Soneto Amor Impossivel

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SONETO DA ALMA GÊMEA

Nós num só eu, na presença dividida
Por duas existências, as duas numa
Que do plural ao singular, se resuma
Numa só pessoa, conjugando a vida

Eu e tu, tu e eu, somos nós, em suma
Dois num, juntos, numa quimera repartida
Somando essência, na afeição nascida
Evolucionando, e que o amor assuma

Num duplo coração, em uma una batida
De fidelidade ímpar, sem ilusão alguma
Acendendo chama diversa e desmedida

E neste amor onipotente, não haja bruma
E se houver, que a batalha seja vencida
Num amor de alma gêmea, ao amor ruma

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
Junho de 2016 – Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Desejo te vejo percebo
Me meto sem medo soneto prometo
Conserto efeito seu beijo
Me derreto
E nós dois no leito
Te vejo desejo mais beijo
Lampejo

Inserida por alexsandre_soares

“NAVEGO

Navego por nuvens da solidão
Que me dão apenas ilusão
Soneto singelo sinónimo de paixão
Num eterno lamento

História em conto especial
Memória de coisas inúmeras
De pálidas luzes entre os cílios
No incerto movimento meu à chuva

Musgo em veludo num oceano
Sombra de malvas floridas
Entre os afagos doa anjos sem asas
Coroada de nuvens por onde navego”

Inserida por Sentimentos-Poeticos

SONETO DE ANIVERSÁRIO

O tempo passa, fugaz os anos
Numa poesia de trova da vida
Chegada, prossiga ela, partida
Em seus versos bons ou tiranos

Passa-se a rima, envelhecida
Nos agrados e nos desenganos
Dos novos e dos velhos planos
Os sonhos e, da ilusão nascida

Nas venturas, pouco se figura
A quimera... se cabelo branco
No amor, mais vale a candura

Se antes ficção, agora franco
O dizer: - louco é essa loucura
O viver. E duro o seu tamanco!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
27 de fevereiro de 2020 - Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

SONETO DE MARÇO

Março, das findas águas de verão
Do até mais ao carnaval de fevereiro
Em ti o refresco do calor de janeiro
O mês da poesia em comemoração

Das férias a labuta é o mês fronteiro
Do Jobim atar em chuvas a estação
É pau, é pedra, caminhos e canção
Do calendário gregoriano o terceiro

Mês dos piscianos na constelação
Rebento do outono caírem no terreiro
Tapetando de secas folhas o chão

Do dia oitavo a mulher é palavreio
Exaltada pelos poetas na inspiração
De devoção a José, do mês padroeiro...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Março de 2017 - Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

BELO CERRADO (soneto)

É belo dentre os arbustos ver ardendo
O sol a pino, luzindo no galho charro
No verão do sertão, molhado e bizarro
Sentir a chuva no chão rescendendo

Aos pés das veredas, musgos e barro
Ver o canto da seriema estremecendo
O raiar, encarnado, a olhos nu. Sendo!
E até, a seguidão, perdoem o esparro

Porém, o que há mais sedutor ainda
É a diversidade em espécie da vida:
Em gramínea, fruto, e florada linda

O chão do cerrado, de vista retorcida
Nos acolhe a alma e nos dá boas vinda
Com a sua moda de viola, tão querida!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
04/03/2020, 08’48” - Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

EM TARDE CHUVOSA (soneto)

Março. Em frente ao cerrado. Chove demais
Sobre meu sentimento calado, aborrecimento
Gotejado do fado.... Rodopiando nos temporais
Enxurrando desconforto, angústia e sofrimento

Verão. E meu coração sentado na beira do cais
Da solidão. Do mar agitado e cheio de lamento
Por que, ó dor, no meu peito assim empurrais
Essa tempestade e tão lotada de detrimento?

A água canta, lá fora, e cá dentro o olho chora
Implora. Para essa tempestade então ir embora
Que chegaste com o arrebol e na tarde ainda cai

E eu olha pela janela deserta, e vejo o céu triste
E, ao vir do vento, a melancolia na alma insiste
Sem que das nuvens carregadas a ventura apeai

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
04/03/2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Inserida por LucianoSpagnol

NEM SAUDADES, NEM PRANTO (soneto)

Não há mais saudades, nem mais pranto
Secaram as lágrimas quando eu te perdi
E nesta seguidão tanta, seco, chorei tanto
E já sem encanto, tanto era amor por ti!

O coração se cansou, enxuto num canto
Lembres-te? que sofri, contanto resisti
Beijar-te... e beijei-te com tal acalanto
No entanto, no desdém, rudeza senti

Porém, esqueçamos toda essa história
As lembranças hoje estão na memória
Se tudo passa, você por mim já passou

Os sentimentos já não têm mais sonhos
Nem o silêncio os momentos medonhos
Se por nada sobrou. Adeus! Tudo acabou!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
05/03/2020, 05’55” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Inserida por LucianoSpagnol

VOZ DO SILÊNCIO (soneto)

Nessa solidão rumorosa e calada
A voz do silêncio na alma refugia
Grita, brada, em tom de zombaria
Que endoidece a doçura por nada

E quando a inquietude desvairada
Numa noite escura, na sua ousadia
Embebendo o coração de fantasia
Fazendo a madrugada embalsamada

E a voz do silêncio, insiste falando
Tal a uma ópera buffa e de agonia
Em um concerto dos vis rumores...

Canta e conta assim blasfemando
Ao juízo sereno em tons de valia
E ao repouso avivados amargores...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
05 de fevereiro de 2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Inserida por LucianoSpagnol

POR TANTO TEMPO (soneto)

Por tanto tempo, o sonho era infinito
Vivia aflito, desvairado no sentimento
Que inda hoje, ao olhar o meu escrito
As quimeras me vêm ao pensamento

Por tanto tempo, sozinho e restrito
Meu silêncio, era áspero e violento
Mas por dentro, queria ser erudito
Mas havia tristura e voz de lamento

E hoje vejo uma certeza na direção
Dito: - “a única coisa que não muda,
é que tudo muda”. Sábia conclusão!

Pois, nesta vida de Deus nos acuda
O encenar é com agridoce emoção!
A poesia segui... e a fantasia miúda.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
06/03/2020, 17’29” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Inserida por LucianoSpagnol

VIA (soneto)

Venho de andanças, em um estio
Trago lembranças tão desgastadas
Das outras tantas outras moradas
Que não sei mais se choro ou rio

E no mar do céu de matiz pueril
Outrora fui talvez, tantas estradas
Tantas lágrimas por mim deixadas
Dadas ou pegadas, de vulto vadio

Hoje sou a saudade esfarrapada
Largada, do que um dia eu senti
Eu mesmo sou a razão que perdi

E nesta via de tão dura lombada
De alma ressecada e tão cansada
Nos sonhos que devaneei, morri!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
07 de março de 2020 – por aí.

Inserida por LucianoSpagnol

ALANCEADO (soneto)

Chorei, quando te perdi. Mas sentir
Saudades... foi o maior do sofrer
E do céu cinzento ali a emudecer
Você, te vi de minha alma partir!

Talvez foi o fado, no seu querer
Ou as falhas que nos fez desistir
Competir? Com o desafeto, ir
pela contramão, não sei ser...

Porém te digo: - por ti fui vigor!
E se nesta dor, se aqui eu choro
É porque um dia eu pude sonhar

Talvez sonhei demais, fui sonhador
Mas, tal qual um certeiro meteoro
Alanceou quem a você quis amar!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Março de 2020 - Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Os pensamentos vagam
Como um vagalume na escuridão
Cantando o soneto em linhas horizontais
Nas cordas soando uma bela melodia
Na bagagem uma dose de si em si mesmo
Os pensamentos vagam
Lentamente na mente
Como um sonho flutuante em outro continente
Como o vento em vôos rasantes
Como um olhar inerte de uma criança ao cata-vento.

-Farley Dos Santos-

Inserida por FarleyDosSantos

NUVENS (soneto)

Rasgam-se as nuvens no cerrado
Num céu de um azul tão profundo
Mergulhadas num infinito rotundo
Misturadas no silêncio seco e calado

A tarde aviva pro frescor encantado
Invade a imaginação num segundo
Com sua magia ao longe e ao fundo
Que mais parece um painel inventado

Surge estão outras, e outras tantas
Num passeio livre, assim, pelo ar
Bailam de lá para cá, e de cá pra lá

Ah! como algodão, paz, tão brancas
Torvam o céu, sem o céu incomodar
E com leveza, adorno no céu aporá

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
11 de março de 2020 - Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

SONETO DO TEMPO

O tempo lá se vai, e vai apressado
Por um tropel das vândalas horas
E tão dispersas nas ondas sonoras
Do outrora, passando, é passado...

E o minuto pelo vento é levado
Alado, seguido... pelas auroras
Num voo certo. Duras senhoras
Da direção... as damas do fado!

Não fique espantado meu caro!
O amparo vem do seu bom viver
E do bem doado, amado, é claro!

Então, não se preocupe em correr
É aos poucos, em um querer raro
Lento, assim o tempo irá render...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
12 de março de 2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Inserida por LucianoSpagnol

LIBERTINA (soneto)

Recordo, ao ler-te, as épocas sombrias
Ó escura poesia, de outrora, tão torta
À inspiração, lasciva, e da alegria morta
E em tuas trovas, as vis sensações frias...

Simetria e rimas, nas fantasias vadias
Enroupadas, pária de Suburra à porta
E a impudicícia em tuas linhas, absorta
Acabrunhando o decoro nas ousadias

Ó nuvioso e tristonho cântico em ruína
Na esquina pesada, tendo a fonte impura
Do lampejo, na qual se traje de Messalina

Tu, prosa descarada, sem amável ternura
Sem o amor, traindo a mão na sua rotina
Libertina, que ao poético só traz amargura

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
14/03/2020, 04’59” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Inserida por LucianoSpagnol

Soneto

A saudade

É a sala da solidão;
É uma lembrança de quem partiu para a eternidade;
É lembrar de alguém que passou pela sua vida;
É a dor da despedida;

É uma vontade de rever quem não está perto;
É como um grito no deserto;
É lembrar de tudo que passou;
É um aperto no coração;

É peso da cruz;
É o momento de conversar com Jesus;
É chorar em silêncio;

É acordar e não dormir;
É um vazio cheio de emoção;
É transbordar pelos olhos o que encheu o coração;
poeta Adailton

Inserida por adailton_ferreira_1

ÁGUAS DE MARÇO (soneto)

Na tarde do cerrado, tarde de chuvarada
A vida, arfa das quaresmeiras o perfume
Lilás, exalando aroma em um tal volume
Espalhando pelo chão nuance desbotada

Na tarde tropical, de quaresma, o lume
Do dia, é embaçado, e a ventania riçada
O ar, a criação, e a flora toda ela calada
A hera faz que os pingos d’água espume

O silêncio é partido pelo grito da seriema
Num guincho alto de estalo e esto triste
Melando o peito com melancolia extrema

A tarde vai, num entardecer onde insiste
A chuva, quase em pranto, sem dilema
Pois, nas águas de março, poética existe!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
17/03/2026, 17'15" - Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Inserida por LucianoSpagnol

EMOÇÃO VAZIA (soneto)

Solitária, no silêncio do cerrado, um dia
A inspiração, acorda em um aflito apelo
Sente o falto e o logro num só pesadelo
E sua trova no nada suspirava e restrugia

Torvo o sentimento, tal qual um novelo
Sentiu, que palavras ali não mais havia
E que a sua devoção estava despida e fria
A paz e o acaso sem voz, o senso um gelo

Era o vão, a eversão do caos no ceticismo
Do amor, em um desapego tão profundo
A sensação estava largada em um abismo

E no talvez de um poetar com harmonia
Teve poema trapilho, pobre e moribundo
E o revés em maldição da emoção vazia!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
19/03/2026, 06'56" - Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Inserida por LucianoSpagnol

SINO DOS PASSOS (soneto)

No sertão do cerrado um sino canta
15 horas, um sino num dobre triste
Canta... evocando os Passos aluíste
Do Senhor. Reclinai-vos é hora santa

Um sino canta... A alma no crer levanta
E ao vento soando em um dobre insiste
O canto solitário, que no tempo resiste
Em prece e o testemunho que encanta

Ao longe, num ar sombrio, arde o sino
Chora, e agradece com seus compassos
E o céu se cobre com o repicar em hino

E nesta hora de fé, ao chão os fracassos
Nossos, e o perdão ao nosso Pai Divino
No campanário, soa o sino dos Passos!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
23/03/2020, 15’20” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Inserida por LucianoSpagnol