Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes

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Como podenos condenar alguém pela "falsidade" em seus atos, se nós mesmos somos falsos em vários momentos de nossas vidas?

Não é grosseria é sinceridade. Não é falsidade é educação. Não é exagero é sentimento

Apenas os carismáticos conseguem dominar o mundo. A falsidade faz parte de um processo de conquista chamado amor.

Falsidade não, são as devidas palavras e gestos que são cabíveis em certos momentos.

Se a nuca tivesse olhos o mundo seria dos cegos. Pois a falsidade se esconde em nossas costas.

A falsidade gera falação, a originalidade gera adoração.

Estou cansada de tanta falsidade e de tantas pessoas superficiais. Estou cansada de escutar palavras mentirosas e ser retribuída com sorrisos falsos. Estou cansada de falsas promessas, falsos amores. Cansada da falta de caráter de certas pessoas… na verdade, estou cansada da sociedade.

Prefiro me sentir sozinho. Do que me senti traído pela falsidade das pessoas.

Se for pra perder, que seja o egoísmo, a falsidade, a inveja, a ambição, a falta de amor próprio, e tudo o que tira de você; o foco nos sentimentos bons!☝😉

As pessoas não medem a falsidade que usam com as outras, sendo assim, não mais medirei a minha sinceridade: Se você for um lixo, te tratarei como tal.

"A falsidade é um convite de entrada gratuita; a verdade é um filtro que cobra caro na porta."

No mundo de "superficiais", na dúvida é melhor não usar o coração.

Não confunda inteligência com esperteza. O esperto é desprovido de caráter e a sua ferramenta é a manipulação do sentimento alheio.

Canto De Xangô

Eu vim de bem longe
Eu vim, nem sei mais de onde é que eu vim
Sou filho de Rei
Muito lutei pra ser o que eu sou
Eu sou negro de cor
Mas tudo é só amor em mim
Tudo é só amor para mim
Xangô Agodô
Hoje é tempo de amor
Hoje é tempo de dor, em mim
Xangô Agodô

Salve, Xangô, meu Rei Senhor
Salve, meu orixá
Tem sete cores sua cor
Sete dias para a gente amar

Mas amar é sofrer
Mas amar é morrer de dor
Xangô meu Senhor, saravá!
Xangô meu Senhor!
Mas me faça sofrer
Mas me faça morrer de amor
Xangô meu Senhor, saravá!
Xangô Agodô!

VOCÊ E EU

Podem me chamar e me pedir e me rogar
E podem mesmo falar mal
Ficar de mal que não faz mal
Podem preparar milhões de festas ao luar
Que eu não vou ir, melhor nem pedir
Eu não vou ir, não quero ir
E também podem me intrigar
Até sorrir, até chorar
E podem mesmo imaginar o que melhor lhes parecer
Podem espalhar que eu estou cansado de viver
E que é uma pena para quem me conheceu
Eu sou mais você e eu

Inserida por Pequenosol

Berimbau

Quem é homem de bem, não trai
O amor que lhe quer seu bem
Quem diz muito que vai, não vai
E assim como não vai, não vem
Quem de dentro de si não sai
Vai morrer sem amar ninguém
O dinheiro de quem não dá
É o trabalho de quem não tem
Capoeira que é bom, não cai
E se um dia ele cai, cai bem!

Capoeira me mandou
Dizer que já chegou
Chegou para lutar
Berimbau me confirmou
Vai ter briga de amor
Tristeza, camará.

Vinicius de Moraes e Baden Powell
Álbum "Vinicius e Caymmi no Zum Zum"

Nota: Letra da música "Berimbau", composta por Vinícius de Moraes e Baden Powell.

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Inserida por pensador

SONETO 01

Hoje como ontem é só um dia
E o dia que ontem foi hoje não corta.
O traz para bater a minha porta
Como a tristeza e a alegria

Se minha tristeza parece morta
Vive eternamente minha alegria
Como pode um dia morrer um dia
Posso ver minha alegria torta

Um dia seus tracejos mostrados
Pareciam dores e sonhos terminados
Eram como o final de uma jornada

Na verdade era o fim dos pesadelos
Que nos perseguiam nas noites e pelos
Dias, que não se dava uma passada.

03/02/1994

Soneto ao tempo

Por que deixar o tempo cauteloso
Desenrolar assim nosso destino
Nos protelando vagaroso
Brincando feito um menino

Se esse tempo soubesse
O pouco tempo que tenho
Até faria uma prece
Como a fazer sempre venho

Se esse tempo tormento
Entendesse dos meus anseios
Não perderia mais tempo

Enfim, se esse tempo saudade
Tivesse de mim compaixão
Esconderia a verdade,
dentro de uma canção.

SONETO

Na alma tenho um segredo e na vida um mistério
um grande e eterno amor num momento irrompido;
É um mal sem esperança, e assim, profundo e sério,
a quela que o causou nem sabe que é nascido.

Azar! Passo ao seu lado, em vão, despercebido,
portanto, sempre só, sem nenhum refrigério,
e hei de chegar ao fim, à campo, ao cemitério,
nada ousando pedir ou tendo pedido.

E ela que o céu criou boa e terna, hei de ver
seu caminho a seguir, e a ouvir sem entender
o murmúrio de amor e seus pés se erguerá...

A um auste-reo dever, piedoso, se desvela,
e dirá, quando ler meus versos cheios dela:
"Que mulher será essa?". E não compreenderá.

⁠Soneto da Despedida

Quando te vi passando por aquela porta,
Pareceu-me que ia junto contigo.
Senti o tormento me dando uma amostra
Do que seria viver sempre arrependido.

Arrependo-me por não ter tido a coragem
De estender minha mão e segurar a tua,
E dizer-te numa simples e doce mensagem:
Nunca se esqueça da minha triste figura.

A amarga ausência permanece no ar
E a inesperada partida ainda agoniza.
Se o meu sofrimento pudesse o tempo parar

E prolongar este abraço por uma eternidade,
Minha tristeza iria te mostrar
Que nunca te odiei, só a amei sem coragem.

(Besouro Revirado)