Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve

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Deus fez você e a mim, somos ovelhas do seu pasto e flor do seu jardim.

Cuidado ativo para continuar vivo, não somos ilha, cuidamos uns dos outros a vida inteira, o nosso trabalho é a segunda família que leva o alimento para a primeira.

É em meio à multidão que se percebe o quanto somos iguais, mas é a partir de uma ideia individual que se constrói o verdadeiro elo da fraternidade.

Somos servos involuntários de nossos desejos, e a vaidade é a ama de leite que os alimenta.

Somos muito feridos por quem mais amamos, afinal, as mãos do jardineiro sempre sangram ao colher as flores do roseiral.

⁠Somos eternos a partir do momento que vivemos eternamente no instante de alguém

Nesta vida somos semeadores do amor e coletores da bondade, por mais que haja escuridão, a Luz que brilha no infinito será sempre maior que a treva que ressoa ao anoitecer

a vida eu como um veloz trem bala e nos somos apenas passageiros prestes a partir

Dizer adeus dói, mas aceitar que não somos mais os mesmos dói ainda mais. Siga em paz, meu eterno ex-amor.

Dói aceitar que agora somos apenas estranhos que se conhecem profundamente bem.

Dois corações partidos, no silêncio de quem não sabe o que dizer.
Somos dois loucos de amor, presos a um passado que insistimos em reviver.
Olhe para nós agora: nos perguntando se ainda há lugar para nós,
depois de tudo o que eu disse, depois de tanto adeus.
A verdade é que não posso mais viver sem você,
e sem o teu abraço, tudo o que me resta é o eco de um sonho.

No fim, a inteligência artificial não responde quem somos — apenas multiplica as formas de perguntar.

Éramos dois caminhos separados, e hoje somos um só coração. O amor nos encontrou, nos aproximou e transformou nossas vidas em uma única história. Que essa união siga forte, leve e eterna.

⁠ Todos temos "fantasmas" em nossas vidas, somos constantemente assombrados pelo medo, passado e pessoas.

“Diante de um caixão, percebemos que o tempo não é dono de nada — somos nós que esquecemos de viver enquanto ainda podemos.”

Do silêncio

Somos responsáveis pelo nosso silêncio...
Se eu der minha opinião, se eu alertar alguém, se eu persuadir alguém, se eu gritar aos quatro-ventos...
Se... tudo isso aí e unas cositas mais, serei responsável de alguma maneira.
Claro, terei me implicado na situação de forma bem clara. Serei responsável pelo que falei, pelo que fiz. Minhas palavras podem voar ao vento, mas... antes de voarem, passaram pelos ouvidos de alguém, pelos olhos de alguém.
Então, penso eu, em certas situações, o melhor a fazer é manter-me passivamente passiva. Farei do silêncio minha arma de comunicação. Assim, não poderei ser responsabilizada por me manter calada. Se alguém fizer alguma bobagem... disser alguma mentira... ah! a melhor opção, pra mim, é o silêncio mortal.
Não sou eu quem vai expor esse alguém. Não, não mesmo. Não sou conivente, sei que o que esse alguém fez não está certo. Mas... não quero ter prejuízos afetivos... ops... então, não é o outro, sou eu a minha real preocupação... é só por isso que, muitas, muitas vezes, o silêncio se instala em mim.
Claro, claro... não vou sair por aí atirando com uma metralhadora honestidade o tempo todo e em todo lugar. Há vezes em que meu silêncio se faz necessário por pura cortesia. Então, sim, me esconderei atrás da cortina da boa convivência, da gentileza. Agirei virtuosamente como se estivesse a passear pelos corredores da corte... silenciosamente.

A morte, principalmente aquela advinda de grandes tragédias, vem nos mostrar o quanto somos efêmeros. Nada é mais importante do que cada instante vivido com dignidade e respeito, pois são essas coisas que vamos deixar após a nossa partida.

Somos configurações metaestáveis do campo quântico de ponto zero, a mesma flutuação estatística que, pela segunda lei da termodinâmica e pela expansão adiabática eterna, condena irreversivelmente toda estrutura energética à dissipação no vácuo térmico de equilíbrio final. Somos o cosmos que, por um breve e contingente instante entrópico, ganha a capacidade de registrar a própria entropia crescente e, nesse registro fugaz, ainda procura um significado que a estrutura matemática do próprio vácuo demonstra ser impossível, inexistente e desnecessário.

Você importa?
Eu importo?
Quem importa?
Por que devemos importar?




Somos nomes escritos na fumaça,
Promessas levadas pelo vento.
Cada certeza muda de lado,
Quando o tempo muda o argumento.


Você procura um lugar no espelho,
Eu procuro um espelho no lugar.
Talvez a resposta nunca exista,
Ou apenas tenha medo de falar.




Se tudo passa...
O que permanece?
Se tudo pesa...
Quem é que merece?




Você importa?
Eu importo?
Quem importa no final?
Por que devemos importar,
Se o mundo gira sem pedir permissão?


Você importa?
Eu importo?
Ou só importa acreditar?
Talvez ninguém importe para todos...
Mas alguém sempre importa para alguém.




A multidão escolhe seus heróis,
Depois esquece seus próprios nomes.
Constrói castelos sobre aplausos,
E ruínas sobre os homens.


Cada vitória perde o brilho,
Cada derrota muda de cor.
Talvez o fracasso seja liberdade,
E o sucesso, outro tipo de prisão.




Quem mede o valor de uma vida?
Quem escreve a última palavra?
Quem separa o eterno do instante?
Quem responde quando o silêncio fala?






Você importa?
Eu importo?
Quem importa quando a luz se apaga?
Por que devemos importar,
Se até as estrelas um dia se calam?


Você importa?
Eu importo?
Talvez a pergunta esteja errada.
Porque, no fim,
Quem procura tanto por importância
Talvez nunca descubra o sentido de existir.


Você importa?
Eu importo?
Quem importa?
Por que devemos importar?


...Ou será que apenas existimos?


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A Matemática da Vida

A vida é como uma equação:
somos matéria que calcula e é calculada.
Dividimos nossos problemas, multiplicamos nossos erros,
mas buscamos incessantemente as raízes do que somos.

Elevamos amizades ao infinito,
somamos sonhos e subtraímos dúvidas,
mas nem sempre encontramos a fórmula certa para equilibrar o "eu" e o "outro".

Na matemática da existência,
não é o resultado que define o valor,
mas a compreensão do processo.

A fórmula de Bhaskara parece distante,
mas, na verdade, reflete o que vivemos:

* O x somos nós, em busca de sentido;
* –b é o tempo que nos pressiona;
* ± é a dualidade de nossas escolhas;
* √Δ é o equilíbrio que precisamos encontrar;
* 2·a é o peso de nossos medos e responsabilidades.
A vida é uma equação sem solução exata.
E é essa imprevisibilidade que a torna única.