Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
Depois que tudo aquilo acabou, me vi no chão outra vez. Felizmente, me levantei, assim é a vida. Um novo amor me fez superar uma antiga paixão que durou por tanto tempo, mas que infelizmente, foi jogado fora. Sei que a vida está me dando outra oportunidade de amar e ser amada. Por favor, me surpreenda outra vez.
Se eu soubesse a falta que tudo aquilo ia me fazer...teria aproveitado mais. Não teria desistido tão cedo. Nunca senti tanta falta de algo.
Teria reclamado menos e vivido mais.
Teria focado mais no aprendizado e menos na luta.
Teria vivido mais histórias e menos drama.
Meu Deus! Como eu queria uma chance novamente...seria tudo tão diferente. Pelo menos com tudo isso, aprendi lições de vida. Nunca amadureci tanto. Vejo a vida de outra maneira. Consegui identificar pessoas pelas quais já me sacrifiquei, mas percebi a tempo o quanto foram falsas e nunca ligaram para mim. Aprendi a me colocar em primeiro lugar e não deixar ninguém pisar em mim. Comecei a entender que dinheiro pode sim trazer felicidade, mas isso não é uma regra: muita gente com muito dinheiro continua triste e com ódio no coração. Entendi que preciso aproveitar enquanto eu posso, pois tudo tem um fim. Mas o principal de tudo foi descobrir o que eu realmente quero para a minha vida.
Os usos da casimira inglesa
Estou lhe escrevendo, Matilda, para lhe transmitir aquilo que a contrariedade (para não falar indignação) me impediu de dizer de viva voz. Note, é a primeira vez que isso acontece nos nossos 35 anos de casados, mas é primeira vez que pode também ser a última. Não é ameaça. É constatação. Estou profundamente magoado com sua atitude e não sei se me recuperarei.
Tudo por causa de sua teimosia. Você insiste, contra todas as minhas ponderações, em dar a seu pai um corte de casimira inglesa como presente de aniversário. Eu já sei o que você vai me dizer: é seu pai, você gosta dele, quer homenageá-lo. Mas, com casimira, Matilda. Com casimira inglesa, Matilda. Que horror, Matilda.
Raciocinemos, Matilda. Casimira inglesa, você sabe o que é isso? A lã dos melhores ovinos, Matilda. A tecnologia de um país que, afinal, deu ao mundo a Revolução Industrial. O trabalho de competentes funcionários. E sobretudo tradição, a qualidade. Esse é o tecido que está em questão, Matilda. A casimira inglesa. (...)
Isso, a casimira inglesa. Agora, seu pai.
Ele está fazendo noventa anos. É uma idade respeitável, e não são muitos que chegam lá, mas − quanto tempo ele pode ainda viver? (...) mesmo que ele viva dez anos, mesmo que ele viva vinte anos, a casimira sem dúvida durará mais. E aí, depois que o sepultarmos, depois que voltarmos do cemitério, depois que recebermos os pêsames dos parentes, e dos amigos, e dos conhecidos, teremos de decidir o que fazer com as coisas dele, que são poucas e sem valor − à exceção de um casaco confeccionado com o corte de casimira que você pretende lhe dar. Você, em lágrimas, dirá que não quer discutir o assunto, mas eu terei que insistir, até para o seu bem, Matilda; os mortos estão mortos, os vivos precisam continuar a viver, eu direi. Algumas hipóteses serão levantadas. Vender? Você dirá que não; seu pai, o velho fazendeiro, verdade que arruinado, despreza coisas como comprar e vender, ele acha que ser lojista, como eu, é a suprema degradação. Dar? A quem? A um pobre? Mas não, ele sempre detestou pobres, Matilda, você lembra a frase característica de seu pai: tem que matar esses vagabundos. (...)
O casaco ficaria pendurado em nosso roupeiro, Matilda. Ficaria pendurado muito tempo lá. A não ser, Matilda, que seu pai dure mais tempo que o casaco. Não apenas isso é impossível, como remete a uma outra interrogação: e o seguro de vida dele, Matilda? E as joias de sua mãe, que ele guarda debaixo do colchão? Quanto tempo ainda terei de esperar?
Estou partindo Matilda. Deixo o meu endereço. Como você vê, estou indo para longe, para uma pequena praia da Bahia. Trópico, Matilda. Lá ninguém usa casimira.
Entramos neste mundo sem nada e lutamos por tudo aquilo que vamos necessitar, desejar e desfrutar,
e na saída deste mundo, deixamos tudo que não queríamose partimos sem nada daquilo por qual lutamos.
Se você não gosta do alguém posta numa rede social e aquilo sempre te incomoda, a saída mais fácil é desfazer a "amizade", que, às vezes, não passa de modismo.
Não deixemos o tempo passar. Vamos passando juntamente com ele. Aquilo que for bom, levamos com a gente; o que não for, a gente deixa no caminho.
Não faça nem MAIS nem MENOS, apenas o que é incumbência sua, ou melhor, somente aquilo que te é LIMITADO pelas leis vigentes. Depois não reclame por abraçar um pé de mandacaru.
"Matéria é a primeira camada da realidade de existência, existe muito mais do que aquilo que imaginamos, o saber humano hoje não tem a capacidade para ter acesso as mais complexas camadas além da matéria comum ou matéria escura, mas teorizam que elas sobreexistem nas realidades".
Nossa ínfima percepção do Cosmos, é uma mera ilusão vã e tola, em comparação aquilo que o Universo realmente é.
"Na música consegui encontrar aquilo mais aproximado do que poderíamos sintetizar como absoluto, é a expressão riquíssima e imarcescível daquilo que é mais puro e virtuoso".
Aquilo que chamamos de coincidência pode ser, na verdade, a resposta que o universo nos envia em códigos que apenas o coração pode compreender.
Aquilo que parece impossível para o olhar comum é perfeitamente lógico para quem compreende o código da realidade.
Nunca deseje ser aquilo que você não foi chamado para ser. Mas busque ser aquilo que Deus te vocacionou para ser.
Religião é tudo aquilo que priorizamos; por isso não existem ateus de fato, pois no fim todos acabam tendo uma religião.
