Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes
Não fique próximo de pessoas que falam o que não fazem. A falsidade está em todo lugar, ter visão ampla de quem é quem ao menos que superficialmente já te protege de futuras decepções.
A falsidade desacelera o processo de crescimento,estaciona as relações,e definitivamente mata toda possibilidade de crédito no homo sapiens!
Como podenos condenar alguém pela "falsidade" em seus atos, se nós mesmos somos falsos em vários momentos de nossas vidas?
Apenas os carismáticos conseguem dominar o mundo. A falsidade faz parte de um processo de conquista chamado amor.
Estou cansada de tanta falsidade e de tantas pessoas superficiais. Estou cansada de escutar palavras mentirosas e ser retribuída com sorrisos falsos. Estou cansada de falsas promessas, falsos amores. Cansada da falta de caráter de certas pessoas… na verdade, estou cansada da sociedade.
As pessoas não medem a falsidade que usam com as outras, sendo assim, não mais medirei a minha sinceridade: Se você for um lixo, te tratarei como tal.
Se for pra perder, que seja o egoísmo, a falsidade, a inveja, a ambição, a falta de amor próprio, e tudo o que tira de você; o foco nos sentimentos bons!☝😉
SONETO 01
Hoje como ontem é só um dia
E o dia que ontem foi hoje não corta.
O traz para bater a minha porta
Como a tristeza e a alegria
Se minha tristeza parece morta
Vive eternamente minha alegria
Como pode um dia morrer um dia
Posso ver minha alegria torta
Um dia seus tracejos mostrados
Pareciam dores e sonhos terminados
Eram como o final de uma jornada
Na verdade era o fim dos pesadelos
Que nos perseguiam nas noites e pelos
Dias, que não se dava uma passada.
03/02/1994
Soneto ao tempo
Por que deixar o tempo cauteloso
Desenrolar assim nosso destino
Nos protelando vagaroso
Brincando feito um menino
Se esse tempo soubesse
O pouco tempo que tenho
Até faria uma prece
Como a fazer sempre venho
Se esse tempo tormento
Entendesse dos meus anseios
Não perderia mais tempo
Enfim, se esse tempo saudade
Tivesse de mim compaixão
Esconderia a verdade,
dentro de uma canção.
SONETO
Na alma tenho um segredo e na vida um mistério
um grande e eterno amor num momento irrompido;
É um mal sem esperança, e assim, profundo e sério,
a quela que o causou nem sabe que é nascido.
Azar! Passo ao seu lado, em vão, despercebido,
portanto, sempre só, sem nenhum refrigério,
e hei de chegar ao fim, à campo, ao cemitério,
nada ousando pedir ou tendo pedido.
E ela que o céu criou boa e terna, hei de ver
seu caminho a seguir, e a ouvir sem entender
o murmúrio de amor e seus pés se erguerá...
A um auste-reo dever, piedoso, se desvela,
e dirá, quando ler meus versos cheios dela:
"Que mulher será essa?". E não compreenderá.
