melodias, e desenham estradas
Na memória, onde, além, o passado esconde
Da pressa, e as doces perfumadas alvoradas

Recordo, choro em pranto, eram dias felizes
No prazer, tal uma flor, de ti, pimpo e exulto
E eu, suspirando, poeto loas com cicatrizes

Tu golpeada e finda, - e eu fremirei sepulto:
E o meu silêncio cravado, em vão, tal raízes
Se estorcerão em dor, penando sem indulto.

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Novembro de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Aos encantos vindos de ti me apego
Embebido à sombra de teu carinho
Certo de não mais estar sozinho
E se for preciso do mundo abnego

De súbito na vida me acho cego
Ao ver surgir a ti novo caminho
Restando-me a tristeza que carrego
Assim o jasmim se exibe espinho

É o destino agindo fora de hora
Um alerta agudo no peito que arde
E de repente te vejo ir embora

Dar valor ao que se tem é pura arte
Ante o adeus que surge cedo ou tarde
Porque na vida toda pessoa parte

A TERCEIRA LÁGRIMA

Se o homem destemido jamais chora
Eu digo que até Deus pode chorar
Pois já que tudo pode, a qualquer hora
Pode também, sentido, lacrimar.

Pois vi, num rosto, a fome da criança
Carente, solitária, numa praça
Todo amargor, toda desesperança
Daquela vida só, fria, sem jaça.

Seus olhos eram vozes a implorar
Era um espelho, a angústia em seu olhar
A refletir, dolente, os olhos meus.

Sem entender o senso do destino
Vi merejar nos olhos do menino
Plácida e triste a lágrima de Deus!

Oldney Lopes©

TOLICES

"Todas as cartas de amor são ridículas"
Pessoa bem o disse, com razão
Uma fala de amor é uma gotícula
No mar revolto e turvo da paixão

Pior quando há palavras de ironia
Camuflando os agrores do ciúme
Instigando o torpor de uma agonia
Que surge, imotivada, num queixume

Prefiro então ridículas tolices
Declarações, ainda que mesmices,
Palavras ternas de doce sabor

Então desejo pois de minha amada:
Se para me dizer não tem mais nada
Diga-me ao menos tolices de amor!

ELA

Ela me afoga, ela me traz à tona
Ela me me mata e traz de volta a vida
Ela me acolhe e cuida e me abandona
Prende, encurrala e mostra-me a saída

É ela quem acende a luz nas noites
E apaga a escuridão no amanhecer
E acaricia-me com seus açoites
E me maltrata com seu bem-querer

É ela a minha musa mais dileta
Ela é meu rio: curso, leito e borda
É ela o meu trajeto, a curva, a reta

Que guia-me nos sonhos e me acorda
Que quando estou vazio me completa
E que quando estou pleno me transborda!

Oldney Lopes©

INDIZÍVEL

Pobre incapaz, nosso vocabulário
Que tenta definir o que é o amor
Jamais o encontrará no dicionário
Quem nunca houver provado o seu sabor

Amor nunca se explica com palavras
É mais do que a maçã, mais que a serpente
Amor é amo e faz de almas escravas
Amor é servo e serve a quem o sente

Amor é assim: princípio, meio e fim
Raiz e solo, orvalho e flor, jardim
É dupla eternidade em todo agora

Vida de dois em um, da carne ao pó
Dois corações pulsando como um só
Uma só alma, que em dois corpos mora!

Oldney Lopes©

FUGAZ

Amor de sonho e vida e de esperança
Que por ventura e gáudio logrei tê-lo
Foi sonho e vida que curtí com zelo
Com esperança firme e confiança

Mas triste é amor que morre em tenra idade
Que é de um sonho, quando cessa o lume?
Que é da vida, evolado o perfume?
E da esperança, cessada a vontade?

Percebo deste amor o esvoaçar
Enevoar, perder-se na distância,
E dissipar-se em prantos eternais

É sonho - esvaído ao despertar
É vida - envelhecida já na infância
Esperança - chamada nunca mais!

Oldney Lopes©

DESDÉM

Já não espero mais pelos carinhos
E muito menos peço por amor
Já percebo, nas flores, mais espinhos
E vejo sombra onde foi esplendor

Tudo o que peço agora é atenção
Um "bom dia", um "boa noite", um "tudo ok"
Presença que me extirpe a solidão
Uma resposta, um gesto ou um "não sei"...

Prefiro um rude não ao cruel desdém
Quando só peço um doce querer bem
Rogo atenção e espero, paciente

Mas eis que essa alma, fria como um gelo,
Ignora e menospreza o meu apelo
Nem se cala, nem nega e nem consente!

ESPADA E FLOR

As palavras, ditosas e benditas,
São também como espadas ou navalhas
Podem ser as derrotas nas batalhas
Ou grande trunfo quando não são ditas

Cultivar o silêncio como flor
E cuidar de calar mais que dizer
Resulta triunfar mais que sofrer
Confere mais alívio do que dor

O silêncio é uma jóia preciosa
Sutil como uma pétala de rosa
Mas firme nas contendas mais renhidas

Assim se escolhe entre ter gáudio ou dor:
Ser do silêncio seu amo e senhor
Ou servo das palavras proferidas!

Oldney Lopes©

NA MADRUGADA

É madrugada, sei que estás dormindo
Talvez sorrindo, alegre, no teu sonho
E me ponho a pensar se choro ou brindo
Se é lindo o teu sonhar ou se é tristonho

Queria estar morando em tua mente
No que sentes ou pensas, no que sonhas
Mas nas tristonhas horas, num repente
A serpente do ciúme me abocanha

Sonha comigo, amor, pois me apavora
Pensar que no teu sonho um outro mora
Sonha sonhos de amor, não te envergonha

Mas como não pedir, neste queixume,
Se até dos sonhos teus sinto ciúme
Sonha comigo, amor, ou nada sonha!

Oldney Lopes ©

CONSTELAÇÃO

Sem ti sou um epíteto do nada
Refuljo toda vez que te aproximas
Olhando o céu na noite enluarada
A tua imagem doce me sublima

Quando acordo sem ti fico tristonho
Se te busco no início estás no fim
Se me ponho a dormir estás no sonho
Como fujo de ti, se estás em mim?

Olhar-te como estrela é minha sina
És como o sol que brilha e me ilumina
Como uma lua em todo o seu clarão

Mas não podes, se a noite se insinua,
Ser sequer o meu sol ou minha lua
Pois que já és minha constelação!

CRIVO

Não meça a vida pela duração
Em anos, meses, dias ou em horas
Mas pela intensidade em cada ação
Que faz do seu viver soma de "agoras"

Pois resta após as voltas dos ponteiros
Da ampulheta esgotada toda a areia
O que se produziu pelos canteiros
Plantios, sementeiras e colheitas

Perceba que em essência amor é vida
E o tempo cronológico é um crivo
Que faz a vida em vão se esvaecer

Então abane o pó, sopre a ferida
Tente viver bem mais do que estar vivo
Cuide de amar bem mais do que viver

Oldney Lopes ©

A VOZ DO TEU OLHAR

Sou um sagaz leitor dos olhos teus
Se usas das palavras como escudo
Trazes na fala a pez de densos breus
E pondo-te calada diz-me tudo

Sei ler o que não dizes, quando falas
Ouço o que calas, pelo teu olhar
Não derrames a voz então nas valas
Das tentativas vãs de te explicar

Entre teu doce olhar e a voz aguda
Enxergo em tua fala uma alma muda
Escuto em teu olhar a voz da fada

Na voz improdutiva, o olhar é lavra:
Dizes no olhar bem mais que mil palavras
Com mil palavras não me dizes nada!

Oldney Lopes©

Confissões Profanas

Tudo que te peço é um segundo;
Para poder dizer o que sinto;
Se digo que a amo,não minto.
Sei que você sabe lá no fundo.

Até agora venho escondendo;
Pois tenho medo de levar um não;
Se não sentires o mesmo,eu entendo;
Não há tempo,começarei a confissão:

Como eu,ninguém jamais te amará;
De longe admiro teu sorriso;
Porém sei que meu,ele nunca será;

Uma chance é tudo do que preciso;
Em algum momento você perceberá;
Não suportava ser só amigo.