Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes
Cada um chama de bárbaro o que não é de seu uso, como, em verdade, não parece que tenhamos outro padrão de verdade e de razão que o exemplo e a idéia das opiniões e usanças do país de onde somos. Lá esta sempre a religião perfeita, o emprego perfeito e acabado de todas as coisas.
Data daí a opinião particular que tenho do canapé. Ele faz aliar a intimidade e o decoro, e mostra a casa toda sem sair da sala. Dois homens sentados nele podem debater o destino de um império, e duas mulheres a graça de um vestido; mas, um homem e uma mulher só por aberração das leis naturais dirão outra coisa que não seja de si mesmos.
A melancolia compõe-se de oscilações morais, das quais a primeira atinge a desesperação e a última o prazer; na mocidade é o crepúsculo matutino, na velhice o da tarde.
A influência exercida sobre a nossa alma, pelos diferentes lugares, é uma coisa digna de observação. Se a melancolia nos conquista infalivelmente quando estamos à beira das águas, uma outra lei da nossa natureza impressionante faz com que, nas montanhas, os nossos sentimentos se purifiquem: ali a paixão ganha em profundidade o que parece perder em vivacidade.
Mas para isso precisaria de um gênio criador, porque teria de carregar o homem de qualquer coisa, da mesma maneira que eu o carrego de uma inclinação para o mar que fará dele construtor de navios. Só assim cresceria essa árvore que depois se iria diversificando. E ele havia de pedir de novo a canção triste.
Já me não entendo com essa gente dos comboios suburbanos; esses homens que homens se julgam e que, no entanto, como as formigas, estão reduzidos, por uma pressão que não sentem, aos hábitos que lhes criam.
Que hei-de eu fazer dessas alforrecas que não têm ossos nem forma? Vomito-os e restituo-os às suas nebulosas: vinde ver-me quando estiverdes construídos.
Pátria brasileira (esta comparação é melhor) é como se disséssemos manteiga nacional, a qual pode ser excelente, sem impedir que outros façam a sua.
As glórias de empréstimo, se não valem tanto como as de plena propriedade, merecem sempre algumas mostras de simpatia.
Não seria propriamente um efeito da arte, concordo, e sim da natureza; mas que é a natureza senão uma arte anterior?
Mineiras não usam o famosíssimo tudo bem. Sempre que duas mineiras se encontram, uma delas há de perguntar pra outra: "cê tá boa?" Para mim, isso é pleonasmo. Perguntar para uma mineira se ela tá boa, é como perguntar a um peixe se ele sabe nadar. Desnecessário.
Aprendi muito cedo que o sonho é mais que a realidade. No sonho, o cruel se desfaz com a mudança de foco. É simples. É só deixar de pensar. Se a paixão não convém é só trocar a cara. Fácil de resolver. A imaginação permite retoques, mudanças constantes. De Belo Horizonte a Paris eu levo um segundo. Não pago passagem, nem tenho problema com excesso de bagagem. Eu vou leve. Esqueço as roupas, Volto pra buscar. Troco a cena. Mudo o clima. Faço vir a chuva pra dormir logo. Invoco o sol para o meu mergulho e imagino a neve para amenizar o calor. Acendo lareiras nas noites frias; encontro a promissória perdida; ganho na loteria, e divido o prêmio com os pobres. Na angústia, adio a decisão. Na agonia, antecipo o fim. Na alegria, prolongo o início.
Ame com o coração, não com a cabeça!
(Sobre as seitas que pregam um amor intelectual e falso, fabricado e pasteurizado para as massas)
Não meço, não digo meias-verdades, digo verdades inteiras, doa ou não,pois se doer, é porquê deverias ouvir.
"O maldoso é como um côrvo de boca aberta. É um asco em forma humana. Espécie que se reproduz e some facilmente. Vive na escuridão. A cada vez que detecto um à minha volta eu aperto o POWER OFF e ele some da minha frente.
Gosto de gente que exala amor e espalha o bem..."
Se alguém é simpático, legal, amoroso contigo, veja sempre isso com bons olhos, se tudo isso for falsidade, não ligue, deixe que a vida se encarregue dos seus atos, agora se você julgar algo que muitas vezes não tem certeza, pronto, você se rebaixou no mesmo nível. Vamos nos policiar.
Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos; 1 Pedro 2:17
Jó 34,11: “Deus paga ao homem conforme as suas obras e retribui a cada um conforme a sua conduta.”
Conheci certa vez numa conversa informal
Uma pessoa que estava, bem longe de ser natural
Podia ser profissão ou o cargo que ocupava
Arrogância no falar, e no trono sentada pensava.
Mas as noites ao surgirem,
Revelava sentimento profundo,
Onde a tal superioridade,
Só existia em seu pequeno mundo.
Pode até, refazer seu externo,
Vestida com roupas de linho.
Só aquilo que eles enxergavam,
Era um ser vazio e sozinho.
Essa satisfação momentânea,
Alterou sua vida num instante.
Transformou sua família, seus filhos,
Em singelos seres arrogantes.
E o sonho de um castelo construído,
Vai caindo por terra e por mar.
As pessoas que um dia seguiram-na,
Devem agora te rejeitar.
Como as ondas aumentam no raso,
Raso mundo te deu ilusão,
A altura que pensastes ter,
É um abismo do seu coração.
